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quarta-feira, 19 de abril de 2023

Ser Criança

Documentário, realizado em 2000, aborda as diferentes visões da infância em situações sociais distintas. Utilizando-se da frase proferida ao final do vídeo: "ser criança não significa ter infância", imprime uma reflexão relevante sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.




domingo, 24 de junho de 2018

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM - IV parte

    Como complementação dos estudos, neste post procuro identificar alguns dos conceitos ligadas às ideias do educador Paulo Freire:

     Como se explica o desenvolvimento:
     - O querer deve estar presente em todo o processo educativo.
    - Conscientização do passado para se criar a gênese de um futuro diferente.

     Como se explica a aprendizagem:
    - Para se ter a aprendizagem deve-se ter um relacionamento entre o professor e o aluno centrado na horizontalidade e na criatividade.
    - Compreender o seu humano como um ser histórico, social, inconcluso, capaz de ter não apenas sua atividade, mas a si mesmo como objeto de consciência.
      - Prática de liberdade.

     Como pode-se explicar a não aprendizagem:
     - O professor decide o que fazer e o aluno executa.
     - O professor dita e o aluno copia.
     - O professor apenas ensina e o aluno somente aprende.
    - O professor acha que o conhecimento pode ser transmitido para o aluno.

     Como se propõem que seja o ensino:
    - O professor ensina e ao mesmo tempo passa a aprender, quando o docente conhece seu aluno e o incentiva a superar seus desafios.
   - Quando o aluno aprende e passa a ensinar, demonstra ao professor seus ensinamentos e aceita em uma relação novas ações, ambos avançam em seu desenvolvimento.
     - Proposta construtivista.


Fonte:
BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. In: Fernando Becker Educação e Construção do Conhecimento. 2.ed. Porto Alegre: Penso, 2012. Disponível em https://www.larpsi.com.br/media/mconnect_uploadfiles/c/a/cap_01_95_.pdf Acesso em 21 abr. 2018
LIRA, Jessica; ROCHA, Julliana. Freud: contribuições acerca da aprendizagem e suas implicações educacionais. Vínculo, São Paulo,  v. 9, n. 2, p. 39-43, jul.  2012.   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-24902012000200007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 17 maio 2018.
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. Psicol. estud., Maringá, vol.11, no.1, p.119-127, abr. 2006. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722006000100014&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em 21 abr. 2018.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722006000100014.
BARRETO, V. H. L. Freud e Freire: uma interlocução possível. Estudos de Psicanálise. Belo Horizonte, n. 43.p. 161–168.julho/2015. Disponível em: <http://www.cbp.org.br/n43a17.pdf>. Acessado em 17 maio 2018.

sábado, 23 de junho de 2018

A procura de uma ressignificação


1. Que conceitos consideras relevantes para a prática pedagógica em EJA?
Ter em conta que normalmente os alunos que ingressam no EJA, se encontram em três condições: De que são “não-crianças”; De que são excluídos da escola; De serem membros de determinados grupos culturais.
Sendo assim os fatores que mais se destacam para que estes alunos consigam desenvolver suas potencialidades quando retornam a um sistema de ensino seria o de estar gozando de uma boa saúde, apresentar um nível educativo e cultural, ou seja, ter acesso as diferentes formas de cultura. Já ter realizado alguma experiência profissional (tanto formal como informal) e por fim ter uma motivação pessoal neste caso podendo ser tanto pessoal como profissional. 
Os seus conhecimentos passam um processo de transformação e ressignificação constante onde ao fazer a relação como conhecimento já existente faz com que se ressignifique o conhecimento novo.
Quem é e como é o aluno jovem e adulto?
Como característica principal, o aluno de EJA geralmente são sujeitos compreendidos dentro de uma parcela da sociedade, em que apresenta dificuldades de acesso à educação desde o inicio de sua escolarização. Em algumas situações podemos enumerar pessoas que veem de áreas empobrecidas como o caso dos trabalhadores das áreas rurais, que pelas dificuldades encontradas em seus locais de origem acabam por migrarem para áreas urbanas em busca de uma maior qualidade de vida. Outra parcela dos indivíduos que procuram esse sistema de ensino é o aluno que não acompanha a sistemática do ensino normal, pelas dificuldades encontrados dentro do tempo hábil que o sistema propõe e até mesmo pela a idade mais avançada, casos em que o aluno se sente pouco à vontade com seus colegas de aula mais jovens.

Como você descreveria as características desse aluno? Quais são as características da linguagem e do pensamento do aluno jovem e adulto? Dê exemplos.
Normalmente este aluno é adulto ou jovem já inserido no mercado de trabalho, trazendo assim para sua vida e suas relações interpessoais outro sentido bem diferenciado das experiências com que as crianças apresentam. Nesta fase se desenvolve uma maior capacidade de reflexão, sendo assim se faz necessário quando da alfabetização a construção da linguagem escrita a partir da linguagem oral e da forma em que os sujeitos fazem uso desta, a partir de situações do cotidiano se constroem informações, se diversifica o vocabulário e o seu estilo de narrativa.
Dependendo do conteúdo a ser trabalhado devemos tratar de situações que se integrem ao cotidiano deste aluno da EJA como a trajetória de sua casa ao trabalho ou da casa à escola, da forma como se faz algum alimento/receita, como trabalhar com o dinheiro e do valor dos objetos, como trabalhar com a reciclagem no bairro, os direitos e deveres de cada cidadão na comunidade, organização do sistema público no bairro e o seu acesso, o uso dos centros comunitários e os vários projetos ligados a eles, como a formação de uma biblioteca comunitária, a partir de palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis, orientação sobre planejamento família, os projetos ligados as unidades básicas de saúde que podem propor ótimos subsídios para temas diversificados que estão bem aproximos dos problemas da vivência destes alunos e ao mesmo tempo fazendo um aporte com  o conhecimento científico.
 
