terça-feira, 15 de maio de 2018

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM - I parte

Ao fazer o curso no Instituto Ciência e Saber, sobre "O que é a aprendizagem?", tema que por sinal muito me interessa, nos foi proposto em um dos módulos a construção de um quadro e que achei muito interessante e que pretendo aos poucos ir compartilhando minhas descobertas sobre os autores que estudamos e suas teorias.

Processos de construção das aprendizagens conforme a Teoria de Jean Piaget

Explica o desenvolvimento

- O desenvolvimento passa por estádios sendo que estas aquisições de conhecimento se integram dependendo do período ao serem assimiladas servem de base para o seguinte período. 
- Não é a idade que determina a característica do pensamento, mas sim o período/estádio em que se encontra.
– “Aprender é criar estruturas de assimilação”

Explica a aprendizagem
- Aprender é construir estruturas de assimilação e essas são construídas pelo processo de abstração reflexionante.
- A gênese das estruturas cognitivas é explicada pela construção, mediante a interação entre sujeito e objeto, ou seja, tem que se conhecer o objeto para depois agir sobre ele e poder transforma-lo.
- O conhecimento já construído (estrutura) se torna a base para a sua reformulação e assim ocorrendo a sua nova assimilação.
- Que o aluno aja (assimilação) sobre o material que o professor presume que tenha sido cognitivamente interessante, ou melhor, significativo para o aluno.
- Aprender é construção, ação e tomada de consciência da coordenação de ações.

Explica a não aprendizagem
- Os métodos pedagógicos não podem se resumir em transmissões verbais. 
- Pois os conhecimentos novos (conteúdo) e os conhecimentos prévios (estrutura) possam transitar através do ensino da cabeça do professor para a cabeça do aluno. 
- Quando não há interesse por parte do sujeito. 
- Pensar que o aluno é uma tabula rasa.

Como propõem que seja o ensino
- Ação mental mediante uma reflexão sobre algum tema.
- O professor deve saber como se aprende.
- Metodologia ativa, em que poder ser estruturadas através de ações físicas ou mentais.
- Utilização de trabalhos em grupo, para se coordenar diferentes pontos de vista e a partir destes momentos divergentes reassimilar novas estruturas.
- O professor deve construir ações em sala de aula que envolva interrogações e assim se procure refletir sobre os conhecimentos.
- Estabelecer relações entre os conhecimentos novos e os já presenciados pelos alunos.
- Ao estimularmos o aluno com perguntas estamos lhe incentivamos a se questionar sobre as questões e o obrigando a refletir sobre uma resposta.
- Ao se questionar sobre as respostas para si os alunos sofre perturbações (acomodação) que são provocadas pela assimilação deste ação e ao se apropriar destas reflexões, sobre as estruturas formativas das ações formamos um reflexionamento.
- Proposta construtivista
- Construirmos o mundo que queremos e não repetirmos o que já foi criado.

Dentre os contextos desenvolvidos acima o que mais me estimulou a procurar por respostas foi de como as teorias de Piaget se questionaria para o desenvolvimento do ensino e das ações que o professor deveria conduzir para uma aprendizagem significativa. Sendo que os tópicos vem de encontro com algumas das minhas ações em sala de aula, de procurar sempre estimular com perguntas as reflexões dos alunos e ao mesmo procurando associar os conceitos que estamos estudando com momentos cotidianos que possam ao mesmo tempo serem exemplos mais próximos de suas vivencias e consequentemente estarem aptos a compreenderem conceitos mais elaborados. 

            Referências
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. Psicol. estud., Maringá, vol.11, no.1, p.119-127, abr. 2006. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722006000100014&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em 21 abr. 2018.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722006000100014.

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