A pobreza é uma questão
moral? Em que sentido? Como vemos a pobreza? Como enxergamos e pensamos esses milhões
de crianças e adolescentes estudantes pobres? Como esses sujeitos são pensados
pela sociedade, pela mídia e pelas políticas socioeducativas?
A pobreza é uma das
experiências mais restritivas que poderíamos ter em nossa aprendizagem, e ela
está se tornando a cada dia mais intensa e massificadora. Nossas crianças
chegam, não só nas escolas dos países em desenvolvimento, mas a cada dia que
passa em todos os recantos de nossa sociedade, com uma visão mais primitiva das
inter-relações com o outro. Por estar relacionada as questões sócio-econômicas,
sendo está ligada a falta da qualidade do bem-estar das pessoas ao ponto de
muitas vezes leva-las a fome e a condições extremas de privações. Ao mesmo
tempo, nos é estigmatizado através da mídia em que a pobreza está intimamente
relacionada a violência e aos mais diversos crimes, no entanto o que falta
realmente são oportunidades para que as pessoas possam se tornar mais
produtivas para ter uma vida digna e que tenham a oportunidade para fazer suas
próprias escolhas.
Devemos ver que a pobreza
é uma condição e ela se institui como o resultado de um processo histórico, no
caso do Brasil, desde o início de sua colonização em que sua dinâmica foi de
intensa exploração da terra e do seu povo. De um lado temos os grandes
proprietários de terra, trabalho precário, e que continua até hoje com a exploração
de uma parte da população como os negros, índios, homossexuais, mulheres,
deficientes ...
Enquanto não se der a
devida atenção a questão social e econômica da grande população, não teremos o
tão desejado desenvolvimento do país, continuaremos sendo um país em que poucos
continuam se apropriando da grande parte das riquezas que nosso país apresenta,
tem uma frase que marcou muito minha adolescência e acredito que seja de
Eduardo Galeano, “Quanto mais rica a terra de uma nação, mais pobre se tornará
seu povo.”.
Um fator que vem por
distanciar uma parcela da população as novas formas de trabalho, é a tecnologia.
Desde a primeira revolução industrial até a automação em que estamos
atualmente, vem sendo um fator primordial para incluir ou excluir o
trabalhador, pois em muitas situações este desenvolvimento técnico que está por
substituir o homem no mercado de trabalho. E em algumas situações,
principalmente para as pessoas que não tem acesso aos meios tecnológico, é que
vem a intensificar os processos de precarização das relações de trabalho.
Nas instituições
escolares a cada ano que passa mais as comunidades estão exigindo outras formas
de ver o mundo, mas mesmo assim que ações devemos apresentar para mudar essas
infâncias precárias e em algumas situações de desumanização.
"Diante da barbárie com que a
infância e a adolescência populares são tratadas, o primeiro gesto deveria se ver nelas a imagem da barbárie social. A infância revela os limites para sermos
humanos em uma economia que se tornou inumana." (ARROYO, 2014).
Fonte:
ARRAYO, Miguel G. Curso
de Especialização Educação, Pobreza e Desigualdade Social. Ministério da
Educação (MEC). Brasília, 2014. Disponível em: <http://catalogo.egpbf.mec.gov.br/>. Acesso em: 22 nov. 2017

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