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quarta-feira, 19 de abril de 2023

Ser Criança

Documentário, realizado em 2000, aborda as diferentes visões da infância em situações sociais distintas. Utilizando-se da frase proferida ao final do vídeo: "ser criança não significa ter infância", imprime uma reflexão relevante sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Escolarização


Em toda intervenção pedagógica temos um antes, durante e um depois, que podemos assim identificar como o planejamento, a aplicação e a avaliação dos processos docentes. E neste caso sem entendermos a realidade em que se encontra a comunidade escolar, a qual estamos inseridos, possivelmente não estaremos aptos a contribuirmos como profissionais da educação. 
É em nossa prática pedagógica, quando valorizamos o conhecimento do aluno e permitimos que este seja um protagonista de seu espaço, é quando identificamos as possíveis trocas entre educando/educador ou vice-versa, é nesta circulação de conhecimento que poderão surgir novas produções para que possam ocorrer mudanças nos espaços de vivências sempre no foco da qualidade de vida e da consciência de seu papel dentro da sociedade.
Para isso devemos estar em dialogo, nos comunicando, para aproximarmos o máximo nossa linguagem dentro de nosso tempo onde a tecnologia se tornou mais usual, em muitos níveis, e faz com que surja novos significados sobre os conceitos de espaço/tempo e sua relação com o meio circundante. 
Como seres humanos, somos seres sociais e históricos que estamos em constante renovação e é ao nos darmos conta desta nossa incompletude que faz nos mover a procurar constantemente mais, a procurar o entendimento das relações no mundo. Para tanto só aceitamos as rupturas do querer algo mais quando elas nos ensinam alguma coisa além, como o respeitar, o sermos diferentes e o entendermos que os outros também podem nos ensinar algo que não conhecemos e assim transporta-los para nossas ações cotidianas.
Para isso o educador atualmente deve estar disposto a aceitar-se também inacabado, sempre refletindo que na sua incompletude tem-se a esperança de se melhorar e que ao compreender o mundo, ele também interage na sua construção podendo assim transforma-lo.
O currículo também apresenta uma questão de poder, destacando entre as múltiplas possibilidades, uma identidade ou subjetividade como sendo ideal. Tendo a necessidade de se garantir o consenso, para se obter uma hegemonia. Cada um de nós apresenta um papel dentro da sociedade, entretanto todos nós somos influenciados pelos movimentos externos a nós como a cultura, as relações interpessoais, a histórica, o espaço vivencial. Nesta subjetividade é a forma como o eu se molda a partir das experiências externas, podemos exemplificar em uma sala de aula onde se apresenta uma diversidade onde todos recebem influências do professor que constantemente está a demonstra valores aos poucos esses alunos classificam e identificam para si reconfigurando o seu eu.
Ao pensar na comunidade a qual atuo encontramos uma diversidade de situações, a sala de aula é um microcosmos que representa nossa sociedade, na qual encontramos desde crianças de baixa renda em que procuram a escola como um local aonde encontrar uma alimentação ou por até mesmo morarem em moradias precária a escola se torna um local de oportunidades. Como também encontramos crianças com dificuldades de aprendizagem e alguns com problemas clínicos como autismo, hiperatividade, déficit de atenção, bipolaridade e esquizofrenia que necessitam de um olhar muito especial. Como também encontramos alunos que não apresentam nenhuma dificuldade em suas aprendizagem e tem a família constantemente presente na educação escolar de seus filhos. 
Devemos ver que nossas escolas atualmente necessitam de um olhar especifico para as demandas da realidade da comunidade e que possam garantir uma melhor qualidade de vida para nossas crianças.

Fonte:
FISCHER, Rosa Maria. Dispositivo pedagógico da mídia: formas de educar na (e pela) TV. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 151-162, jan./jun. 2002. Texto completo disponível em:

Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.


Processar informações


     A sala de aula se perfaz em um campo de inúmeras possibilidades, onde temos o construir pedagógico do professor, das políticas públicas, na administração de uma instituição e das inúmeras situações diferentes que o educador cria e das que seus educandos proporcionam. 
      E pensando nisso, que hoje com a inserção da tecnologia em nosso dia a dia, temos inúmeras possibilidades para que a educação se torne uma das mais desafiadora, sendo que temos um repertório de possibilidades muito maior a nossa disposição para usar na construção de ações que proporcionem novos desafios e assim novas respostas possam surgir transformando em aprendizagens significativas. 
      Ao conviver com os alunos das séries iniciais, em que pude observar e participar de suas interações me fez refletir e questionar constantemente sobre minha prática pedagógica, foi neste pensar que me deparei com meus limites e insucessos, mas mesmo assim tentando pensar em outras formas de ação a fim de modificar meu saber pedagógico. 
         Entretanto esta mesma tecnologia trouxe uma sociedade mais consumista, individualista, em que as mídias estão constantemente nos bombardeando com apelos comerciais em todos os veículos possíveis fazendo com que ocorram influência em nossos valores e visões de mundo também. Mesmo com toda transformação que a tecnologia veem nos trazendo a escola ainda é um espaço de encontros, de convivência, de descobertas de si e dos outros, e de possibilidades pois muitos destes alunos buscam na escola um meio de serem vistos e ouvidos sendo em muitos casos o único espaço em que possam sair do anonimato e solicitarem um auxílio ou um a compreensão de seu papel dentro da sociedade.


