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domingo, 14 de janeiro de 2018

Método Clínico

O Método Clínico se estabelece a partir da elaboração de hipóteses relacionadas a ação e que busca a verificar por meio de um inquérito os pontos de vista do sujeito e assim buscando através de análise compreender a forma como o sujeito desenvolve suas resoluções.
O professor-pesquisador que se propõem a utilizar está método de investigação deve ter o cuidado de observar se seu aluno se enquadra dentre as seguintes característica o não-importantismo, a fabulação, a crença sugerida, a crença desencadeada e a espontânea.
Para a utilização do Método Clinico é necessário provocar a curiosidade do aluno a fim de suas respostas possam ser utilizados como avaliativos de seu desenvolvimento. O professor ao utilizar este método necessita estar atento as reações dos alunos, permitir ao aluno expressar suas reflexões sem interromper e necessita ter um conhecimento teórico do contexto com o qual está trabalhando pois no momento que chegamos a uma resposta negativa nos resultados com os quais estamos trabalhando necessitamos avalia-lo detidamente a fim de chegarmos a uma nova descoberta.

Ao refletir sobre o Método Clínico e seu referencial teórico vejo que tenho procurado trabalhar com meu alunos nesta sistemática, em que a partir de uma situação problema ele venha da desenvolver resoluções, com a situação da greve das escolas estaduais e nossa escola foi uma das participantes, estamos recuperando nossas aulas aos sábado e nestas aulas normalmente não temos uma frequência muito alta e normalmente são os alunos com mais dificuldade estão presentes, é quando procuro identificar através de várias questões direcionadas em determinado conteúdo para que os alunos reflitam e digam suas reflexões encontrem as resoluções dos problemas propostos nas aulas, tive muitas descobertas em relação a alunos considerados problemas e que seriam repetentes antes desta avaliação. Acredito que o único inconveniente de se trabalhar com este método ou qualquer outro seja a sistemática que o sistema nos impõem quando nossas turmas apresentam 30, 40 ou até mesmo 50 alunos mesmo contendo sabidamente alunos que necessitam de atendimento especializado por carregarem defasagens ao longo de sua vida escolar.

Fonte: 
PEREIRA, D. R. Reflexões sobre o Método Clínico-crítico Piagetiano: Teoria e Prática. Centro Universitário Católico Salesiano Auxiliam. Lins, SP 




  

Repensando a ação

Diante de tantas informações com que estive em contato neste semestre as que mais me chamaram a atenção foram sobre a forma como Piaget visava compreender o desenvolvimento dos estados de conhecimento.   
Para Piaget a inteligência é uma organização enquanto função e estrutura dos processos de reorganização dos conhecimentos assimilados, sendo assim uma adaptação. Sendo que o individuo age apenas ao experimentar uma necessidade e quando é rompido o equilíbrio entre o meio e o sujeito temos uma readaptação do organismo. A assimilação é a retirada de informações do objeto e ao interpretarmos essas informações incidimos sobre as informações anteriores onde designamos atributos e generalizações a uma dada situação. Já acomodação refere-se aquilo que é particular, novo e diferente, proporcionando uma base para mudanças.
Então podemos nos orientar de que o nosso desenvolvimento psíquico tende a orientar-se para o equilíbrio, uma estabilidade, mas não ficamos em uma imobilidade pois tendemos a ir de um estado de conhecimento menor para um de maior conhecimento (processo de adaptação).
Cada individuo aprende de uma forma diferenciada mesmo passando por interações parecidas e dentro deste contexto que o professor deve estar imbuído dos conhecimentos difundidos dentro da obra de Piaget pois com suas observações ele identificou possíveis situações de estágios/fases que promovem o seu desenvolvimento quando reagimos sobre ações que nos cercam vamos construindo propriedade de assimilação/acomodação/adaptação.  

