quinta-feira, 31 de maio de 2018

Questão Moral


A pobreza é uma questão moral? Em que sentido? Como vemos a pobreza? Como enxergamos e pensamos esses milhões de crianças e adolescentes estudantes pobres? Como esses sujeitos são pensados pela sociedade, pela mídia e pelas políticas socioeducativas?

A pobreza é uma das experiências mais restritivas que poderíamos ter em nossa aprendizagem, e ela está se tornando a cada dia mais intensa e massificadora. Nossas crianças chegam, não só nas escolas dos países em desenvolvimento, mas a cada dia que passa em todos os recantos de nossa sociedade, com uma visão mais primitiva das inter-relações com o outro. Por estar relacionada as questões sócio-econômicas, sendo está ligada a falta da qualidade do bem-estar das pessoas ao ponto de muitas vezes leva-las a fome e a condições extremas de privações. Ao mesmo tempo, nos é estigmatizado através da mídia em que a pobreza está intimamente relacionada a violência e aos mais diversos crimes, no entanto o que falta realmente são oportunidades para que as pessoas possam se tornar mais produtivas para ter uma vida digna e que tenham a oportunidade para fazer suas próprias escolhas.
Devemos ver que a pobreza é uma condição e ela se institui como o resultado de um processo histórico, no caso do Brasil, desde o início de sua colonização em que sua dinâmica foi de intensa exploração da terra e do seu povo. De um lado temos os grandes proprietários de terra, trabalho precário, e que continua até hoje com a exploração de uma parte da população como os negros, índios, homossexuais, mulheres, deficientes ...
Enquanto não se der a devida atenção a questão social e econômica da grande população, não teremos o tão desejado desenvolvimento do país, continuaremos sendo um país em que poucos continuam se apropriando da grande parte das riquezas que nosso país apresenta, tem uma frase que marcou muito minha adolescência e acredito que seja de Eduardo Galeano, “Quanto mais rica a terra de uma nação, mais pobre se tornará seu povo.”.
Um fator que vem por distanciar uma parcela da população as novas formas de trabalho, é a tecnologia. Desde a primeira revolução industrial até a automação em que estamos atualmente, vem sendo um fator primordial para incluir ou excluir o trabalhador, pois em muitas situações este desenvolvimento técnico que está por substituir o homem no mercado de trabalho. E em algumas situações, principalmente para as pessoas que não tem acesso aos meios tecnológico, é que vem a intensificar os processos de precarização das relações de trabalho.
Nas instituições escolares a cada ano que passa mais as comunidades estão exigindo outras formas de ver o mundo, mas mesmo assim que ações devemos apresentar para mudar essas infâncias precárias e em algumas situações de desumanização.
    

"Diante da barbárie com que a infância e a adolescência populares são tratadas, o primeiro gesto deveria se ver nelas a imagem da barbárie social. A infância revela os limites para sermos humanos em uma economia que se tornou inumana." (ARROYO, 2014).



Fonte:
ARRAYO, Miguel G. Curso de Especialização Educação, Pobreza e Desigualdade Social. Ministério da Educação (MEC). Brasília, 2014. Disponível em: <http://catalogo.egpbf.mec.gov.br/>. Acesso em: 22 nov. 2017


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Pobreza e Educação


Como nós educadores, estamos implicados como agentes de combate à pobreza e a desigualdade social? Como atuar de forma significativa dentro das comunidades escolares?
“A pobreza é uma das realidades mais persistente na história da humanidade.”
Miguel G. Arroyo


A pobreza no Brasil abrange uma dimensão ampla, pois ela decorre em grande parte por uma profunda desigualdade de renda, está que podemos identificar ao longo de sua formação sócio-histórica e econômica. Onde a acumulação de capital foi baseada na exploração da população, inicialmente pelos grandes latifundiários no meio rural e posteriormente pela especulação imobiliária nos meios urbanos.
 Fazendo assim com que uma parcela da população se integre num processo de exclusão dentro da sociedade e neste contexto podemos incluir negros, indígenas, mulheres, deficientes físicos, homossexuais, favelados, catadores de lixo, indigente e etc. Neste processo de exclusão em nossa sociedade capitalista atualmente compreende desde a expulsão do mercado de trabalho por um longo tempo, ao jovem de periferia que não consegue boas colocações de trabalho, aos que não apresentam um local de moradia fixa.