sábado, 5 de dezembro de 2015

INFÂNCIA SOFT




Infância soft representada basicamente a partir da inocência e da beleza, principalmente, e que tem por objetivo vender não só produtos, mas concepções do que deve ser um corpo bonito, admirado ou não, do que deve ser visibilizado e o que deve ser escondido. A partir das imagens podemos inserir, incutir processos de pensamentos com vários significados ou até mesmo preconceitos de tal forma que aquele que está exposto constantemente nem se dá conta e absorve tal significados como seus.
Nas propagandas normalmente é mostrada crianças brancas, que são Soft, ou seja, em contexto implícito de suavidade. Podemos identificar como exemplo na figura acima, na Revista Vogue Cadeaux, onde visualizamos uma criança branca com roupas de adulto, em um decote sensual, sapato de adultos e maquiagem carregada onde o olhar sensual para demonstra além da suavidade que o conceito de infância traduz, e ao mesmo tempo sensual e o proibido. Esse apelo mostra um lado perigoso para as crianças pois passam a serem incentivadas a uma sexualidade muito cedo. O psicanalítico Sigmund Freud, já em seus estudos, observou que as crianças desde os 3 anos já apresentam essa curiosidade a respeito de como produzir prazer, mas estas ligadas mais as diferenças que existe no meu corpo com a do outro e não com a visão biológico, como no ato reprodutor.
Mas a mídia já consciente do lado consumista em que se encontra nossa sociedade procura utilizar técnicas de persuasão e de sedução nas propagandas, essas crianças que ainda estão em formação são convencidas a ter necessidade de adquirir determinados produtos para serem felizes e que devem convencer seus pais a ceder para que eles sejam felizes, já muitos desses pais em suas ânsias de não querer prejudicar a educação de seus filhos acabam por confundir afeto pelo o ato de ter, com medo do diálogo e do convívio com seus filhos. Estes mesmos pais também precisam se conscientizar que nem tudo que seus filhos querem é o que necessitam e que certas regras se fazem necessárias para que nossas crianças e adolescentes sejam protegidos deste bombardeiro de desinformações e apelos sexuais.

Referência bibliográfica

BORGES, Camila Bettim; CUNHA Susana Rangel Vieira da. Retratos de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais. Textura, v. 17, n. 34, p. 99-111, 2015.
Educação de Crianças em Creches. Salto para o Futuro https://www.youtube.com/watch?v=Ob3QcgXYHeU acessado em 01/12/2015
SABAT, Ruth. Pedagogia cultural, gênero e sexualidade http://www.scielo.br/pdf/ref/v9n1/8601.pdf acessado em 01/12/2015.
SILVA, A.P.S; PANTONI, R.V. Apresentação da Série Educação de Crianças em Creches. Salto para o Futuro (Online), Ano XIX, n° 15, p. 5-16, out 2009.



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

História da Educação dos Filhos

Palestra muito interessante sobre a História da Educação dos Filhos, como evolui as diversas formas de educar as crianças ao longo do Século XX.

Rosely Sayão é psicóloga formada pela PUC de Campinas.
Livros publicados: 
- Como educar meu filho? (2003, Publifolha),
- Em defesa da escola (2004, Editora Papirus), 
- Família: modos de usar (2006, Editora Papirus).







domingo, 8 de novembro de 2015

Mídia

Quem bebe sukita não engole qualquer coisa.