E para desenvolvermos uma aprendizagem significativa devemos deixar de investir nas aprendizagens verbais em que apenas o professor fala e o aluno memoriza, para desenvolvermos aprendizagens reflexivas em que o aluno desenvolve suas próprias aprendizagens incentivando-os a experimentar e desenvolver soluções a problemas relacionados aos seus ambientes de vivência. Ao mudarmos nossas ações transformamos nossa sala de aula para um local de experimentação e cooperação em que nossas pesquisas fiquem centradas nas formas dos alunos aprenderem. 


Fonte: 
DELVAL, Juan. Aprender investigando. IN: BECKER, Fernando; MARQUES, Tânia B. I. (Org.) Ser professor é ser pesquisador. Porto Alegre: Mediação, 2007. 
WERNER, Peter. O primeiro da classe (Front of the class). Produção: HallMark Hall of fame. Roteiro: Gottlieb. A. e Rickman, T. Direção: Werner, P. Duração 95 minutos. Gênero: Drama. Classificação etária: livre. Distribuição: CBS Television, EUA, 2013


Desenvolvimento da inteligência

Nos estudos realizados nesta interdisciplina, que foram sobre a Teoria de Piaget, identifiquei várias situações encontradas por mim, como mãe sempre curiosa no desenvolvimento da filha desde o seu nascimento até agora na adolescência, e como professora que atua com alunos que se encontram na fase operatório formal e concreto e que muitas vezes não se dá a devida importância em associar seu desenvolvimento psicológico com as ações pedagógicas necessárias para a compreensão que se quer a determinado conteúdo.
Achei muito importante estarmos nos debruçando na identificação destas várias fases. Em que relaciono alguns tópicos que me chamaram a atenção, tais como: 

Na construção do “Eu”, período sensório-motor:
Estádio I – do nascimento ao 1 mês de vida: reflexos ou mecanismos hereditários, tendências instintivas, como a nutrição.  Sendo que o reflexo é a resposta a uma situação.
Assimilação reprodutiva ou funcional
Assimilação generalizadora
Assimilação recognitiva – chamar com um grito uma pessoa ausente com o seu possível retorno.
Estádio II – de 1 a 4 meses e meio: primeiros hábitos, começo dos condicionamentos estáveis e reações circulares “primárias” (chupar o polegar).
Esquema - estrutura ou organização das ações, as quais se transferem ou generalizam no momento da repetição da ação, em circunstâncias semelhantes ou análogas.
Estádio III – de 4 meses e meio a 8-9 meses mais ou menos: hábito em estado nascente, sem finalidade prévia estremada dos meios empregados (colocar um pano no rosto para se esconder, mas ao mesmo tempo não associa que um objeto poderia estar em baixo de um pano, para a criança o objeto é absorvido pelo pano). Coordenação da visão e da preensão e começo das reações circulares “secundárias” (corpos manipulados), começo da diferenciação e do seu poder de formar hábitos novos.
Estádios IV – de 8-9 a 11-12 meses mais ou menos: impõe-se ao sujeito uma finalidade prévia, independentemente dos meios que vai empregar, coordenação dos esquemas “secundários” ou conhecidos.
Estágio V – de 11-12 a 18 meses e meio: acrescenta-se a procura de meios novos por diferenciação dos esquemas conhecidos (conduta de suporte), exploração e tateamento dirigidos e descobertas de meios novos.
Estádio VI – de 18-24 meses: fim do período sensório-motor. A criança torna-se capaz de encontrar meios novos por combinações interiorizadas, interiorização dos esquemas.

Nesta fase é construída a inteligência prática e a lógica das ações, tendo como influência o meio social em relação a sua maturação que pode acelerar ou retardar o surgimento de um estágio.

Pré-operatório
- de 2 a 3 ½ ou 4 anos: o aparecimento da função simbólica e começo da interiorização dos esquemas de ação em representações, nesta fase temos o aparecimento da função simbólica (linguagem, jogo simbólico ou de imaginação), começo da imagem mental.
- de 4 a 5 anos ½: interrogação sobre os objetos, primeiras estruturas representativas.
- de 5 ½ a 7-8 anos: regulações representativas articuladas, onde começam as classificações e as relações de ordem.

