Infância soft representada basicamente a partir da
inocência e da beleza, principalmente, e que tem por objetivo vender não só
produtos, mas concepções do que deve ser um corpo bonito, admirado ou não, do
que deve ser visibilizado e o que deve ser escondido. A partir das imagens
podemos inserir, incutir processos de pensamentos com vários significados ou
até mesmo preconceitos de tal forma que aquele que está exposto constantemente
nem se dá conta e absorve tal significados como seus.
Nas propagandas normalmente é mostrada crianças
brancas, que são Soft, ou seja, em contexto implícito de suavidade. Podemos
identificar como exemplo na figura acima, na Revista Vogue Cadeaux, onde
visualizamos uma criança branca com roupas de adulto, em um decote sensual,
sapato de adultos e maquiagem carregada onde o olhar sensual para demonstra
além da suavidade que o conceito de infância traduz, e ao mesmo tempo sensual e
o proibido. Esse apelo mostra um lado perigoso para as crianças pois passam a
serem incentivadas a uma sexualidade muito cedo. O psicanalítico Sigmund Freud,
já em seus estudos, observou que as crianças desde os 3 anos já apresentam essa
curiosidade a respeito de como produzir prazer, mas estas ligadas mais as
diferenças que existe no meu corpo com a do outro e não com a visão biológico, como
no ato reprodutor.
Mas
a mídia já consciente do lado consumista em que se encontra nossa sociedade
procura utilizar técnicas de persuasão e de sedução nas propagandas, essas
crianças que ainda estão em formação são convencidas a ter necessidade de
adquirir determinados produtos para serem felizes e que devem convencer seus
pais a ceder para que eles sejam felizes, já muitos desses pais em suas ânsias
de não querer prejudicar a educação de seus filhos acabam por confundir afeto
pelo o ato de ter, com medo do diálogo e do convívio com seus filhos. Estes
mesmos pais também precisam se conscientizar que nem tudo que seus filhos
querem é o que necessitam e que certas regras se fazem necessárias para que
nossas crianças e adolescentes sejam protegidos deste bombardeiro de
desinformações e apelos sexuais.
Referência
bibliográfica
BORGES, Camila Bettim;
CUNHA Susana Rangel Vieira da. Retratos
de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais. Textura, v.
17, n. 34, p. 99-111, 2015.
Educação
de Crianças em Creches. Salto para o Futuro https://www.youtube.com/watch?v=Ob3QcgXYHeU
acessado em 01/12/2015
SABAT, Ruth. Pedagogia cultural, gênero e sexualidade
http://www.scielo.br/pdf/ref/v9n1/8601.pdf
acessado em 01/12/2015.
SILVA, A.P.S; PANTONI,
R.V. Apresentação da Série Educação de
Crianças em Creches. Salto para o
Futuro (Online), Ano XIX, n° 15, p. 5-16, out 2009.

Jaqueline, está ai um tema muito importante a se debater na educação: A imposição de um padrão. A mídia e a sociedade o impõe e faz com que as crianças, cada vez mais cedo, adoeçam em uma busca impossível de ser alcançada, pois a campanha é permanente. Na escola temos o dever de trabalhar essas questões combinadas com o respeito pelas diferenças e pela reafirmação. Precisamos auxiliar na formação de sujeitos que se reconheçam e se orgulhem de si mesmos e assim combatam o tal padrão, que dá tanto dinheiro e desvalorização dos seres humanos em uma sociedade em que não se preocupa com o bem estar e com o desenvolvimento de crianças.
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