Com a difusão dos meios de comunicação, que muitos chamam de “quarto poder”, onde procura-se trabalhar a subjetividade do consumidor a fim de cativa-lo. O trabalho dos publicitários é nos persuadir que o produto que está sendo mostrado, é perfeito e nos trará felicidade, sendo assim estes profissionais em sua maioria das vezes estão trabalhando com um padrão sutil de moral que muitas vezes são ultrapassadas. Quando determinadas propagandas nos convence a consumir um determinado produto podemos recairmos nos limites da ética, já que o limiar do que é considerado correto ou não em sociedade ultrapassa uma linha extremamente fina.
Para construir os vários momentos de incentivo ao consumo, que é uma característica marcante do sistema econômico em que nos encontramos o Capitalismo, várias técnicas de persuasão são usadas, para isso os profissionais da publicidade procuram associar o produto ao um valor emotivo, com os jovens temos questões que procuram explorar os limites e assim trazendo um sentimento de aventura.  Já com os produtos alimentícios ao contexto ligado a vivência familiar e assim poderá ser o substituto nos momentos de ausência. As bebidas alcoólicas têm já um apelo de sedução, Sol, praia, férias, calor e mulheres vibrantes. Estes produtos são mostrados constantemente como forma de possibilidade à felicidade quando consumidos pois como não estão inseridos em nosso cotidiano podem ser um contraponto a nossas decepções diárias.
Uma das propagandas veiculada no final da década de 90, que foi um marco, onde era mostrado o homem mais velho que insistia em parecer como um gurizão e que se insinuava para uma adolescente de olhar ingênuo e de rostinho angelical, A publicidade estava associada ao consumo da bebida em que a menina que estava consumindo, e que dava um fora no “Tio” em alguns momentos do cotidiano como se fosse comum e rotineiro na sociedade, propaganda esta direcionada principalmente ao público infanto-juvenil, em que a menina se mostrava descolada e o “Tio” que com sua ação insinuava a busca da juventude.


 
Referência bibliográfica
Bock, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 2008.
FELIPE, Jane; GUIZZO, Bianca Erotização dos corpos infantis na sociedade do consumo. Proposições, vol. 14, n. 13. (42), set./dez., 2003.



sábado, 7 de novembro de 2015

“Educar uma infância pós-moderna”

A partir do final do Século XX, tivemos uma transformação na forma como a sociedade pensa e a mídia se tornou tão importante nas nossas relações. Com o advento da inserção do ciberespaço no nosso dia a dia as nossas inter-relações ficou marcado pelas angústias do fracasso, de que deveríamos ter mais do que temos, de ter mais saúde de que temos, quando na realidade nem todos conseguiremos galgar o almejado sonho de perfeição e não percebemos que cada vez mais as desigualdades estão maiores e estamos cada vez mais nos distanciados do convívio com nossos amigos e familiares.
Nossa sociedade pós-modernidade, hoje nos preocupamos mais com o individualismo do que com o conjunto, que as experiências que temos elas são incompletas para compreendermos o mundo que se mostra a nossos olhos, que é uma em que todos se encontram interligados, que as informações onde antes levavam muito tempo e as distância eram enormes já tudo isso não ocorre.
Nós temos que pensar e agir hoje de uma outra forma de como vamos resolver nossos problemas, como vamos conquistar uma justiça social, individual e coletiva, como podemos adquirir um equilíbrio interior e ao mesmo tempo estarmos bem com o coletivo.  
Hoje temos uma fragilidade nas relações humanas e é com essa angustia que temos que estar constantemente trabalhando com nossas crianças e jovens, eles vivem neste mundo em que tudo instantâneo é o ideal, não são culpa deles pois foram os adultos de antes que estavam cansados de um mundo cheio de fracassos dos “sonhos coloridos” que os conduziram. Não é culpa de nossos jovens estarem conectados em um mundo em que as vivências são virtuais, de filmes fantásticos, de novelas de final feliz, de séries fantásticas, de livros de auto-ajuda, das redes sociais em que podemos nos conectar ou desconectar a penas apertando uma tecla de “delete” em viver um mundo de utopias.
Nos dizeres do sociólogo Zygmunt Bauman, “Atravessamos o inverno e a casca é fina, se andarmos devagar o chão racha”, viver é uma experiência instigante e precária, que está rodeada de inseguranças e incertezas e neste patamar que nossos jovens não estão sabendo vivenciar. Já conhecemos nossos problemas, insegurança no trabalho, amores voláteis, desapego ao outro, violência constante, mas não estamos vendo como resolver esses problemas estamos tão preocupados em acha-los que estamos esquecendo de como soluciona-los.
Para os tempos atuais a educação deve se reformar, já que a sociedade que apresenta se diferencia, estamos agora trabalhando já com um conhecimento pronto e acessível nas mídias, temos que transformar esse conhecimento. Devemos propor constantemente aos nossos jovens incentivos de como projetar um caminho, planeja-lo e como encontrar várias soluções para algumas ações.
A escola deve achar esse caminho de que os jovens precisam, pois esse jovem que chega a nós na escola é um ser inacabado e é na escola que completa sua formação interior nas suas relações interpessoais, nos ensinamentos com que os professores propõem a eles. Decorar não se precisa mais pois temos computadores que fazem isso com uma grande capacidade de armazenamento, mas pensar, sentir e conviver isso o computador não nos traz isso é uma capacidade humana e o mais difícil de se fazer que é pensar criticamente. E achar esse caminho, ou seja, esses vários caminhos é a grande mina de ouro que nós educadores estamos procurando, não há uma solução perfeita, mas uma infinidade de formas de direciona-la até chegar à um consenso final.