Operações concretas
- 7-8 anos a 11-12 anos: as estruturas são semi-redes, temos as classificações, as seriações, as correspondências termo a termo, as correspondências simples ou seriais, operações múltiplas.

Operações formais
- de 11-12 anos: primeiro estágio: operações combinatórias, proporções, capacidade de raciocinar e de representar, capacidade de raciocinar sobre enunciados, hipótese.

- de 13-14 anos: segundo estágio.

Fonte: 
DE SOUZA, M. T. C. C. A Construção cognitiva de si mesmo. História da Pedagogia. Artigo adaptado in: Os sentidos de Construção: O Si Mesmo e o Mundo. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004
PIAGET, J. Os Estágios do Desenvolvimento Intelectual da Criança e do Adolescente. In.: Piaget. São Paulo:Abril Cultural, 1978. (Os Pensadores).
PIAGET, J. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense, 1999.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Inibição

A inibição pode ser considerada uma forma de controle neurocognitivo e comportamental que permite com que as crianças não desenvolvam hábitos espontâneos e promovendo graves repercussões na vida da criança como dificuldades de aprendizagens e de adaptação no convívio social.  



                                               Imagem relacionada

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Estímulo, reforço e controle

O Behavorismo

Início do Século XX, o termo Behavorismo foi identificado pelo americano John B. Watson, Behavor como o significado de “comportamento”. Propondo assim com seus estudos um objeto para a ciência, pois o comportamento sendo como algo a ser observado, mensurado, cujas as experiências podem ser reproduzidas em diferentes condições e sujeitos. Certas situações levam com que o indivíduo tenha certas ações promovidos por uma hereditariedade e associados a hábitos (estímulos), ou seja “resposta” e “estímulo”.
Comportamento Operante ou reflexo: são ações “não-voluntárias”, como quando contraímos os olhos em reflexo a uma luz muito intensa, o arrepio da pele quando recebemos um ar gelado ...
Entretanto esses reflexos podem ser condicionados, por exemplo, ao mergulhar a mão em uma vasilha de água gelada a temperatura caíra abruptamente caracterizando-se como um comportamento respondente.
Mas ao se fazer a experimentação de uma outra forma, como mergulhar a mão várias vezes em uma vasilha de água fria só que no momento de se mergulhar a mão na vasilha tocasse uma campainha, chegaria um momento que a mudança de temperatura estaria associada ao som. Então a queda da temperatura é uma resposta incondicionada, enquanto a queda da temperatura pelo som é uma resposta condicionada (aprendida).
Em 1930, Skinner inicia os estudos do comportamento operante, são as ações empreendidas pelo organismo para interagir com o meio, o bebê ao balbuciar, ao agarrar objetos. Suas ações são promovidas em reações do meio, como do bebê chorar e a mãe lhe trazer o alimento, está reação lhe traz satisfação. 
Skinner identificou como leis comportamentais, representados por: 
R -> S, onde R é a resposta e S (do latim stimulus) é o estimulo reforçador ou reforço.


Então ao aprendermos matemática na escola, soma e subtração, transferimos essa aprendizagem para várias situações de nosso cotidiano, como dar e receber o troco. Mas para uma abordagem behaviorista esta aprendizagem se dará após o resultado de uma mudança de comportamento, onde a partir de estímulos e recompensas iremos “condicionar” o aluno as respostas desejadas, somente em um ambiente que esteja totalmente planejado e controlado pelo professor para direcionar as ações e reações. 

 Fonte:
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 14ª edição. São Paulo: Saraiva, 2008. 

Fazer sentido "Penso logo existo"

A experiência da Subjetividade
Com o Capitalismo, todas as ideias do sistema medieval entram em crise e motiva-se ao individualismo.
“Penso logo existo.”
- a valorização da razão -> Racionalismo
- a ideia do singular que tem a experiencia da razão -> individualismo
- a ideia de representação do mundo é algo interno ao indivíduo -> experiência subjetiva (eu)

O Funcionalismo
William James (1842-1910), Estados Unidos -> “O que fazem os homens” e “Por que o fazem” -> está na consciência, que é o seu centro de preocupações e busca a sua compreensão e funcionamento, na medida que o homem a utiliza para adaptar-se ao meio.

