sexta-feira, 21 de abril de 2023

Século da Solidão

Nós seres humanos somos animais sociável. E estarmos conectados a outros é natural e desejável, pois é esse convívio mutuo que nos aprimoramos, construindo experiências e assim assimilando aprendizagens. Por isso que o período da pandemia teve um impacto tão negativo para nossa saúde. Foi justamente neste momento de isolamento social que algumas das doenças que mais se acentuaram foram as ligadas ao emocional das pessoas como ansiedade, depressão, estresse e o ganho de peso.

Com o isolamento social, estando confinados em casa e tendo dupla ou tripla jornada de emprego (home office) acabaram ganhando mais peso por falta de exercícios físicos, alimentação desequilibrada, preocupações financeiras e ansiedade. Somado a tudo isso veio a depressão, as fobias e os ataques de pânico.


quarta-feira, 19 de abril de 2023

Ser Criança

Documentário, realizado em 2000, aborda as diferentes visões da infância em situações sociais distintas. Utilizando-se da frase proferida ao final do vídeo: "ser criança não significa ter infância", imprime uma reflexão relevante sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.




⌛ Nova Rota de Aprendizagem em 2023 ⌛

Ao pensarmos sobre nosso "Projeto de Vida", o que queremos para nossa existência, devemos antes de mais nada fazer um olhar sobre nossas memórias afetivas. Quais são nossos sonhos? É nesse olhar para o caminho já realizado que vamos significando nossas aprendizagens, nossas relações com os outros, vai nos dar a ideia de como vamos proceder a diante.



Pensando assim nos mais variados aspectos da minha trajetória que vejo o individuo no qual me tornei e a qual ainda está em constante reconstrução, pois ao refletir sobre os caminhos traçados foram eles que me deram base para enfrentar os desafios que a vida me proporcionou. Uma pandemia mundial, em que nossos cotidianos foram tão drasticamente transformados. Em 19 de março de 2019, estávamos em uma sala de aula presencial com vários alunos, com festas e contato social e no dia seguinte passamos a isolamento social, uso de máscaras e todo um protocolo de cuidados em que todos deveriam seguir. 

Por tudo isso todos nós tivemos que nos reinventar, onde além de ensinar tivemos também a aprender dentro de um modelo educacional mediado pela tecnologia. Foi um momento com muitos desafiados, mas tenho a convicção que nós educadores tentamos, dentro da enorme diversidade econômica em que as escolas se encontravam, fazer o melhor possível para as comunidades escolares.

Já se passaram três anos e o que marcou nosso retorno para o convívio social foi um encontro um tanto discrepante e não imaginável. As pessoas se encontram um tanto sem paciência com o outro, indiferente se este outro é familiar, colega de trabalho, ou amigo de longa data. Parece que a sociedade está doente, principalmente por esquecerem como é conviver em sociedade. Uma grande parcela da sociedade desenvolveu ansiedades, depressão e outras enfermidades relacionados a saúde mental. E a escola não fica fora destas influências, como uma vez eu li em meus estudos a escola é um subespaço da sociedade. Então este espaço vai se tornar um novo lugar para tentar entender estes vários dilemas que envolver o fazer docente e seus desafios na contemporaneidade. 








sábado, 13 de fevereiro de 2021

Direito, Dever, Preconceito

Fonte: http://unirbnews.blogspot.com/2014/06/quem-tem-direito-ter-direito.html
 

Aprender é a forma de se construir aprendizagens, já os conteúdos são as informações, com que os professores se utilizam, para que sejam transformadas em conhecimentos. Então aprender é uma construção onde a informação chega para ser compreendida, aceita, assimilada, experimentada e praticada. Estas aprendizagens se fazem ao longo do crescimento do ser humano, sendo elas adquiridas nos vários convívios em sua comunidade familiar, social e escolar. Uma parte de nós é instintiva, mas temos uma boa parte cultural em que essas experiências vivenciais promovem os insights em nossas assimilações de aprendizagens. A inexistência dessa experiência que temos desde o nascer com outros indivíduos da mesma espécie promoverá uma perda significativa em nosso desenvolvimento cognitivo. 

