domingo, 8 de novembro de 2015

Mídia

Quem bebe sukita não engole qualquer coisa.

Com a difusão dos meios de comunicação, que muitos chamam de “quarto poder”, onde procura-se trabalhar a subjetividade do consumidor a fim de cativa-lo. O trabalho dos publicitários é nos persuadir que o produto que está sendo mostrado, é perfeito e nos trará felicidade, sendo assim estes profissionais em sua maioria das vezes estão trabalhando com um padrão sutil de moral que muitas vezes são ultrapassadas. Quando determinadas propagandas nos convence a consumir um determinado produto podemos recairmos nos limites da ética, já que o limiar do que é considerado correto ou não em sociedade ultrapassa uma linha extremamente fina.
Para construir os vários momentos de incentivo ao consumo, que é uma característica marcante do sistema econômico em que nos encontramos o Capitalismo, várias técnicas de persuasão são usadas, para isso os profissionais da publicidade procuram associar o produto ao um valor emotivo, com os jovens temos questões que procuram explorar os limites e assim trazendo um sentimento de aventura.  Já com os produtos alimentícios ao contexto ligado a vivência familiar e assim poderá ser o substituto nos momentos de ausência. As bebidas alcoólicas têm já um apelo de sedução, Sol, praia, férias, calor e mulheres vibrantes. Estes produtos são mostrados constantemente como forma de possibilidade à felicidade quando consumidos pois como não estão inseridos em nosso cotidiano podem ser um contraponto a nossas decepções diárias.
Uma das propagandas veiculada no final da década de 90, que foi um marco, onde era mostrado o homem mais velho que insistia em parecer como um gurizão e que se insinuava para uma adolescente de olhar ingênuo e de rostinho angelical, A publicidade estava associada ao consumo da bebida em que a menina que estava consumindo, e que dava um fora no “Tio” em alguns momentos do cotidiano como se fosse comum e rotineiro na sociedade, propaganda esta direcionada principalmente ao público infanto-juvenil, em que a menina se mostrava descolada e o “Tio” que com sua ação insinuava a busca da juventude.


 
Referência bibliográfica
Bock, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 2008.
FELIPE, Jane; GUIZZO, Bianca Erotização dos corpos infantis na sociedade do consumo. Proposições, vol. 14, n. 13. (42), set./dez., 2003.



sábado, 7 de novembro de 2015

“Educar uma infância pós-moderna”

A partir do final do Século XX, tivemos uma transformação na forma como a sociedade pensa e a mídia se tornou tão importante nas nossas relações. Com o advento da inserção do ciberespaço no nosso dia a dia as nossas inter-relações ficou marcado pelas angústias do fracasso, de que deveríamos ter mais do que temos, de ter mais saúde de que temos, quando na realidade nem todos conseguiremos galgar o almejado sonho de perfeição e não percebemos que cada vez mais as desigualdades estão maiores e estamos cada vez mais nos distanciados do convívio com nossos amigos e familiares.
Nossa sociedade pós-modernidade, hoje nos preocupamos mais com o individualismo do que com o conjunto, que as experiências que temos elas são incompletas para compreendermos o mundo que se mostra a nossos olhos, que é uma em que todos se encontram interligados, que as informações onde antes levavam muito tempo e as distância eram enormes já tudo isso não ocorre.
Nós temos que pensar e agir hoje de uma outra forma de como vamos resolver nossos problemas, como vamos conquistar uma justiça social, individual e coletiva, como podemos adquirir um equilíbrio interior e ao mesmo tempo estarmos bem com o coletivo.  
Hoje temos uma fragilidade nas relações humanas e é com essa angustia que temos que estar constantemente trabalhando com nossas crianças e jovens, eles vivem neste mundo em que tudo instantâneo é o ideal, não são culpa deles pois foram os adultos de antes que estavam cansados de um mundo cheio de fracassos dos “sonhos coloridos” que os conduziram. Não é culpa de nossos jovens estarem conectados em um mundo em que as vivências são virtuais, de filmes fantásticos, de novelas de final feliz, de séries fantásticas, de livros de auto-ajuda, das redes sociais em que podemos nos conectar ou desconectar a penas apertando uma tecla de “delete” em viver um mundo de utopias.
Nos dizeres do sociólogo Zygmunt Bauman, “Atravessamos o inverno e a casca é fina, se andarmos devagar o chão racha”, viver é uma experiência instigante e precária, que está rodeada de inseguranças e incertezas e neste patamar que nossos jovens não estão sabendo vivenciar. Já conhecemos nossos problemas, insegurança no trabalho, amores voláteis, desapego ao outro, violência constante, mas não estamos vendo como resolver esses problemas estamos tão preocupados em acha-los que estamos esquecendo de como soluciona-los.
Para os tempos atuais a educação deve se reformar, já que a sociedade que apresenta se diferencia, estamos agora trabalhando já com um conhecimento pronto e acessível nas mídias, temos que transformar esse conhecimento. Devemos propor constantemente aos nossos jovens incentivos de como projetar um caminho, planeja-lo e como encontrar várias soluções para algumas ações.
A escola deve achar esse caminho de que os jovens precisam, pois esse jovem que chega a nós na escola é um ser inacabado e é na escola que completa sua formação interior nas suas relações interpessoais, nos ensinamentos com que os professores propõem a eles. Decorar não se precisa mais pois temos computadores que fazem isso com uma grande capacidade de armazenamento, mas pensar, sentir e conviver isso o computador não nos traz isso é uma capacidade humana e o mais difícil de se fazer que é pensar criticamente. E achar esse caminho, ou seja, esses vários caminhos é a grande mina de ouro que nós educadores estamos procurando, não há uma solução perfeita, mas uma infinidade de formas de direciona-la até chegar à um consenso final.

