A
Sexualidade tem uma relação erótica com o seu externo, sendo que quando se fala
em erótica diz-se prazerosa, uma relação que produz uma satisfação um
bem-estar. Esta relação com algo que lhe traz satisfação faz com que acentue
sua curiosidade e assim vamos acumulando aprendizagens.
Com
as pesquisas de Freud, identificou-se que esta relação de prazer ou de
curiosidade apresentavam algumas fases: a fase oral, quando a criança tenta
conhecer o seu meio externo pela boca; a fase anal, quando a criança começa a
controlar as fezes; a fálica, quando a criança começa a descobrir o seu corpo e
as diferenças entre o menino e a menina; a fase de latência, que a fase de
adaptação entre o sexto ano de vida até a puberdade, quando o jovens começa a
trocar sua identificação parental para o outro fora da suas relações familiares
e envolve assim a questão do libido, em que seu objeto de prazer é o outro.
Vale muito considerar o
que Freud foi nos descrevendo no final do século XIX e início do Século XX, ele
conseguiu estabelecer gradativamente uma ruptura com os dogmas da época. Antes
dos estudos realizados por Freud, com a psicanálise, que estudava a questão da
sexualidade tinha-se na disciplina de sexologia, apoiada está pelo campo da
biologia, em que a ação do sexo era uma pré-concepção do organismo, uma função
do organismo ligada a apenas na finalidade da reprodução, a pro-criação da
espécie e a união do macho e da fêmea.
Com Freud, tem-se o
conceito de Pulsão (Trieb) que é totalmente contrário ao instinto funciona e
outra lógica. A Pulsão é uma força, um ímpeto, é o que instiga o ser a realizar
uma ação, no entanto é diferente do instinto em que tem picos e declínios. A
Pulsão é o impacto constante a interpelação e a uma inquietude constante.
Nos estudos de Freud, que
é uma ruptura com as ideias da época, em que a pulsão da sexualidade está
constante em nós e principalmente nas crianças. Como podemos entender a
sexualidade na infância, como: no olhar, na boca, nos gestos. São as trocas que
a criança faz com o seu corpo e o meio externo. Para entender a sexualidade na
fase adulta temos que ver também como foi esse indivíduo na infância, sua
trajetória.
As perversões são os
territórios dos grandes desvios da sexualidade, como o fetiche, o olhar, o
cheiro, um pedaço de um corpo essas práticas que estão dentro das perversões,
para Freud, elas tem muito que nos elucidar sobre nós mesmos.
A educação na vida de
Freud tinha como três pontos principais:
- Em primeiro lugar, o
tradicional amor aos estudos, característico dos judeus, e que passou a
representar, uma oportunidade de ascensão social.
- Em segundo lugar, a
Educação o introduziu à “cultura do outro lado”, à cultura de um círculo de intelectuais
vienenses a que não pertencia.
- Em terceiro lugar,
precisava ter acesso aos domínios do conhecimento de seu tempo para a eles
poder acrescentar algo – sua própria contribuição à Ciência, e assim sobrepor
ao seu desejo de saber. Transferência de um sentimento para o seu outro
almejado, amado.
O trabalho de Freud, sua
metodologia investigativa vinha sempre a procurar das origens dos sintomas que
acometiam seus pacientes, dentro das doenças nervosas a que mais lhe chamava a
atenção era a histeria. Nos estudos que Freud fez em conjunto com Breur, eles
determinaram que todo trauma é um desencadeante de um sintoma, e num segundo
instante que todo trauma reprimido pela pessoa fica no inconsciente por
apresentar uma natureza insuportável para o paciente.
Com o andamento de seus
estudos, Freud se direciona a um conceito de sexualidade onde está mais
profundo do que o do contexto em que a sexualidade genital se detém que é o ato
sexual. Portanto a sexualidade é mais profundo e está desde as preliminares do
ato sexual, as perversões, as experiências sensuais da criança vividas em
relação ao seu próprio corpo ou em contato como corpo da mãe, e onde conclui
que muitos dos sintomas das histerias está relacionada as fantasias ou ações
imaginárias infantis.
A libido é quando
associamos um objeto sexual, ou ato, ou ser para a obtenção do prazer, e a
paixão é o extremo do investimento que fazemos sobre o outro (objeto de desejo)
a ponto de seu eu ficar empobrecido e enfraquecido, sob o controle do outro.
Quando temos o excesso de libido e esse excesso que não está direcionada as
metas sexuais, uma energia dessexualizada é a ferramenta com que a educação
pode-se utilizar, quando o indivíduo a partir de excesso de energia é
direcionado para os processos de pensamento mais amplo.
Fonte:
Bock, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva: 2008.
Ferreira, Berta Weil. Psicologia e educação. Volume 1. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003.
Freud, Sigmund, 1856-1939. Volume 16: O eu e o id. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Kupfer, Maria Cristina. Freud e a educação. O mestre do impossível.
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