Nos estudos realizados nesta interdisciplina, que foram sobre a Teoria de Piaget, identifiquei várias situações encontradas por mim, como mãe sempre curiosa no desenvolvimento da filha desde o seu nascimento até agora na adolescência, e como professora que atua com alunos que se encontram na fase operatório formal e concreto e que muitas vezes não se dá a devida importância em associar seu desenvolvimento psicológico com as ações pedagógicas necessárias para a compreensão que se quer a determinado conteúdo.
Achei muito importante estarmos nos debruçando na identificação destas várias fases. Em que relaciono alguns tópicos que me chamaram a atenção, tais como:
Na construção do “Eu”, período sensório-motor:
Estádio I – do nascimento ao 1 mês de
vida: reflexos ou mecanismos hereditários, tendências instintivas, como a
nutrição. Sendo que o reflexo é a
resposta a uma situação.
Assimilação reprodutiva ou funcional
Assimilação generalizadora
Assimilação recognitiva – chamar com um grito uma
pessoa ausente com o seu possível retorno.
Estádio II – de 1 a 4 meses e meio: primeiros
hábitos, começo dos condicionamentos estáveis e reações circulares “primárias”
(chupar o polegar).
Esquema - estrutura ou organização das ações, as
quais se transferem ou generalizam no momento da repetição da ação, em
circunstâncias semelhantes ou análogas.
Estádio III – de 4 meses e meio a 8-9
meses mais ou menos: hábito em estado nascente, sem finalidade prévia estremada
dos meios empregados (colocar um pano no rosto para se esconder, mas ao mesmo
tempo não associa que um objeto poderia estar em baixo de um pano, para a
criança o objeto é absorvido pelo pano). Coordenação da visão e da preensão e
começo das reações circulares “secundárias” (corpos manipulados), começo da
diferenciação e do seu poder de formar hábitos novos.
Estádios IV – de 8-9 a 11-12 meses mais
ou menos: impõe-se ao sujeito uma finalidade prévia, independentemente dos
meios que vai empregar, coordenação dos esquemas “secundários” ou conhecidos.
Estágio V – de 11-12 a 18 meses e
meio: acrescenta-se a procura de meios novos por diferenciação dos esquemas
conhecidos (conduta de suporte), exploração e tateamento dirigidos e
descobertas de meios novos.
Estádio VI – de 18-24 meses: fim do
período sensório-motor. A criança torna-se capaz de encontrar meios novos por
combinações interiorizadas, interiorização dos esquemas.
Nesta fase é construída a inteligência prática e a
lógica das ações, tendo como influência o meio social em relação a sua
maturação que pode acelerar ou retardar o surgimento de um estágio.
Pré-operatório
- de 2 a 3 ½ ou 4 anos: o aparecimento da função
simbólica e começo da interiorização dos esquemas de ação em representações, nesta
fase temos o aparecimento da função simbólica (linguagem, jogo simbólico ou de
imaginação), começo da imagem mental.
- de 4 a 5 anos ½: interrogação sobre os objetos,
primeiras estruturas representativas.
- de 5 ½ a 7-8 anos: regulações representativas
articuladas, onde começam as classificações e as relações de ordem.
Operações
concretas
- 7-8 anos a 11-12 anos: as estruturas são
semi-redes, temos as classificações, as seriações, as correspondências termo a
termo, as correspondências simples ou seriais, operações múltiplas.
Operações
formais
- de 11-12 anos: primeiro estágio: operações
combinatórias, proporções, capacidade de raciocinar e de representar,
capacidade de raciocinar sobre enunciados, hipótese.
- de 13-14 anos: segundo estágio.
Fonte:
DE SOUZA, M. T. C. C. A Construção cognitiva de si mesmo. História da Pedagogia. Artigo adaptado in: Os sentidos de Construção: O Si Mesmo e o Mundo. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004
PIAGET, J. Os Estágios do Desenvolvimento Intelectual da Criança e do Adolescente. In.: Piaget. São Paulo:Abril Cultural, 1978. (Os Pensadores).
PIAGET, J. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
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