O preconceito ligado as pessoas que se apresentam fora dos padrões considerados “normais” sempre foram vistas como de difícil aceitação. Nas sociedades de cultura primitiva, os povos eram nômades, e sua sobrevivência estava diretamente ligada a caça e a pesca. Estes indivíduos eram nômades e estavam sujeitos às intempéries e aos animais selvagens, as dificuldades que o meio ambiente trazia, faziam com que as pessoas que fugiam ao padrão da tribo fossem incapazes de irem em busca da caça e de sobreviver por si mesmos, fazendo com que fossem abandonados, o que inevitavelmente contribuía para sua morte.

Nas sociedades da antiguidade, como Atenas e Esparta, também as pessoas com deficiência fosse vistas como sub-humanas, já que essa sociedade tinha uma ideia de culto ao corpo atlético e que se encontravam em momento histórico que tinha-se a ideia de conquista e ampliação de seus territórios como principal ideário, fazendo com que muito pouco se tenha de registro sobre pessoas com deficiências.

Já na idade média com a difusão do cristianismo, as pessoas que fugiam da dita “normalidade” apresentam um status teológico, em que apresentam uma alma, mas não apresentam uma igualdade de direitos e aqueles que fugiam do padrão eram normalmente abandonados em conventos ou igrejas. Com a inserção do sistema capitalismo temos o indivíduo sendo valorizado pelo o que ele produz, tendo um valor monetizado.

Já no Brasil, nossa história foi determinada pelo menos até o final do século XIX, pelos costumes e informações vindas da Europa e para isso deve-se analisar também questões ligadas a história da implementação da educação brasileira ao longo da sua história e da inserção dos direitos dos indivíduos.

Temos na época da colonização, com a educação sendo atribuída aos Jesuítas, décadas mais adiante o modelo de implementação no sistema educacional era pelos moldes da cultura Europeia. Já na primeira Constituição do Brasil, em 1822, a educação se torna um direito do cidadão Brasileiro, entretanto não determinou a responsabilidade de qual órgão da federação.

O abandono de crianças com deficiências nas ruas, portas de conventos e igrejas era comum no século XVII, que acabavam sendo devoradas por cães ou acabavam morrendo de frio, fome ou sede. A criação da “roda de expostos” em Salvador e Rio de Janeiro, no início do século XVIII e, em São Paulo, no início do século XIX, deu início a institucionalização dessas crianças que eram cuidadas por religiosas.

No século XIX, mais precisamente em 1854 a criação do Instituto Benjamin Constant para meninos cegos, sendo como um marco dentro da história da educação de pessoas com deficiência no Brasil, mesmo que o atendimento fosse para uma minoria que tivesse oportunidade. Em 1856, temos a criação do Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES), para o atendimento das pessoas surdas. Duas instituições ligadas mais no caráter de assistencialismo não na relação direitos das pessoas com deficiência.

Durante as primeiras décadas do século XX, o país vivenciou a estruturação da República e o processo de popularização da escola. Surge o movimento da escola nova, que postulava: a crença no poder da educação como ponto de transformação social, o interesse por pesquisas científicas, a preocupação em reduzir as desigualdades sociais e estimular a liberdade individual da criança.

Temos a fundação da Pestalozzi em 1932 e das APAEs em 1954, instituições ligadas a educação de pessoas com deficiência intelectual, instituições criadas principalmente pela falta de que o estado não assumir a responsabilidade pelos seus cuidados.

Com o processo de industrialização do país temos a necessidade de trabalhadores mais especializados e com isso se promulga o ensino primário como obrigatório e gratuito e ao longo da redemocratização do País temos a formulação da Constituição de 1988, e a LDB em 1964 desde então temos a educação para Todos e um dever do Estado em oferta-la. No geral, as crianças com deficiências continuavam sendo cuidadas em casa ou institucionalizadas. Com estudos e direitos sendo adquiridos gradativamente passasse de um paradigma relacionado apenas a medicina questões multidisciplinares englobando tanto psicólogos e pedagogos fundamentados em questões que abrangem os direitos humanos, entretanto muitas das iniciativas aconteciam mais nos grandes centros.

Quando os vários estudiosos procuraram estudar os processos educativos identificaram que a aprendizagem só se dará significativamente se vir inteirada das experiências, da realidade e da interpretação que os indivíduos fazem dela. Então cada saber é único, e quando se fala em inclusão de pessoas com deficiência, é trazer para perto, dar a ela o direito de ter as mesmas experiências, é aceitar o diferente e também aprender com ele. É preciso entender que a inclusão não é apenas para crianças deficientes, mas para todos os excluídos ou descriminados, para as minorias. Pois quando falamos em incluir estamos dando o significado de somar, compreender, englobar em outras palavras a todos nas suas especificações.

