quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Escolarização


Em toda intervenção pedagógica temos um antes, durante e um depois, que podemos assim identificar como o planejamento, a aplicação e a avaliação dos processos docentes. E neste caso sem entendermos a realidade em que se encontra a comunidade escolar, a qual estamos inseridos, possivelmente não estaremos aptos a contribuirmos como profissionais da educação. 
É em nossa prática pedagógica, quando valorizamos o conhecimento do aluno e permitimos que este seja um protagonista de seu espaço, é quando identificamos as possíveis trocas entre educando/educador ou vice-versa, é nesta circulação de conhecimento que poderão surgir novas produções para que possam ocorrer mudanças nos espaços de vivências sempre no foco da qualidade de vida e da consciência de seu papel dentro da sociedade.
Para isso devemos estar em dialogo, nos comunicando, para aproximarmos o máximo nossa linguagem dentro de nosso tempo onde a tecnologia se tornou mais usual, em muitos níveis, e faz com que surja novos significados sobre os conceitos de espaço/tempo e sua relação com o meio circundante. 
Como seres humanos, somos seres sociais e históricos que estamos em constante renovação e é ao nos darmos conta desta nossa incompletude que faz nos mover a procurar constantemente mais, a procurar o entendimento das relações no mundo. Para tanto só aceitamos as rupturas do querer algo mais quando elas nos ensinam alguma coisa além, como o respeitar, o sermos diferentes e o entendermos que os outros também podem nos ensinar algo que não conhecemos e assim transporta-los para nossas ações cotidianas.
Para isso o educador atualmente deve estar disposto a aceitar-se também inacabado, sempre refletindo que na sua incompletude tem-se a esperança de se melhorar e que ao compreender o mundo, ele também interage na sua construção podendo assim transforma-lo.
O currículo também apresenta uma questão de poder, destacando entre as múltiplas possibilidades, uma identidade ou subjetividade como sendo ideal. Tendo a necessidade de se garantir o consenso, para se obter uma hegemonia. Cada um de nós apresenta um papel dentro da sociedade, entretanto todos nós somos influenciados pelos movimentos externos a nós como a cultura, as relações interpessoais, a histórica, o espaço vivencial. Nesta subjetividade é a forma como o eu se molda a partir das experiências externas, podemos exemplificar em uma sala de aula onde se apresenta uma diversidade onde todos recebem influências do professor que constantemente está a demonstra valores aos poucos esses alunos classificam e identificam para si reconfigurando o seu eu.
Ao pensar na comunidade a qual atuo encontramos uma diversidade de situações, a sala de aula é um microcosmos que representa nossa sociedade, na qual encontramos desde crianças de baixa renda em que procuram a escola como um local aonde encontrar uma alimentação ou por até mesmo morarem em moradias precária a escola se torna um local de oportunidades. Como também encontramos crianças com dificuldades de aprendizagem e alguns com problemas clínicos como autismo, hiperatividade, déficit de atenção, bipolaridade e esquizofrenia que necessitam de um olhar muito especial. Como também encontramos alunos que não apresentam nenhuma dificuldade em suas aprendizagem e tem a família constantemente presente na educação escolar de seus filhos. 
Devemos ver que nossas escolas atualmente necessitam de um olhar especifico para as demandas da realidade da comunidade e que possam garantir uma melhor qualidade de vida para nossas crianças.

Fonte:
FISCHER, Rosa Maria. Dispositivo pedagógico da mídia: formas de educar na (e pela) TV. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 151-162, jan./jun. 2002. Texto completo disponível em:

Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.


Nenhum comentário:

Postar um comentário