REFERÊNCIA

FISCHER, Rosa Maria. Dispositivo pedagógico da mídia: formas de educar na (e pela) TV. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 151-162, jan./jun. 2002. Texto completo disponível em:
Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.
Rego, Teresa Cristina (org.). Educação, escola e desigualdade. Coleção Pedagogia Contemporânea, Vol. 1, Rio de Janeiro: Vozes; SP, Editora Segmento.
Vídeo de Zygmunt Bauman e a Pós-Modernidade para ampliar os conceitos de pós-modernidade. https://www.youtube.com/watch?v=58MMs5j3TjA acessado 31/10/2015.
Vídeo RIA Festival 2014 - Painel: Educação.com. Conversa que aconteceu no dia 28/08 no RIA Festival sobre educação e o papel da tecnologia no aprimoramento das escolas brasileiras com Viviane Mosé, Andre Gravatá, Seth Schoenfeld e Luciano Meira. https://www.youtube.com/watch?v=dbkZjVaa6Gw acessado 01/10/2015.
Vídeo: Zygmunt Bauman - Fronteiras do Pensamento



Fichamento do texto

Questões
Teu entendimento a partir do texto
Caracterize três marcas do que se entende por “pós-moderno”.
- Com o advento do desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação, o conhecimento se tornou acessível para todos fazendo com que a forma como ele é produzida e divulgada se modificasse. O conceito de amizade como tínhamos anteriormente na Modernidade, onde ele se construiu e através de relações diretas com conflitos de acordo e desacordos, na pós-modernidade se modificou, tenho amigos quando incluo no meu perfil na rede e não os tenho mais no momento que excluo em meu perfil, a amizade por um toque.
 - A sociedade se tornou individualista e centrada no presente, com característica dos excessos e dos extremos e com isso as relações também mudaram, a sociedade está mais preocupada com o consumo.
- A condição humana se tornou fluida, ocorreram mudanças e essas mudanças não são estáticas e sim imprevisíveis. O espaço em que eu ocupava hoje pode não mais ser amanhã, pois o amanhã eu não sei se estarei no mesmo trabalho, ou na mesma cidade. A única coisa que ainda estou permanente é a Rede onde tenho a escolha de estar conectado ou desconectado.
O que significa pensar o tempo atual com base no binômio solidez/liquidez?
Na Modernidade as relações de trabalho eram sólidas, ou seja, tínhamos um plano de vida onde construíamos uma trajetória e agíamos para construí-la, tudo pode ser planejado.
Na Pós-Modernidade, acreditamos que entendemos tudo e assim tudo se tornou efêmero, transitório até as relações em que acreditamos em sermos completos em nós mesmos e não com o outro, pois a felicidade tem várias formas de se conseguir e não de uma única.
Explique a frase: “a mídia tem sido uma das principais produtoras das representações que compartilhamos” (p. 79). Para construir sua resposta, utilize-se do exemplo da “representação do corpo”, oferecido pela autora (p. 79-80)
Na pós-modernidade, as redes sócias se tornaram um dos meios de disseminar um determinado conteúdo, no entanto nos tempos de hoje esses compartilhamentos se tornaram superficiais, descartado. Como os meios de informação se tornaram mais rápidos, apresentando um mundo virtual mais prazeroso que o real, as pessoas se influenciam com estes êxtases, já que o dia a dia das pessoas se tornaram mais angustiantes e estressantes tendo que conviver com as dificuldades. Viver com as angustias e decepções traz sensações que não são prazerosas. No entanto no mundo virtual, meu mundo é feito de alegrias, convivo com pessoas que me são afins, convivendo com alegrias, e quanto a tristeza invade meu mundo eu somente desconecto sem trauma nenhum.
Considerando as discussões que o texto oferece, como as crianças se veem hoje implicadas numa sociedade do consumo?

