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terça-feira, 17 de julho de 2018

COMÊNICO

Comenius, educador do Século XVII, trouxe para o ensino um método que se assemelha a uma arte onde ele preconizava em que devemos ensinar "tudo a todos" e dentro deste lema é que nasce a disciplina da didática. Temos que entender como seres humanos somos seres inacabados e estamos em constante construção. 
E é na disciplina de didática que se agregam um conjunto de diferentes saberes a fim de organizarem-se por métodos para ensinar tudo a todos, sabendo que cada individuo não aprendem igualmente. 
Ao avaliamos os saberes de nossos alunos é que temos a possibilidade de desenvolvermos ações que desafiem nossos alunos.

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sábado, 26 de maio de 2018

Produção e Educação

    O mundo da produção e as relações que fazem o homem satisfazer suas necessidades se encontram entre duas articulações. De um lado temos o mundo da objetividade em que neste temos um objetivo naturalizado, mecanizado e determinista. E de outro lado temos um mundo subjetivo que é isolado e fragmentado que desconsidera as conexões das causalidades e das ações humanas(Antunes, 2017).
         O trabalho para se tornar alienado, deve se inserir em um estranhamento, ou seja, em uma dimensão negativa. Neste caso se constituí quatro momentos respectivos que se constroem que é em um primeiro momento a de que o produto do trabalho não pertence ao seu criador, ao individuo/trabalhador que o realiza. No segundo momento quando o trabalhador não reconhece o produto do seu trabalho, no terceiro momento este mesmo trabalhador não se reconhece dentro deste processo laborativo que ele realiza e que é necessária a sua vida. E que nos leva ao quarto momento este trabalhador não se reconhecendo como individuo/engrenagem dentro do processo, não se reconhecendo como parte constituinte da produção/resultante.
       Sendo assim quando Antunes (2017, p. 11) nos relaciona sobre a produção e a a construção de um trabalho alienado, em que
... a consciência é determinada pelo ser, tanto quanto o ser também é determinado pela consciência, "[...] que as circunstâncias são modificadas pelos próprios homens e o próprio educador tem de ser educado." (Marx; Engens, 2007, p. 533). É assim que se deve compreender a noção de modo de produção em Max, profundamente inter-relacional, dialética, caracterizada pelas determinações recíprocas.
e assim podemos relacionar também com nosso fazer pedagógico em que deixamos de interliga-los a uma construção em que fazemos parte, pois nosso produto se constitui dentro desta inter-relação professor/aluno e aluno/professor. 
     Ao refletir e relacionando com o texto de referência da disciplina (As origens da modalidade de currículo integrado de Santomé), a escola também se construiu no ponto de alienar o estudante e o professor a se inserir em um estranhamento, já que se descontextualiza totalmente, ao se fazer das disciplinas específicas e isoladas sem integra-la no todo. 
     Temo que pensar que em cada momento organizativo da produção necessita-se de um trabalhador/consumidor diferenciado. Antes tínhamos um sistema fordista, após taylorista agora nos inserimos em um sistema globalizante e que precisamos inserir o consumidor local no mundo globalizador e que este faz parte do contexto econômico, politico e social. 



Fonte:

ANTUNES, Ricardo. A Fábrica da Educação: da especialização taylorista à flexibilização toyotista. São Paulo: Cortez, 2017. Coleção questões da nossa época, v. 58.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Porto Alegre: Artmed; 1998.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Produção Fordista e a produção Toyotista e suas diferenças

A produção fordista foi implantada inicialmente por Henry Ford em sua fábrica em Michigan, nos Estados Unidos, a partir de 1913, dai o nome desse processo de produção. Foi inspirado no Taylorismo: Ford pôs em prática as ideias propostas pelo engenheiro Frederick W. Taylor. O fordismo está ancorado na produção em escala e na acentuada divisão do trabalho no interior da fábrica. Ou seja, a produção é realizada em grandes lotes de um único modelo de produto e cada operário executa uma única função ultra especializada. Na fábrica fordista há uma rígida hierarquia, na qual os trabalhadores não tem nenhuma autonomia. O controle de qualidade é feito apenas no final do processo de produção que permite passar muitos defeitos, aumentando o desperdício. Esse tipo de organização da produção precisa de grandes estoques de insumos, exigindo grandes armazéns, portanto alta imobilização de capitais, o que eleva os custos de produção. Funcionou bem até os anos 1970, quando as industrias mais modernas começaram a substitui-lo pelo toyotismo. Em países em desenvolvimento ainda permanece em industrias que exigem muita mão de obra barata.


Já a produção enxuta foi desenvolvida pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno e começou a ser implantada na fábrica da Toyota, no Japão, a partir do final dos anos 1950, por isso esse sistema de produção é também conhecido como toyotismo. Está produção se ancora no escopo, ou seja, há uma grande diversificação de modelos fabricados. Praticamente não há hierarquia, os trabalhadores são multifuncionais, organizados em círculos de controle de qualidade, de forma que eles mesmos são os responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos e pela detecção de defeitos ao longo do processo. Isso reduz significativamente o desperdício. Como o toyotismo esta ancorado no just-in-time, praticamente não há estoques, podendo funcionar em espaços menores e com baixa imobilização de capitais. Com isso, os custos são menores e a produtividade é maior. Em todo o mundo, nos setores industriais mais avançados hoje predomina a produção toyotista.

Fonte:
MARTINEZ, Rogério. Novo Olhar: geografia. 1ª ed. – São Paulo: FTD, 2013.

domingo, 15 de abril de 2018

SALA DE AULA


     Com a apresentação do workshop do Eixo VI, minha maior preocupação se encontrava em compreender a relação ensino/aprendizagem e ao mesmo tempo relacioná-la com o cotidiano.