segunda-feira, 28 de maio de 2018

Pobreza e Educação


Como nós educadores, estamos implicados como agentes de combate à pobreza e a desigualdade social? Como atuar de forma significativa dentro das comunidades escolares?
“A pobreza é uma das realidades mais persistente na história da humanidade.”
Miguel G. Arroyo


A pobreza no Brasil abrange uma dimensão ampla, pois ela decorre em grande parte por uma profunda desigualdade de renda, está que podemos identificar ao longo de sua formação sócio-histórica e econômica. Onde a acumulação de capital foi baseada na exploração da população, inicialmente pelos grandes latifundiários no meio rural e posteriormente pela especulação imobiliária nos meios urbanos.
 Fazendo assim com que uma parcela da população se integre num processo de exclusão dentro da sociedade e neste contexto podemos incluir negros, indígenas, mulheres, deficientes físicos, homossexuais, favelados, catadores de lixo, indigente e etc. Neste processo de exclusão em nossa sociedade capitalista atualmente compreende desde a expulsão do mercado de trabalho por um longo tempo, ao jovem de periferia que não consegue boas colocações de trabalho, aos que não apresentam um local de moradia fixa.


Como vimos no vídeo acima sobre “os relatos da pobreza no Brasil”, 16 milhões da população brasileira vive na extrema miséria tendo com renda aproximadamente 70 reais por mês, a grande maioria em casas improvisadas e sem acesso aos serviços mais básicos de saneamento, saúde e escolarização.
Desde a década de 80, se vê algumas politicas com programas sociais direcionados à está parcela da população muito empobrecida, no entanto são políticas descontinuas e insuficiente, pois a cada governo que se institui são modificadas ou extintas. E ainda na totalidade dessas políticas, elas se apresentam em um caráter mais de assistencialismo do que realmente de enfrentamento à pobreza.
O Ministério do Desenvolvimento Social institui que pobre é aquele que recebe aproximadamente 140 reais por mês neste contingente temos 280 milhões de brasileiros, já os extremamente pobres estão incluídos os que recebem aproximadamente 70 reais por mês aí temos incluídos quase 17 milhões de pessoas sendo estes 8% da população brasileira, estes dados de 2012. Sendo que essas pessoas se encontram a margem da sociedade, normalmente sua inserção está no trabalho informal e assalariado, levando a uma vida precária e a moradias em lugares insalubres.       
Os estados do Brasil que apresentam os menores rendimentos por domicilio se encontra mais na região norte e alguns da região nordeste, já os que apresentam um melhor rendimento se encontram na região sul, alguns estados da região sudeste e principalmente no Distrito Federal. E dentre os mais pobres são os repasses assistenciais tais como o Bolsa Família, programa de transferência de renda, que mais auxilia e protege essas famílias, mas para entrar neste programa existem restrições que nem todos conseguem estar em condições.
Com a urbanização a partir da década de 70, temos a inserção da mulher nos diversos setores no mercado de trabalho, entretanto muitas que desejam ter filhos encontram barreiras como a falta de creches e as restrições que muitas empresas fazem as grávidas, proporcionando assim uma redução no número de filhos. Outros fatores que fazem com as taxas de natalidade tendem a cair como o alto custo com a alimentação, educação, saúde, transporte e vestuário nas áreas urbanas fazem com que as famílias tendem a planejar com mais cuidado o número de filhos que desejam ter. No meio urbano até existe uma maior difusão das informações e da popularização do uso de métodos contraceptivos (pílulas anticoncepcionais, preservativos, diafragmas, etc.), o que amplia o acesso a essas formas de controle da natalidade.    
Não podemos esquecer que em um passado não tão distante as mulheres tinham como obrigatoriedade o cuidado da casa, cozinhar e criar grande quantidade de filhos, muitas vezes sem o auxilio de ninguém. Já hoje existem novos núcleos familiares em que o homem e a mulher tendem a ter as mesmas responsabilidades já que a mulher com a sua inserção no mercado de trabalho tem como participar do orçamento doméstico. Mesmo assim, a mulher se encontra entre as minorias dos mais pobres e muitas vezes se encontram na linha final da pobreza, e aí temos principalmente a mulher negra com filhos e sem companheiros nestes casos normalmente são de baixa escolaridade, sendo que muitas não conseguem chegar ao bolsa família, e muito menos ter acesso ao atendimento básico de saúde com qualidade.
Dentro deste contexto é que encontramos a maioria de nossos alunos de escolas públicas, na ausência de oportunidades e escolhas e muitos em processo de marginalização, devemos assim olhar nossos alunos com outros olhos, em uma visão mais realista das suas verdadeiras necessidades.   

 
Fonte:
ARRAYO, Miguel G. Curso de Especialização Educação, Pobreza e Desigualdade Social. Ministério da Educação (MEC). Brasília, 2014. Disponível em: <http://catalogo.egpbf.mec.gov.br/>. Acesso em: 22 nov. 2017
SILVA, Maria Ozanira da Silva e. Pobreza, desigualdade e políticas públicas: caracterizando e problematizando a realidade brasileira. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 13, n. 2, p. 155-163, mar. 2011. ISSN 1982-0259. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/katalysis/article/view/S1414-49802010000200002>. Acesso em: 22 nov. 2017. 

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