Como complementação dos estudos, vamos aos processos de construção das aprendizagens conforme a Teoria de Sigmund Freud:
- Transferência -> professor tornar-se a figura a quem serão focados os interesses do seu aluno, porque é objeto de uma transferência das experiências de vivências.
- A mola propulsora do desenvolvimento intelectual é sexual.
- “A cada aluno cabe desarticular, retalhar, ingerir e digerir aqueles elementos transmitidos pelo professor, que se engancham em seu desejo, que fazem sentido para ele, que, pela via de transmissão única aberta entre ele e o professor – a via da transferência – encontram eco nas profundezas de sua existência de sujeito do inconsciente.”(Lira, 2012)
Como se explica a aprendizagem:
- As bases da sublimação se dão através das pulsões sexuais, ou seja, todos temos uma pulsão, mas é através da educação que esse “mal” passaria para valores superiores como ações culturais uteis a sociedade.
- Não há aprendizagem sem relação, em que o ato de aprender está com o se inteirar com o Outro.
- A aprendizagem se faz por amor a alguém, sendo necessário um vínculo.
- Coordenação de ações que levam a um "esquema". Ações de primeiro grau -> são as que levam ao êxito e que são necessárias a nossa sobrevivência – ação do bebê mamar, objetivo alimentar-se. Ações de segundo grau -> são ações praticadas sobre as ações anteriores ou sobre suas coordenações – brincar de mamar, apropriação do ato/brincar, compreensão.
Como pode-se explicar a não aprendizagem:
- O professor se comportar como se fosse a autoridade suprema.- O professor pensa que seu saber é incontestável.
- O professor ser o detentor de uma disciplina rigorosa.
- A ausência de normas poderia representar a volta de relações humanas agressivas e destrutivas.
Como se propõem que seja o ensino:
- Entende o rigor como algo necessário ao bom funcionamento psíquico.
- Observar as atitudes conscientes de seus alunos.
- O professor deve valorizar menos a manutenção do bom comportamento de seus educandos e mais a livre expressão deles.
- O conhecimento está sempre permeado pelo desejo de querer aprender, como carga emocional que vem do inconsciente.
- Uma vivência mais humanizada.
Referência:
BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. In: Fernando Becker Educação e Construção do Conhecimento. 2.ed. Porto Alegre: Penso, 2012. Disponível em https://www.larpsi.com.br/media/mconnect_uploadfiles/c/a/cap_01_95_.pdf Acesso em 21 abr. 2018
LIRA, Jessica; ROCHA, Julliana. Freud: contribuições acerca da aprendizagem e suas implicações educacionais. Vínculo, São Paulo, v. 9, n. 2, p. 39-43, jul. 2012. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-24902012000200007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 17 maio 2018.
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. Psicol. estud., Maringá, vol.11, no.1, p.119-127, abr. 2006. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722006000100014&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em 21 abr. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722006000100014.
BARRETO, V. H. L. Freud e Freire: uma interlocução possível. Estudos de Psicanálise. Belo Horizonte, n. 43.p. 161–168.julho/2015. Disponível em: <http://www.cbp.org.br/n43a17.pdf>. Acessado em 17 maio 2018.
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