Como vimos no vídeo acima sobre “os relatos da pobreza no Brasil”, 16 milhões da população brasileira vive na extrema miséria tendo com renda aproximadamente 70 reais por mês, a grande maioria em casas improvisadas e sem acesso aos serviços mais básicos de saneamento, saúde e escolarização.
Desde a década de 80, se vê algumas politicas com programas sociais direcionados à está parcela da população muito empobrecida, no entanto são políticas descontinuas e insuficiente, pois a cada governo que se institui são modificadas ou extintas. E ainda na totalidade dessas políticas, elas se apresentam em um caráter mais de assistencialismo do que realmente de enfrentamento à pobreza.
O Ministério do Desenvolvimento Social institui que pobre é aquele que recebe aproximadamente 140 reais por mês neste contingente temos 280 milhões de brasileiros, já os extremamente pobres estão incluídos os que recebem aproximadamente 70 reais por mês aí temos incluídos quase 17 milhões de pessoas sendo estes 8% da população brasileira, estes dados de 2012. Sendo que essas pessoas se encontram a margem da sociedade, normalmente sua inserção está no trabalho informal e assalariado, levando a uma vida precária e a moradias em lugares insalubres.       
Os estados do Brasil que apresentam os menores rendimentos por domicilio se encontra mais na região norte e alguns da região nordeste, já os que apresentam um melhor rendimento se encontram na região sul, alguns estados da região sudeste e principalmente no Distrito Federal. E dentre os mais pobres são os repasses assistenciais tais como o Bolsa Família, programa de transferência de renda, que mais auxilia e protege essas famílias, mas para entrar neste programa existem restrições que nem todos conseguem estar em condições.
Com a urbanização a partir da década de 70, temos a inserção da mulher nos diversos setores no mercado de trabalho, entretanto muitas que desejam ter filhos encontram barreiras como a falta de creches e as restrições que muitas empresas fazem as grávidas, proporcionando assim uma redução no número de filhos. Outros fatores que fazem com as taxas de natalidade tendem a cair como o alto custo com a alimentação, educação, saúde, transporte e vestuário nas áreas urbanas fazem com que as famílias tendem a planejar com mais cuidado o número de filhos que desejam ter. No meio urbano até existe uma maior difusão das informações e da popularização do uso de métodos contraceptivos (pílulas anticoncepcionais, preservativos, diafragmas, etc.), o que amplia o acesso a essas formas de controle da natalidade.    
Não podemos esquecer que em um passado não tão distante as mulheres tinham como obrigatoriedade o cuidado da casa, cozinhar e criar grande quantidade de filhos, muitas vezes sem o auxilio de ninguém. Já hoje existem novos núcleos familiares em que o homem e a mulher tendem a ter as mesmas responsabilidades já que a mulher com a sua inserção no mercado de trabalho tem como participar do orçamento doméstico. Mesmo assim, a mulher se encontra entre as minorias dos mais pobres e muitas vezes se encontram na linha final da pobreza, e aí temos principalmente a mulher negra com filhos e sem companheiros nestes casos normalmente são de baixa escolaridade, sendo que muitas não conseguem chegar ao bolsa família, e muito menos ter acesso ao atendimento básico de saúde com qualidade.
Dentro deste contexto é que encontramos a maioria de nossos alunos de escolas públicas, na ausência de oportunidades e escolhas e muitos em processo de marginalização, devemos assim olhar nossos alunos com outros olhos, em uma visão mais realista das suas verdadeiras necessidades.   

 
Fonte:
ARRAYO, Miguel G. Curso de Especialização Educação, Pobreza e Desigualdade Social. Ministério da Educação (MEC). Brasília, 2014. Disponível em: <http://catalogo.egpbf.mec.gov.br/>. Acesso em: 22 nov. 2017
SILVA, Maria Ozanira da Silva e. Pobreza, desigualdade e políticas públicas: caracterizando e problematizando a realidade brasileira. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 13, n. 2, p. 155-163, mar. 2011. ISSN 1982-0259. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/katalysis/article/view/S1414-49802010000200002>. Acesso em: 22 nov. 2017. 

domingo, 27 de maio de 2018

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM - II parte

     Como complementação de nossos estudos, vamos aos processos de construção das aprendizagens conforme a Teoria de Lev Semyonovich Vygotsky:


     Como se explica o desenvolvimento:
    - O desenvolvimento do indivíduo é o resultado de um processo sócio-histórico influenciando nos processos psicológicos superiores que são específicos a nós seres humanos.
     - A formação do pensamento e o desenvolvimento intelectual se dão de fora para dentro, num processo de internalização, não ocorrendo de forma passiva a recepção do conhecimento pelo sujeito. 

    - O conhecimento é transmitido pelo meio ambiente, família, professor.
  