O Estruturalismo
- Edward Titchener (1867-1927), Estados Unidos; sua preocupação também é a consciência, mas irá estuda-la em seus aspectos estruturais, “os estados elementares da consciência como estruturas do sistema nervoso central”  

O Associacionismo
– Edward L. Thorndike, Estados Unidos -> formulador da primeira teoria da aprendizagem, sendo para ele que a aprendizagem se dá através de uma associação de ideias, onde para aprender um conteúdo mais complexo, deve-se partir de ideias mais simples, que estariam associadas aquele conteúdo. Formulou a Lei do Efeito, que foi importante para a Psicologia Comportamentalista, o organismo irá emitir um comportamento a partir da associação de um efeito.

Método Científico
- Subjetividade (objeto da Psicologia) -> só pode ser compreendida como movimento constante do ser humano em sua relação com o mundo material e social.
- Objetividade (o conhecimento a partir de um método científico)

Materialismo histórico e dialético
- Pressupostos materialistas -> a realidade existe independente de nossas ideias e da razão humana existem leis na realidade que podem ser conhecidas
- Concepção Dialética -> a contradição e sua constante superação são a base do movimento de transformação constante da realidade
- Concepção Histórica -> o mundo se constrói em seu movimento e que podemos conhece-lo estudando-o exatamente em seu processo de transformação


Racionalização: é quando procuramos respostas lógicas para afastar o sofrimento. O ego coloca a razão a serviço do irracional e utiliza para isso o material fornecido pela cultura ou mesmo pelo saber científico.

Então quando eu avalio aluno, não posso taxa-lo de incapaz, devemos sempre motiva-lo pois não podemos adivinhar quais os caminhos que ele irá trilhar, quais as aprendizagens irá ter a fim de tentar explicar e justificar para si mesmo uma determinada situação.


Fonte:
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 14ª edição. São Paulo: Saraiva, 2008.

domingo, 1 de outubro de 2017

Aprendizagem Humana

As instituições escolares são importantes espaços de socialização e aprendizagens para as crianças e jovens em suas vivências, ao se proporcionar ações educativas fazemos com que se amplie a assimilação destes conhecimentos, são essas experiências que iram  estruturar o seu desenvolvimento individual e social como indivíduos, capacitando e ampliando suas potencialidades como agentes transformadores de seu meio.

Inúmeros são os fatores que influenciam na aprendizagem dos alunos, desde o contexto socioeconômico-cultural, sua história individual como a de seus familiares e até mesmo a forma como o professor aborda os conteúdos. Em primeiro, não podemos pensar que estamos ensinando a alunos vazios, mas sim que cada um aprende de forma diferente, sob determinados estímulos e de acordo com seu próprio ritmo.
E outro fator, que considero importante para o cotidiano da sala de aula é a empatia e o respeito mútuo entre aluno/professor e o vice-versa também é importante. Não haverá um engajamento do aluno no aprender, enquanto não ocorre um verdadeiro estimulo por parte de seu professor. Neste caso pode-se entender a forma como o professor visualiza seu aluno, quando ele acredita em seu desenvolvimento nas suas capacidades todos os seus esforços serão conduzidos para este fim, na crença do seu aprender. Mesmo quando não ocorre, este professor continua a promover novos estímulos sempre acreditando na capacidade de seu aluno que ocorrerá no seu tempo determinado. 
E pensando nesta dinâmica de relações devemos estruturar as atividades de ensino de forma a diferenciar as experiências, procurando modelos de ensino-aprendizagem que não estejam marcados somente pela mera transmissão de conhecimento, mas direcionados a uma condução mais dinâmica e ativa dos alunos.