2. Quais são as maiores dificuldades dos alunos jovens e adultos em sala de aula e no cotidiano suas vidas?
A influência de seu cotidiano normalmente traz refletido em sua vida escolar e nas suas relações sociais que são muito intensas e normalmente são comunicadas a comunidade, na maioria das vezes são primordiais até mesmo para sua sobrevivência, sendo assim indivíduos dependentes emotivamente de algum familiar ou de alguém dentro da comunidade apresentam um padrão de conduta moral relacionado ao seu grupo social, outro fator que se acentuam é que quanto mais jovens são inclinados a delinquência, onde não apresentam o hábito de planejar suas ações antecipadamente (vivem momento) e ainda tendem a ser fatalista e inseguros.

3. O fato de os alunos pertencerem a diferentes grupos culturais (relações de classe, econômicas, etárias, étnicas, religiosas etc.) pode provocar diferenças no funcionamento cognitivo? Por quê?
No momento que este aluno interagem com o(s) grupo(s) cultural(is) a qual pertence induz a uma interrelação de conhecimentos a fim de se integrar de uma forma harmônica a este grupo e assim propõem com que o sujeito elabore a sua própria identidade.

4. Que elementos são fundamentais para que o trabalho na EJA seja bem-sucedido?
Com os alunos da EJA devemos ter que a aprendizagem se dá, na forma como se relacionam com os outros, através de um diálogo constante. O aluno da EJA deve ser constantemente incentivado a participar de forma interativa com o seu processo de conhecer o mundo e assim ressignifica-lo.

Fonte:
     VARGAS, Patrícia Guimarães; GOMES, Maria de Fátima Cardoso. Aprendizagem e desenvolvimento de jovens e adultos: novas práticas sociais, novos sentidos. Educ. Pesqui., São Paulo , v. 39, n. 2, p. 449-463, June 2013 . Disponivel em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022013000200011&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 20 Jun 2018.

            OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação. n. 12. São Paulo: Anped - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Educação. p. 59-73, 1999. Disponível em: http://anped.tempsite.ws/novo_portal/rbe/rbedigital/RBDE12/RBDE12_06_MARTA_KOHL_DE_OLIVEIRA.pdf. Acesso em 20 jun 2018.

domingo, 27 de maio de 2018

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM - II parte

     Como complementação de nossos estudos, vamos aos processos de construção das aprendizagens conforme a Teoria de Lev Semyonovich Vygotsky:


     Como se explica o desenvolvimento:
    - O desenvolvimento do indivíduo é o resultado de um processo sócio-histórico influenciando nos processos psicológicos superiores que são específicos a nós seres humanos.
     - A formação do pensamento e o desenvolvimento intelectual se dão de fora para dentro, num processo de internalização, não ocorrendo de forma passiva a recepção do conhecimento pelo sujeito. 

    - O conhecimento é transmitido pelo meio ambiente, família, professor.
  

     Como se explica a aprendizagem:
     - Ênfase no papel da linguagem - Onde os signos (significante + significado, por ex.: mesa, mapa, livro) e sistemas de signos (a linguagem, a escrita, o sistema de números) não têm um caráter individual, mas são compartilhados e elaborados por uma sociedade. 
     - É no encontro dos signos e dos instrumentos que se propiciará a aprendizagem.


     Como pode-se explicar a não aprendizagem:
     - Deixar toda a ação ao cargo do aluno (apriorista).

     Como se propõem que seja o ensino:
   - O professor é um mediador, o elemento que intermédia no processo de aprendizagem.
     - O papel do outro na construção do conhecimento.
     - O bom ensino é o que se adianta ao desenvolvimento.


     Sendo assim o aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento e que são capazes de operar, somente quando a criança interage com as pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com seus companheiros, uma vez internalizados, esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento independente da criança, assim o aprendizado é um aspecto necessário universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas, um aspecto essencial do aprendizado.
     Podemos assim exemplificar que quando a criança se defronta na escola com conceitos desenvolvidos sempre temos uma história prévia. Por exemplo, ao trabalhar com questões relacionadas à orientação no espaço com alunos do 6ª ano na disciplina de geografia procuro recorrer a questões de vivências delas, tais como o trajeto de casa até a escola, localização da escola no bairro, o bairro na cidade, são experiências que são construídas a partir de seus espaços de vivência a fim de se desenvolver conceitos científicos geográficos mais complexos.







Referência:
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky e o Processo de Formação de Conceitos. In. LA TAILLE, Yves de, OLIVEIRA, Marta Kohl de, DANTAS, Heloysa. Piaget, Vygotsky, Wallon – teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992. 
SILVA, Samanta D. Aquisição da linguagem, 2014.Disponivel em: <webartigos>. Acesso em: 19 abr. 2018.