     Como se explica a aprendizagem:
     - Ênfase no papel da linguagem - Onde os signos (significante + significado, por ex.: mesa, mapa, livro) e sistemas de signos (a linguagem, a escrita, o sistema de números) não têm um caráter individual, mas são compartilhados e elaborados por uma sociedade. 
     - É no encontro dos signos e dos instrumentos que se propiciará a aprendizagem.


     Como pode-se explicar a não aprendizagem:
     - Deixar toda a ação ao cargo do aluno (apriorista).

     Como se propõem que seja o ensino:
   - O professor é um mediador, o elemento que intermédia no processo de aprendizagem.
     - O papel do outro na construção do conhecimento.
     - O bom ensino é o que se adianta ao desenvolvimento.


     Sendo assim o aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento e que são capazes de operar, somente quando a criança interage com as pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com seus companheiros, uma vez internalizados, esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento independente da criança, assim o aprendizado é um aspecto necessário universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas, um aspecto essencial do aprendizado.
     Podemos assim exemplificar que quando a criança se defronta na escola com conceitos desenvolvidos sempre temos uma história prévia. Por exemplo, ao trabalhar com questões relacionadas à orientação no espaço com alunos do 6ª ano na disciplina de geografia procuro recorrer a questões de vivências delas, tais como o trajeto de casa até a escola, localização da escola no bairro, o bairro na cidade, são experiências que são construídas a partir de seus espaços de vivência a fim de se desenvolver conceitos científicos geográficos mais complexos.







Referência:
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky e o Processo de Formação de Conceitos. In. LA TAILLE, Yves de, OLIVEIRA, Marta Kohl de, DANTAS, Heloysa. Piaget, Vygotsky, Wallon – teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992. 
SILVA, Samanta D. Aquisição da linguagem, 2014.Disponivel em: <webartigos>. Acesso em: 19 abr. 2018.

sábado, 26 de maio de 2018

Produção e Educação

    O mundo da produção e as relações que fazem o homem satisfazer suas necessidades se encontram entre duas articulações. De um lado temos o mundo da objetividade em que neste temos um objetivo naturalizado, mecanizado e determinista. E de outro lado temos um mundo subjetivo que é isolado e fragmentado que desconsidera as conexões das causalidades e das ações humanas(Antunes, 2017).
         O trabalho para se tornar alienado, deve se inserir em um estranhamento, ou seja, em uma dimensão negativa. Neste caso se constituí quatro momentos respectivos que se constroem que é em um primeiro momento a de que o produto do trabalho não pertence ao seu criador, ao individuo/trabalhador que o realiza. No segundo momento quando o trabalhador não reconhece o produto do seu trabalho, no terceiro momento este mesmo trabalhador não se reconhece dentro deste processo laborativo que ele realiza e que é necessária a sua vida. E que nos leva ao quarto momento este trabalhador não se reconhecendo como individuo/engrenagem dentro do processo, não se reconhecendo como parte constituinte da produção/resultante.
       Sendo assim quando Antunes (2017, p. 11) nos relaciona sobre a produção e a a construção de um trabalho alienado, em que
... a consciência é determinada pelo ser, tanto quanto o ser também é determinado pela consciência, "[...] que as circunstâncias são modificadas pelos próprios homens e o próprio educador tem de ser educado." (Marx; Engens, 2007, p. 533). É assim que se deve compreender a noção de modo de produção em Max, profundamente inter-relacional, dialética, caracterizada pelas determinações recíprocas.
e assim podemos relacionar também com nosso fazer pedagógico em que deixamos de interliga-los a uma construção em que fazemos parte, pois nosso produto se constitui dentro desta inter-relação professor/aluno e aluno/professor. 
     Ao refletir e relacionando com o texto de referência da disciplina (As origens da modalidade de currículo integrado de Santomé), a escola também se construiu no ponto de alienar o estudante e o professor a se inserir em um estranhamento, já que se descontextualiza totalmente, ao se fazer das disciplinas específicas e isoladas sem integra-la no todo. 
     Temo que pensar que em cada momento organizativo da produção necessita-se de um trabalhador/consumidor diferenciado. Antes tínhamos um sistema fordista, após taylorista agora nos inserimos em um sistema globalizante e que precisamos inserir o consumidor local no mundo globalizador e que este faz parte do contexto econômico, politico e social. 



