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sábado, 18 de julho de 2015

O que é autonomia?

       Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua construção, propondo sempre uma reflexão crítica sobre o conteúdo e seu exemplo no mundo no cotidiano mais palpável deste aluno. Em minha prática procuro sempre instigar que meus alunos sejam curiosos, que pesquisem e persistem ante as dificuldades para entender o conteúdo e este conhecimento no mundo, no nosso país, na nossa cidade, no nosso bairro. Sendo que por mais que eu seja o professor e tenha mais tempo de leitura e pesquisa que eles, não sou a detentora do saber absoluto por que eles não poderiam trazer conhecimento para trocar comigo e com os colegas, instiga-los sempre.
       Uma das tarefas que hoje é muito difícil é propor que os alunos estudem, mas como vou cobrar algo que nunca foi ensinado e explicado então como vou cobrar pesquisa se não ensino como pesquisar. E porque não ensinar aos alunos de periferia “Não iram entender?”, “Não tem capacidade?”, é estas palavras que muitas vezes escuto de professores, mas se eu como professor não pesquiso, não estudo, e principalmente odeio ler, o porquê de estar nesta profissão?
          Como vou cobrar algo de meu aluno se não faço eu mesmo na minha prática, isto não seria ético, como Paulo Freire escreve “faça o que mando e não o que eu faço” (pag. 35). Em minha sala sempre cobro estudo, mas minhas dúvidas são sempre como vou cobrar sem que seja cansativo e agressivo, mas uma das últimas atividades que fiz foi realizar uma prova com consulta de uma cola individual e que seria anexada à prova, não sei se fui correta, mas estou adorando os resultados e as falas dos alunos já que no final ninguém consultou sua cola, aqueles que a fizeram, pois já tinham estudado e não precisavam deste recurso. E os resultados estão bem pontuais aqueles que fizeram tiveram um maior número de questões acertadas e souberam construir reflexões nas questões discursivas sobre o conteúdo muito melhor que aqueles que não se esforçaram.
        Ser professor é ser assim hoje em dia, não ensinar somente o conteúdo este já se encontra na Internet, mas sim motiva-los a estudar a ser curiosos a instigarem sempre nas suas dúvidas motiva-los a ir enfrente e resolver suas dificuldades. E minha responsabilidade ensina-los a ser ético a partir de meus exemplos, não excluir a nenhum aluno por mais que ele seja um bagunceiro, ou que destrói o colégio mas sim conquistar sua aceitação, o seu respeito, e sua afetividade para que entenda que mudanças devem ser feitas nas suas atitudes com a escola.
           Mas não quer dizer que eu não erre procuro sempre mostrar com meus atos diários que não estou ali apenas como profissional mas que me importo com todos os alunos tenho afetividade. Sendo que é meu papel repreender quando for necessário, se vou ou não receber um trabalho de aluno fora da data estipulada, é tomando decisões como de orientar atividades, estabelecer tarefas, cobrando as produções de cada um.

             Desta maneira o professor tem o dever de estar sempre se preparando se atualizando e as escola com seus gestores sempre cobrando e averiguando o andamento de seus profissionais como suas atitudes para com seus alunos, o andamento da gestão da sala de aula, as formações dos professores, o momento de reuniões entre os professores, a manutenção da estrutura física enfim o funcionamento da instituição de ensino em um todo para assim ter como ajudar seus alunos a superar os seus obstáculos nas suas aprendizagens e assim estar mais preparado para lidar com as dificuldades que é viver em uma sociedade moderna e globalizada.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo II

O que são métodos globalizados para organização do conhecimento na escola?
A sua escola prática um desses métodos?
Explique, de exemplos.

    Hoje nós temos uma especialização em cada disciplina, em que cada docente se restringe em sua disciplina e ali permanece em seu conteúdo restrito e especializado, e dificilmente inter-relaciona com outras áreas do conhecimento. Mas isso começa a ter uma significativa mudança entre os novos movimentos que estão surgindo, os estudiosos do conhecimento vem constantemente procurando dentro da complexidade um reconhecimento interdisciplinar, multidisciplinar....
    O método globalizados, conforme Zabala, se direciona as metodologias diferenciadas em que podemos trabalhar um determinado conhecimento onde teremos um tema gerador em que o aluno organizará o seu conhecimento, a partir de questões que lhe serão propostas, se este for construir seu conhecimento a partir do metodologia de projetos, ou a partir de uma sequencia onde se desenvolva problema, hipótese e confirmação, ou seja metodologia cientifica, ou de qualquer outra proposta, o professor o direcionará a fim de se possa chegar a um resultado satisfatório na construção de seu conhecimento.
     Para este enfoque mais globalizador podemos usar vários recursos como a disposição da salas de aula mais interativas, as avaliações por área do conhecimento quando se trabalha com ensino fundamental II e ensino médio.
    Na escola em que trabalho estamos começando a trilhar, ou tentando, as vezes intercalando duas disciplinas e trabalhando projetos juntos, ou a partir de reuniões realizadas pela Direção, ou com o Pacto Nacional de Fortalecimento do Ensino Médio, com os trabalhos realizados no Ensino Médio acarretam sendo realizados também com o Ensino Fundamental II, já que são quase os mesmos professores. A modernização ou a diversificação do ensino começa a ter modificações, mas ainda temos muito trabalho a ser realizado para que possamos a ter uma inter-relação significativa com os conteúdos das disciplinas. 
      Outro fator que muitas vezes esquecemos sobre trabalhar interdisciplinarmente o conhecimento, é a resistência que o aluno tem sobre o desconhecido, como trabalho com o Ensino Médio tanto a disciplina de Geografia como o Seminário Integrador (3ª Ano), eles não veem um sentido palpável para a pesquisa. Eu particularmente acho que devemos propor a organização do conhecimento com ensino interdisciplinar primeiramente no ensino fundamental II, já que o aluno parte do momento em que no 5º ano trabalha com um apenas um professor e quando chega no 6º ano tem 9 professores em que cada um tem uma fala diferente com conhecimentos diversos. Se ensinarmos o aluno nas séries iniciais a pesquisar, a trabalhar metodologias diversificadas teremos outro perfil de aluno no ensino médio. Se propormos tempo e condições aos professores para se especializarem teremos outro tipo de profissional, só assim teremos uma outra educação.