REFERÊNCIA

FISCHER, Rosa Maria. Dispositivo pedagógico da mídia: formas de educar na (e pela) TV. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 151-162, jan./jun. 2002. Texto completo disponível em:
Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.
Rego, Teresa Cristina (org.). Educação, escola e desigualdade. Coleção Pedagogia Contemporânea, Vol. 1, Rio de Janeiro: Vozes; SP, Editora Segmento.
Vídeo de Zygmunt Bauman e a Pós-Modernidade para ampliar os conceitos de pós-modernidade. https://www.youtube.com/watch?v=58MMs5j3TjA acessado 31/10/2015.
Vídeo RIA Festival 2014 - Painel: Educação.com. Conversa que aconteceu no dia 28/08 no RIA Festival sobre educação e o papel da tecnologia no aprimoramento das escolas brasileiras com Viviane Mosé, Andre Gravatá, Seth Schoenfeld e Luciano Meira. https://www.youtube.com/watch?v=dbkZjVaa6Gw acessado 01/10/2015.
Vídeo: Zygmunt Bauman - Fronteiras do Pensamento



Fichamento do texto

Questões
Teu entendimento a partir do texto
Caracterize três marcas do que se entende por “pós-moderno”.
- Com o advento do desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação, o conhecimento se tornou acessível para todos fazendo com que a forma como ele é produzida e divulgada se modificasse. O conceito de amizade como tínhamos anteriormente na Modernidade, onde ele se construiu e através de relações diretas com conflitos de acordo e desacordos, na pós-modernidade se modificou, tenho amigos quando incluo no meu perfil na rede e não os tenho mais no momento que excluo em meu perfil, a amizade por um toque.
 - A sociedade se tornou individualista e centrada no presente, com característica dos excessos e dos extremos e com isso as relações também mudaram, a sociedade está mais preocupada com o consumo.
- A condição humana se tornou fluida, ocorreram mudanças e essas mudanças não são estáticas e sim imprevisíveis. O espaço em que eu ocupava hoje pode não mais ser amanhã, pois o amanhã eu não sei se estarei no mesmo trabalho, ou na mesma cidade. A única coisa que ainda estou permanente é a Rede onde tenho a escolha de estar conectado ou desconectado.
O que significa pensar o tempo atual com base no binômio solidez/liquidez?
Na Modernidade as relações de trabalho eram sólidas, ou seja, tínhamos um plano de vida onde construíamos uma trajetória e agíamos para construí-la, tudo pode ser planejado.
Na Pós-Modernidade, acreditamos que entendemos tudo e assim tudo se tornou efêmero, transitório até as relações em que acreditamos em sermos completos em nós mesmos e não com o outro, pois a felicidade tem várias formas de se conseguir e não de uma única.
Explique a frase: “a mídia tem sido uma das principais produtoras das representações que compartilhamos” (p. 79). Para construir sua resposta, utilize-se do exemplo da “representação do corpo”, oferecido pela autora (p. 79-80)
Na pós-modernidade, as redes sócias se tornaram um dos meios de disseminar um determinado conteúdo, no entanto nos tempos de hoje esses compartilhamentos se tornaram superficiais, descartado. Como os meios de informação se tornaram mais rápidos, apresentando um mundo virtual mais prazeroso que o real, as pessoas se influenciam com estes êxtases, já que o dia a dia das pessoas se tornaram mais angustiantes e estressantes tendo que conviver com as dificuldades. Viver com as angustias e decepções traz sensações que não são prazerosas. No entanto no mundo virtual, meu mundo é feito de alegrias, convivo com pessoas que me são afins, convivendo com alegrias, e quanto a tristeza invade meu mundo eu somente desconecto sem trauma nenhum.
Considerando as discussões que o texto oferece, como as crianças se veem hoje implicadas numa sociedade do consumo?

Todas as questões imbricadas nessa sociedade midiática em que estamos vivendo são totalmente novas, estamos vivendo em tempo de adaptação em relação as informações rápidas e superficiais e de outro lado o acesso ao conhecimento excessivo. Como as crianças e os adolescentes são mais suscetíveis, já que são fases de formação em que o indivíduo está se moldando, tem mostrado mais nitidamente como somos influenciáveis. Mas também não podemos esquecer que essa relação mídia e consumo está também trazendo uma outra forma de desigualdade na sociedade, já que para ter contato com todo conteúdo e relações no ciberespaço necessita-se de um investimento considerável por parte do usuário.


Fonte: Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.