Fonte:

ANTUNES, Ricardo. A Fábrica da Educação: da especialização taylorista à flexibilização toyotista. São Paulo: Cortez, 2017. Coleção questões da nossa época, v. 58.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Porto Alegre: Artmed; 1998.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Produção Fordista e a produção Toyotista e suas diferenças

A produção fordista foi implantada inicialmente por Henry Ford em sua fábrica em Michigan, nos Estados Unidos, a partir de 1913, dai o nome desse processo de produção. Foi inspirado no Taylorismo: Ford pôs em prática as ideias propostas pelo engenheiro Frederick W. Taylor. O fordismo está ancorado na produção em escala e na acentuada divisão do trabalho no interior da fábrica. Ou seja, a produção é realizada em grandes lotes de um único modelo de produto e cada operário executa uma única função ultra especializada. Na fábrica fordista há uma rígida hierarquia, na qual os trabalhadores não tem nenhuma autonomia. O controle de qualidade é feito apenas no final do processo de produção que permite passar muitos defeitos, aumentando o desperdício. Esse tipo de organização da produção precisa de grandes estoques de insumos, exigindo grandes armazéns, portanto alta imobilização de capitais, o que eleva os custos de produção. Funcionou bem até os anos 1970, quando as industrias mais modernas começaram a substitui-lo pelo toyotismo. Em países em desenvolvimento ainda permanece em industrias que exigem muita mão de obra barata.


Já a produção enxuta foi desenvolvida pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno e começou a ser implantada na fábrica da Toyota, no Japão, a partir do final dos anos 1950, por isso esse sistema de produção é também conhecido como toyotismo. Está produção se ancora no escopo, ou seja, há uma grande diversificação de modelos fabricados. Praticamente não há hierarquia, os trabalhadores são multifuncionais, organizados em círculos de controle de qualidade, de forma que eles mesmos são os responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos e pela detecção de defeitos ao longo do processo. Isso reduz significativamente o desperdício. Como o toyotismo esta ancorado no just-in-time, praticamente não há estoques, podendo funcionar em espaços menores e com baixa imobilização de capitais. Com isso, os custos são menores e a produtividade é maior. Em todo o mundo, nos setores industriais mais avançados hoje predomina a produção toyotista.

Fonte:
MARTINEZ, Rogério. Novo Olhar: geografia. 1ª ed. – São Paulo: FTD, 2013.

terça-feira, 15 de maio de 2018

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM - I parte

Ao fazer o curso no Instituto Ciência e Saber, sobre "O que é a aprendizagem?", tema que por sinal muito me interessa, nos foi proposto em um dos módulos a construção de um quadro e que achei muito interessante e que pretendo aos poucos ir compartilhando minhas descobertas sobre os autores que estudamos e suas teorias.

Processos de construção das aprendizagens conforme a Teoria de Jean Piaget

Explica o desenvolvimento

- O desenvolvimento passa por estádios sendo que estas aquisições de conhecimento se integram dependendo do período ao serem assimiladas servem de base para o seguinte período. 
- Não é a idade que determina a característica do pensamento, mas sim o período/estádio em que se encontra.
– “Aprender é criar estruturas de assimilação”

Explica a aprendizagem
- Aprender é construir estruturas de assimilação e essas são construídas pelo processo de abstração reflexionante.
- A gênese das estruturas cognitivas é explicada pela construção, mediante a interação entre sujeito e objeto, ou seja, tem que se conhecer o objeto para depois agir sobre ele e poder transforma-lo.
- O conhecimento já construído (estrutura) se torna a base para a sua reformulação e assim ocorrendo a sua nova assimilação.
- Que o aluno aja (assimilação) sobre o material que o professor presume que tenha sido cognitivamente interessante, ou melhor, significativo para o aluno.
- Aprender é construção, ação e tomada de consciência da coordenação de ações.

Explica a não aprendizagem
- Os métodos pedagógicos não podem se resumir em transmissões verbais. 
- Pois os conhecimentos novos (conteúdo) e os conhecimentos prévios (estrutura) possam transitar através do ensino da cabeça do professor para a cabeça do aluno. 
- Quando não há interesse por parte do sujeito. 
- Pensar que o aluno é uma tabula rasa.

Como propõem que seja o ensino
- Ação mental mediante uma reflexão sobre algum tema.
- O professor deve saber como se aprende.
- Metodologia ativa, em que poder ser estruturadas através de ações físicas ou mentais.
- Utilização de trabalhos em grupo, para se coordenar diferentes pontos de vista e a partir destes momentos divergentes reassimilar novas estruturas.
- O professor deve construir ações em sala de aula que envolva interrogações e assim se procure refletir sobre os conhecimentos.
- Estabelecer relações entre os conhecimentos novos e os já presenciados pelos alunos.
- Ao estimularmos o aluno com perguntas estamos lhe incentivamos a se questionar sobre as questões e o obrigando a refletir sobre uma resposta.
- Ao se questionar sobre as respostas para si os alunos sofre perturbações (acomodação) que são provocadas pela assimilação deste ação e ao se apropriar destas reflexões, sobre as estruturas formativas das ações formamos um reflexionamento.
- Proposta construtivista
- Construirmos o mundo que queremos e não repetirmos o que já foi criado.

