domingo, 14 de janeiro de 2018

Desenvolvimento da inteligência

Nos estudos realizados nesta interdisciplina, que foram sobre a Teoria de Piaget, identifiquei várias situações encontradas por mim, como mãe sempre curiosa no desenvolvimento da filha desde o seu nascimento até agora na adolescência, e como professora que atua com alunos que se encontram na fase operatório formal e concreto e que muitas vezes não se dá a devida importância em associar seu desenvolvimento psicológico com as ações pedagógicas necessárias para a compreensão que se quer a determinado conteúdo.
Achei muito importante estarmos nos debruçando na identificação destas várias fases. Em que relaciono alguns tópicos que me chamaram a atenção, tais como: 

Na construção do “Eu”, período sensório-motor:
Estádio I – do nascimento ao 1 mês de vida: reflexos ou mecanismos hereditários, tendências instintivas, como a nutrição.  Sendo que o reflexo é a resposta a uma situação.
Assimilação reprodutiva ou funcional
Assimilação generalizadora
Assimilação recognitiva – chamar com um grito uma pessoa ausente com o seu possível retorno.
Estádio II – de 1 a 4 meses e meio: primeiros hábitos, começo dos condicionamentos estáveis e reações circulares “primárias” (chupar o polegar).
Esquema - estrutura ou organização das ações, as quais se transferem ou generalizam no momento da repetição da ação, em circunstâncias semelhantes ou análogas.
Estádio III – de 4 meses e meio a 8-9 meses mais ou menos: hábito em estado nascente, sem finalidade prévia estremada dos meios empregados (colocar um pano no rosto para se esconder, mas ao mesmo tempo não associa que um objeto poderia estar em baixo de um pano, para a criança o objeto é absorvido pelo pano). Coordenação da visão e da preensão e começo das reações circulares “secundárias” (corpos manipulados), começo da diferenciação e do seu poder de formar hábitos novos.
Estádios IV – de 8-9 a 11-12 meses mais ou menos: impõe-se ao sujeito uma finalidade prévia, independentemente dos meios que vai empregar, coordenação dos esquemas “secundários” ou conhecidos.
Estágio V – de 11-12 a 18 meses e meio: acrescenta-se a procura de meios novos por diferenciação dos esquemas conhecidos (conduta de suporte), exploração e tateamento dirigidos e descobertas de meios novos.
Estádio VI – de 18-24 meses: fim do período sensório-motor. A criança torna-se capaz de encontrar meios novos por combinações interiorizadas, interiorização dos esquemas.

Nesta fase é construída a inteligência prática e a lógica das ações, tendo como influência o meio social em relação a sua maturação que pode acelerar ou retardar o surgimento de um estágio.

Pré-operatório
- de 2 a 3 ½ ou 4 anos: o aparecimento da função simbólica e começo da interiorização dos esquemas de ação em representações, nesta fase temos o aparecimento da função simbólica (linguagem, jogo simbólico ou de imaginação), começo da imagem mental.
- de 4 a 5 anos ½: interrogação sobre os objetos, primeiras estruturas representativas.
- de 5 ½ a 7-8 anos: regulações representativas articuladas, onde começam as classificações e as relações de ordem.

Operações concretas
- 7-8 anos a 11-12 anos: as estruturas são semi-redes, temos as classificações, as seriações, as correspondências termo a termo, as correspondências simples ou seriais, operações múltiplas.

Operações formais
- de 11-12 anos: primeiro estágio: operações combinatórias, proporções, capacidade de raciocinar e de representar, capacidade de raciocinar sobre enunciados, hipótese.

- de 13-14 anos: segundo estágio.

Fonte: 
DE SOUZA, M. T. C. C. A Construção cognitiva de si mesmo. História da Pedagogia. Artigo adaptado in: Os sentidos de Construção: O Si Mesmo e o Mundo. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004
PIAGET, J. Os Estágios do Desenvolvimento Intelectual da Criança e do Adolescente. In.: Piaget. São Paulo:Abril Cultural, 1978. (Os Pensadores).
PIAGET, J. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense, 1999.

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