É um equívoco chamar as pessoas com necessidades especiais, não são as pessoas que desenvolveram necessidades especiais, são pessoas com deficiência intelectual que tem necessidades especiais decorrentes da deficiência intelectual, as vezes pessoas sem deficiência intelectual tem necessidades especiais, isto é como no caso de deficiência social econômica, na realidade são muitos as situações pois muitas vezes uma situação de fracasso escolar como repetência, dificuldades na aprendizagem passam por muitas outras características que deveriam ser avaliadas e tentarmos entender o caso de uma forma individualmente.

Atualmente as demandas que nos impõem o sistema, principalmente nas escolas públicas e municipais, com turmas extremamente cheias onde temos 35 a 40 alunos, temos dificuldades em identificar o desenvolvimento das aprendizagens individualmente de nossos alunos e isto vem nos trazendo frustações e vários temores, que tentamos amenizar com as formações continuadas que nos é proporcionada. 

Fonte:

CARVALHO, Camila Lopes de; SALERNO, Marina Brasiliano; ARAÚJO, Paulo Ferreira de. A educação especial nas leis de diretrizes e bases da educação brasileira: uma transformação em direção à inclusão educacional. Horizontes - Revista de Educação, [S.l.], v. 3, n. 6, p. 34-48, jan. 2017. ISSN 2318-1540. Disponível em: <https://ojs.ufgd.edu.br/index.php/horizontes/article/view/5099>. Acesso em: 15 out. 2020.

CORRÊA, Maria Angela Monteiro. Educação especial v.1 Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2010. Disponível em < https://canal.cecierj.edu.br/recurso/4597>   acessado em 18  out.  2020.

KASSAR, Mônica de Carvalho Magalhães. Percursos da constituição de uma política brasileira de educação especial inclusiva. Rev. bras. educ. espec.,  Marília ,  v. 17, n. spe1, p. 41-58,  ago.  2011 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000400005&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  18  out.  2020.  https://doi.org/10.1590/S1413-65382011000400005  .

KASSAR, Mônica de Carvalho Magalhães; REBELO, Andressa Santos. Abordagens da Educação Especial no Brasil entre Final do Século Xx e Início do Século XXI1. Rev. bras. educ. espec.,  Bauru ,  v. 24, n. spe, p. 51-68,    2018 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382018000500051&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  18  out.  2020.  http://dx.doi.org/10.1590/s1413-65382418000400005.

ROGRIGUES, A.P.N.; LIMA, C.A. A história da pessoa com deficiência e da educação especial em tempos de inclusão. Interritórios: Revista de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, v.3, n.5, 2017. Disponível em: <https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/interritorios> . Acesso em: 18 out. 2020.

 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

SENSAÇÕES

A casa de hóspedes




O ser humano é como uma casa de hóspedes
Toda manhã, uma nova chegada
Uma alegria, uma tristeza, uma mesquinhez
Uma percepção momentânea chega, como visitante inesperado

Acolha a todos!
Mesmo se for uma multidão de tristezas, que varre violentamente sua casa e a esvazia de toda a mobília
Mesmo assim, honre a todos os seus hóspedes
Eles podem estar limpando você para a chegada de um novo deleite

O pensamento escuro, a vergonha, a malícia
Receba-os sorrindo à porta e convide-os a entrar
Seja grato a quem vier
Porque todos foram enviados
Como guias do além

Este poema de Rumi, poeta persa do século XIII, é parte do Episódio 10 do Podcast Autoconsciente - A razão das emoções.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

CONCENTRAR

A leitura é algo a ser aprendido, significa que precisamos de um ambiente que nos ajude a desenvolver e a conectar vários circuitos, e para que esses circuítos realizem esses processos básicos. E assim nosso cérebro possa processar os vários signos da linguagem escrita.

