Em toda intervenção
pedagógica temos um antes, durante e um depois, que podemos assim identificar
como o planejamento, a aplicação e a avaliação dos processos docentes. E neste
caso sem entendermos a realidade em que se encontra a comunidade escolar, a
qual estamos inseridos, possivelmente não estaremos aptos a contribuirmos como
profissionais da educação.
É em nossa prática pedagógica, quando valorizamos o
conhecimento do aluno e permitimos que este seja um protagonista de seu espaço, é quando identificamos as possíveis trocas entre educando/educador ou vice-versa, é nesta circulação de conhecimento que
poderão surgir novas produções para que possam ocorrer mudanças nos espaços de vivências sempre no foco da qualidade de vida e da consciência de seu papel dentro da sociedade.
Para
isso devemos estar em dialogo, nos comunicando, para aproximarmos o máximo
nossa linguagem dentro de nosso tempo onde a tecnologia se tornou mais usual, em
muitos níveis, e faz com que surja novos significados sobre os conceitos de
espaço/tempo e sua relação com o meio circundante.
Como seres humanos, somos seres sociais e históricos que estamos
em constante renovação e é ao nos darmos conta desta nossa incompletude que faz
nos mover a procurar constantemente mais, a procurar o entendimento das
relações no mundo. Para tanto só aceitamos as rupturas do querer algo mais
quando elas nos ensinam alguma coisa além, como o respeitar, o sermos
diferentes e o entendermos que os outros também podem nos ensinar algo que não
conhecemos e assim transporta-los para nossas ações cotidianas.
Para
isso o educador atualmente deve estar disposto a aceitar-se também inacabado,
sempre refletindo que na sua incompletude tem-se a esperança de se melhorar e
que ao compreender o mundo, ele também interage na sua construção podendo assim
transforma-lo.
O currículo também
apresenta uma questão de poder, destacando entre as múltiplas possibilidades,
uma identidade ou subjetividade como sendo ideal. Tendo a necessidade de se
garantir o consenso, para se obter uma hegemonia. Cada um de nós apresenta um
papel dentro da sociedade, entretanto todos nós somos influenciados pelos
movimentos externos a nós como a cultura, as relações interpessoais, a
histórica, o espaço vivencial. Nesta subjetividade é a forma como o eu se molda
a partir das experiências externas, podemos exemplificar em uma sala de aula
onde se apresenta uma diversidade onde todos recebem influências do professor
que constantemente está a demonstra valores aos poucos esses alunos classificam
e identificam para si reconfigurando o seu eu.
Ao pensar na comunidade a qual atuo encontramos uma diversidade de situações, a sala de aula é um microcosmos que representa nossa sociedade, na qual encontramos desde crianças de baixa renda em que procuram a escola como um local aonde encontrar uma alimentação ou por até mesmo morarem em moradias precária a escola se torna um local de oportunidades. Como também encontramos crianças com dificuldades de aprendizagem e alguns com problemas clínicos como autismo, hiperatividade, déficit de atenção, bipolaridade e esquizofrenia que necessitam de um olhar muito especial. Como também encontramos alunos que não apresentam nenhuma dificuldade em suas aprendizagem e tem a família constantemente presente na educação escolar de seus filhos.
Devemos ver que nossas escolas atualmente necessitam de um olhar especifico para as demandas da realidade da comunidade e que possam garantir uma melhor qualidade de vida para nossas crianças.
Fonte:
FISCHER, Rosa Maria.
Dispositivo pedagógico da mídia: formas de educar na (e pela) TV. Educação e
Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 151-162, jan./jun. 2002. Texto completo
disponível em:
Momo, Mariângela. “Mídia
e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1,
p. 67-87, jun. 2010.
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1356266/mod_resource/content/2/Texto%20Aulas%203%20e%204%20-%20Momo.pdf acessado
18/10/2015.
Nenhum comentário:
Postar um comentário