Dentre os contextos desenvolvidos acima o que mais me estimulou a procurar por respostas foi de como as teorias de Piaget se questionaria para o desenvolvimento do ensino e das ações que o professor deveria conduzir para uma aprendizagem significativa. Sendo que os tópicos vem de encontro com algumas das minhas ações em sala de aula, de procurar sempre estimular com perguntas as reflexões dos alunos e ao mesmo procurando associar os conceitos que estamos estudando com momentos cotidianos que possam ao mesmo tempo serem exemplos mais próximos de suas vivencias e consequentemente estarem aptos a compreenderem conceitos mais elaborados. 

            Referências
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. Psicol. estud., Maringá, vol.11, no.1, p.119-127, abr. 2006. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722006000100014&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em 21 abr. 2018.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722006000100014.

sábado, 5 de maio de 2018

VYGOTSKY - Aquisição da Linguagem

     Nos textos estudados até o momento temos que para Vygotsky, ninguém é uma ilha, para ele o homem sempre esteve inserido na sociedade. O homem para se construir necessita interagir, trocar, partilhar e navegar o conhecimento. E é na linguagem que o homem tem o seu maior instrumento social de contato com o outro, é a partir desta ferramenta que ele se integra e completa para conquistar seu potencial.

     Para entender as ideias de Vygotsky, é fundamental inteirar-se de quatro pensamentos chaves:
     - Interação: realizada através da linguagem, nas relações interpessoais em que o sujeito troca com o meio. É no grupo cultural em que o indivíduo se desenvolve que irá interagir com o universo de significados em que identifica o real em categorias e o nomeia em palavras conforme o grupo em que ele se encontra. 
     - Mediação: do indivíduo com a cultura e se dá pela linguagem, ou seja, na representação mental dos objetos, situações e eventos do mundo real para o universo psicológico do indivíduo. Ao fazer relações mentais ocorrem o desenvolvimento da abstração e da generalização. Quando nomeamos um objeto estamos colocando em uma categoria, classificação conforme o grupo cultural. 
     - Internalização: quando a criança internaliza as aprendizagens construídas através da mediação e interação com o meio. Internalização esta que é o momento em que a palavra (signo mediador) é incorporada a sua estrutura como conceito, que apresenta um material simbólico já dentro da linguagem do adulto.


     O termo “conceito” tem por sentido o de agrupar um objeto de acordo com seu atributo. 
   Nos três processos anteriores sua formação refere-se aos conceitos desenvolvidos nas atividades práticas da criança e nas suas interações sociais, que se encontram em seu “cotidiano” ou “espontâneos”, já os chamados “conceitos científicos” são os adquiridos por meio do ensino (Oliveira, 2016, p.31), que é o próximo a ser relacionado: 

     - ZDP (Zona de Desenvolvimento Proximal): é o espaço que se encontra entre o que as crianças já conhecem e aquilo que tem o potencial de aprender. É neste espaço que adultos/professores ou crianças maiores podem influir no conhecimento, ou seja, dos conceitos “cotidianos” dos quais a criança já tem da sua própria vida, do que ela sabe fazer sozinha do que daquilo que ela tem a potencialidade para a vir a ser, conceitos “científicos”, desde que ela seja assistida aprender com os outros.



                      
Fonte:

OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky e o Processo de Formação de Conceitos. In. LA TAILLE, Yves de, OLIVEIRA, Marta Kohl de, DANTAS, Heloysa. Piaget, Vygotsky, Wallon – teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992. 
SILVA, Samanta D. Aquisição da linguagem, 2014.Disponivel em: <webartigos>. Acesso em: 19 abr. 2018.

LINGUAGEM

A partir da leitura do texto sobre a aquisição da linguagem, de Silva(2014), procurei desenvolver uma retrospectiva dos vários enfoques aos quais se teve sobre a aquisição da linguagem. Esta atividade ainda se encontra em desenvolvimento pois estou realizando outras leituras e pesquisas.  



Fonte

SILVA, Samanta D. Aquisição da linguagem, 2014. Disponível em: <https://www.webartigos.com/artigos/aquisicao-da-linguagem/43208>. Acesso em: 19 abr. 2018.