Quando ocorre o processo da leitura, ao ocorrer o entendimento de uma palavra isolada temos a ativação de uma infinidade de neurônios e assim provocam a sua transmissão para várias regiões de nosso cérebro. 
Então ao lermos, estamos desenvolvendo habilidades que motivam um conjunto de detalhes sensoriais cuidadosamente escolhidos e transmitidos pelas palavras que por sua vez são processadas por nossa capacidade de transformar os signos em imagens, e vice-versa.
Para aprendermos e compreendermos estes signos necessitamos de uma concentração e em nossos dias nesta cultura tecnológica em que as diversas formas de linguagem se interagem constantemente nos distraindo se torna o aprender a se concentração em um desafio onipresente.

"A leitura profunda sempre tem a ver com conexão: conectar aquilo que sabemos com aquilo que lemos, aquilo que lemos como aquilo que sentimos, aquilo que sentimos com aquilo que pensamos, e o modo como pensamos com o modo como vivemos nossas vidas, num mundo conectado.” (Wolf, Maryanne. O cérebro num mundo digital: os desafios da leitura na nossa era. São Paulo: Contexto, 2019. Pag. 188)



“Saber pedagógico” Disponível em:
https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/10/saber-pedagogico.html Acesso em 30 dez. 2019.

“Estímulo, reforço e controle” Disponível em:
https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/10/estimulo-reforco-e-controle.html Acesso em 30 dez. 2019.

“Aprendizagem Humana” Disponível em:
https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/10/aprendizagem.html Acesso em 30 dez. 2019.

“O Ato de Ler” Disponível em:
https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/09/o-ato-de-ler.html Acesso em 30 dez. 2019.


sábado, 28 de dezembro de 2019

PROFISSÃO EDUCADOR

       Ao refletir sobre os vários desafios que envolvem a educação, desde o rápida evolução da tecnologia e os desafios que nós educadores temos em nosso cotidiano, encontrei neste documentário situações tão reais que instigaram a compartilhar.

      "Esperando pelo Super Homem - História da Educação norte americana"

LINK

     No documentário temos várias estatísticas sobre a evolução do desenvolvimento da educação nos Estados Unidos, mas ele faz um acompanhamento da vida de 5 crianças, onde mostra as preocupações de seus país pelo futuro delas e como estas famílias procuram dentro de suas possibilidades propor as melhores escolas públicas. Ao mesmo tempo o documentário se propõem a fazer uma análise das várias dificuldades que, desde os gestores como professores, encontram para desenvolver e dar possibilidades aos seus alunos um futuro melhor. Mas o que mais marca neste documentário é que não é dentro de um colégio com seus estrondosos recursos tecnológicos irá propor evolução nos alunos, nem a infraestrutura desta escola, mas enquanto não se valorizar o profissional que atua cotidianamente dentro das salas de aula com estes alunos não teremos uma modificação no destino do país em questão. Não importa se está instituição esteja em um país desenvolvido ou subdesenvolvido, mas se seus governantes não valorizarem os profissionais que atuam com estes alunos nunca conseguiremos ir a um passo a frente no desenvolvimento econômico deste país.
      Não é propondo acesso a tecnologias de alto desenvolvimento ou até mesmo propondo cursos rápidos na educação, mas desenvolvendo este ser humano por inteiro, como ser que reflete sobre as informações coletadas e são estes profissionais da educação na suas mais diversas áreas (Pedagogos; Licenciados nas áreas das ciências humanas, naturais, matemática, das linguagens; Coordenadores; Orientadores; Gestores) que fazem com que desenvolvam habilidades nos alunos para terem a capacidade reflexiva nos mais diversos segmentos econômicos da sociedade. 
     Claro, que no momento que o individuo não tem a capacidade de reflexão sobre os acontecimentos pode acontecer que...   

     “Se perdermos gradualmente a capacidade de examinar como pensamos, perderemos também a possibilidade de examinar serenamente o que pensam aqueles que nos governariam. As maiores atrocidades do século XX exemplificam tragicamente o que acontece quando uma sociedade deixa de examinar suas próprias ações e cede seus poderes analíticos aqueles que lhe dizem como deve pensar e que deve temer.” (Wolf, Maryanne. O cérebro num mundo digital: os desafios da leitura na nossa era. São Paulo: Contexto, 2019. Pag. 232)

“Encantamento” Disponível em:
https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/01/encantamento.html Acesso em 28 dez. 2019.
“Trajetórias” Disponível em: https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/02/trajetorias.html Acesso em 28 dez. 2019.
“Como as ideias surgem?” Disponível em:https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/02/como-as-ideias-surgem.html Acesso em 28 dez. 2019.