A partir do final do
Século XX, tivemos uma transformação na forma como a sociedade pensa e a mídia
se tornou tão importante nas nossas relações. Com o advento da inserção do
ciberespaço no nosso dia a dia as nossas inter-relações ficou marcado pelas
angústias do fracasso, de que deveríamos ter mais do que temos, de ter mais
saúde de que temos, quando na realidade nem todos conseguiremos galgar o
almejado sonho de perfeição e não percebemos que cada vez mais as desigualdades
estão maiores e estamos cada vez mais nos distanciados do convívio com nossos
amigos e familiares.
Nossa sociedade
pós-modernidade, hoje nos preocupamos mais com o individualismo do que com o
conjunto, que as experiências que temos elas são incompletas para
compreendermos o mundo que se mostra a nossos olhos, que é uma em que todos se
encontram interligados, que as informações onde antes levavam muito tempo e as
distância eram enormes já tudo isso não ocorre.
Nós temos que pensar e agir
hoje de uma outra forma de como vamos resolver nossos problemas, como vamos
conquistar uma justiça social, individual e coletiva, como podemos adquirir um
equilíbrio interior e ao mesmo tempo estarmos bem com o coletivo.
Hoje temos uma
fragilidade nas relações humanas e é com essa angustia que temos que estar
constantemente trabalhando com nossas crianças e jovens, eles vivem neste mundo
em que tudo instantâneo é o ideal, não são culpa deles pois foram os adultos de
antes que estavam cansados de um mundo cheio de fracassos dos “sonhos
coloridos” que os conduziram. Não é culpa de nossos jovens estarem conectados
em um mundo em que as vivências são virtuais, de filmes fantásticos, de novelas
de final feliz, de séries fantásticas, de livros de auto-ajuda, das redes
sociais em que podemos nos conectar ou desconectar a penas apertando uma tecla
de “delete” em viver um mundo de utopias.
Nos dizeres do sociólogo
Zygmunt Bauman, “Atravessamos o inverno e a casca é fina, se andarmos devagar o
chão racha”, viver é uma experiência instigante e precária, que está rodeada de
inseguranças e incertezas e neste patamar que nossos jovens não estão sabendo
vivenciar. Já conhecemos nossos problemas, insegurança no trabalho, amores
voláteis, desapego ao outro, violência constante, mas não estamos vendo como
resolver esses problemas estamos tão preocupados em acha-los que estamos
esquecendo de como soluciona-los.
Para os tempos atuais a
educação deve se reformar, já que a sociedade que apresenta se diferencia,
estamos agora trabalhando já com um conhecimento pronto e acessível nas mídias,
temos que transformar esse conhecimento. Devemos propor constantemente aos
nossos jovens incentivos de como projetar um caminho, planeja-lo e como
encontrar várias soluções para algumas ações.
A escola deve achar esse
caminho de que os jovens precisam, pois esse jovem que chega a nós na escola é
um ser inacabado e é na escola que completa sua formação interior nas suas relações
interpessoais, nos ensinamentos com que os professores propõem a eles. Decorar
não se precisa mais pois temos computadores que fazem isso com uma grande
capacidade de armazenamento, mas pensar, sentir e conviver isso o computador
não nos traz isso é uma capacidade humana e o mais difícil de se fazer que é pensar
criticamente. E achar esse caminho, ou seja, esses vários caminhos é a grande
mina de ouro que nós educadores estamos procurando, não há uma solução
perfeita, mas uma infinidade de formas de direciona-la até chegar à um consenso
final.
REFERÊNCIA
FISCHER, Rosa Maria.
Dispositivo pedagógico da mídia: formas de educar na (e pela) TV. Educação e
Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 151-162, jan./jun. 2002. Texto completo
disponível em:
Momo, Mariângela. “Mídia
e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1,
p. 67-87, jun. 2010.
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1356266/mod_resource/content/2/Texto%20Aulas%203%20e%204%20-%20Momo.pdf acessado
18/10/2015.
Rego, Teresa Cristina
(org.). Educação, escola e desigualdade.
Coleção Pedagogia Contemporânea, Vol. 1, Rio de Janeiro: Vozes; SP, Editora
Segmento.
Vídeo de Zygmunt Bauman e
a Pós-Modernidade para ampliar os conceitos de pós-modernidade. https://www.youtube.com/watch?v=58MMs5j3TjA
acessado 31/10/2015.
Vídeo RIA Festival 2014 - Painel: Educação.com. Conversa que aconteceu
no dia 28/08 no RIA Festival sobre educação e o papel da tecnologia no aprimoramento
das escolas brasileiras com Viviane Mosé, Andre Gravatá, Seth Schoenfeld e
Luciano Meira. https://www.youtube.com/watch?v=dbkZjVaa6Gw acessado 01/10/2015.
Vídeo: Zygmunt Bauman -
Fronteiras do Pensamento
https://www.youtube.com/watch?v=POZcBNo-D4A
acessado 30/10/2015.
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