Todas as questões imbricadas nessa sociedade midiática em que estamos vivendo são totalmente novas, estamos vivendo em tempo de adaptação em relação as informações rápidas e superficiais e de outro lado o acesso ao conhecimento excessivo. Como as crianças e os adolescentes são mais suscetíveis, já que são fases de formação em que o indivíduo está se moldando, tem mostrado mais nitidamente como somos influenciáveis. Mas também não podemos esquecer que essa relação mídia e consumo está também trazendo uma outra forma de desigualdade na sociedade, já que para ter contato com todo conteúdo e relações no ciberespaço necessita-se de um investimento considerável por parte do usuário.


Fonte: Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Olimpíada da Língua Portuguesa

Hoje lendo sobre Alfabetização, achei um site muito bom, tanto para a alfabetização como para o desenvolvimento da escrita em seus vários níveis de progresso. Este site além de ter jogos também apresenta uma biblioteca com revistas e artigos para o aperfeiçoamento do sistema de escrita.


sábado, 24 de outubro de 2015

Educação, Escola e Desigualdade

     Conforme Bernard Charlot, a educação é um ato político e ele aponta quatro sentidos:
     "1) a educação transmite modelos sociais que são diferentes para cada grupo social a que as crianças pertencem, de sorte que, ao confirmar esses modelos, a escola sedimenta a organização social, o que, em última análise, é uma atividade política;
     2) a educação forma a personalidade com base em normas e valores presentes na própria estrutura social, fazendo com que as crianças introjetem os mecanismos psíquicos de identificação com o seu grupo e de sublimação das carências, mesmo que estas derivem da injustiça e da dominação de classe;
     3) a educação difunde ideias políticas (de sociedade, justiça, liberdade, igualdade etc.), com as quais a classe dominante consegue fazer passar como legítimos os seus ideais  de vida social;
     4) a educação é encargo da escola que é, como tantas outras, uma instituição social que se move no contexto das regras gerais da sociedade. "




Fonte: Rego, Teresa Cristina (org.). Educação, escola e desigualdade. Vozes, 2011, Vol. I.

domingo, 4 de outubro de 2015

A Invenção da Infância

Ser criança é ser feliz. 

Ser criança é ser feliz 
Ter esperança 
E acreditar no que se diz 
Somos inocentes e não pensamos na vida 
No presente e no futuro 
Como uma alma perdida 
Se uma infância tiveste 
Uma criança foste 
Muitos amigos fizeste 
Com grande sorriso no rosto 
Ser criança é sonhar 
Ir a lua a cantar 
E mesmo que caísse 
Teria alguém para me apanhar 
Ser criança é o início 
De uma vida de confusão 
Da dúvida e do benefício 
Do sim e do não 
Ser criança é tudo na vida 
Um sentimento 
Um carinho 
Uma alegria 
Uma boa vida adulta crescida