sábado, 23 de maio de 2015

Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo I

      Em um contexto histórico podemos identificar que o conhecimento foi teve influência na construção dos diferentes currículos. Para Platão, a educação "proporciona ao corpo e à alma toda a beleza que seja possível" (kasolagazós), a ginástica e a música (todas as artes) são importantes para o desenvolvimento do ser humano. Já em Aristóteles, o conhecimento se divide em especulativa(física, matemática, filosofia), prática(lógica, ética, politica) e poética(artes) para que o individuo tenha uma formação física, intelectual e moral com o intuito à se chegar a "virtude".
    Com Quintiliano, filósofo romano, temos o ensino em torno da gramática, da música, da geometria, da astronomia, da história e da filosofia. Para Quintiliano, o educando tem que frequentar a escola o mais cedo possível, a fim de se identificar os talentos e diferenças(referente a caráter) presentes e para que o educador tenha o grau de complexidade que irá intervir nas tarefas de aprendizagem do educando. O filósofo sugere também que os alunos venham a ser distribuídos em classes desde o inicio da sua escolarização, cuidando e incentivando o amor aos estudos e que estes sejam considerado como um divertimento, e sempre elogiando um bom trabalho. Quando desestimulados, é necessário criar um clima de competição entre os alunos a fim de serem instigados a dar o melhor de si nas atividade propostas. Outra peça principal no processo educativo é a leitura onde deve-se ser incentivada gradativamente, onde se adquiri informações diversificadas para facilitar a resolução de questões propostas. Deve-se conduzir o aluno a cumprir suas obrigações e que sejam capaz de buscar seu próprio conhecimento.
    Os quatro princípios pedagógicos em que Quintiliano se baseava era:
    1. Confiança na natureza do aluno: o ensinar a falar bem não deveria ser uma preocupação apenas do professor, mas deve-se estender aos pais. Todos que convivem com a criança devem tem uma linguagem pura e correta, só assim desde cedo, acostumá-la a tal linguagem, já que as primeiras impressões da infância são as que se guardam com mais tenacidade.
    2. Necessidade de adaptar o ensino às aptidões do discípulo: se o aluno é tímido deve-se desenvolver ousadia, se temerário impor freios, em fim preenchendo aquilo que falta e tirando o que sobra. O professor é o escultor que vai trabalhando no mármore.
    3. Orientação para a prática: deve-se ler, levando em conta o nível elementar da turma, no entanto é preciso escolher sempre bons autores, aqueles que sejam mais acessíveis para os iniciantes. Deve-se ensinar expositivamente, interroga-los e testar o senso crítico dos alunos, ou seja, avaliar e estimular a sua capacidade de julgar.  "A arte do orador é como a do general. Não se encerra em um conjunto de regras. Está sob o comando do casus, das situações imprevistas, que exigem do orador, como do general, uma capacidade de decisão que leve em conta as particularidades de cada caso." 
    4. Destinação moral do ensino: Tanto os pais como professores devem ter linguagem exemplar e acima de tudo ser virtuosos, pois são tomados como modelos de imitação pelo aluno. No entanto a cultura podem e devem aperfeiçoar a virtude. "É o caráter do orador, antes de tudo, que se deve cultivar através dos séculos." Então a verdadeira virtude não é um pressuposto, mas sim a consequência de uma educação adequada.


Aula rangel   10-11-11
Fonte: http://pt.slideshare.net/pecuniritter/aula-rangel-101111 



Fonte: http://revistas.iel.unicamp.br/index.php/phaos/article/viewFile/3607/3048
Zabala, Antonio, Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo; Porto Alegre, ARTMED, 2002.

sábado, 2 de maio de 2015

Mini-História, Grande História

A minha vida sempre foi marcada por algumas dificuldades e mesmo assim com uma força de vontade surpreendente conquistei vários objetivos. Tenho uma personalidade muito forte e isso me proporcionou muitos conflitos, pois nunca aceitei certos rótulos e preconceitos. Tenho histórico familiar onde à mãe é analfabeta e o pai cursou até a 5ª série do antigo ginasial, ambos vieram do interior de Santa Catarina, que por sinal foi algo transformador em suas vidas. No ensino médio fiz técnico em processamento de dados, comecei minha graduação em Geografia na PUC/RS em 1994 e conclui na ULBRA em 2011, nesse tempo tive que parar várias vezes.
Trabalhei um período de 27 anos como auxiliar odontológico, e quando me formei troquei de profissão, e já se vão 3 anos no sistema educativo. O que todas as dificuldades e alegrias na vida fizeram comigo nestes 30 anos de trabalho, moldaram o individuo em que sou com força de vontade e uma persistência sem limites. É um caminho difícil, claro que é, mas quem disse que viver é fácil, no entanto é tão prazeroso quando conquistamos objetivos. O que eu fiz com todas as aprendizagens que tive, lapidei e fui em busca de mais conhecimento para aprimorar minha profissão que eu escolhi e que me dá prazer.
Desde 2012, estou trabalhando na E.E.E.M Alberto Torres, onde sou professora do ensino médio e ensino fundamental. No ano de 2014, pela manha continuei com o Ensino Médio e no período da tarde era supervisora que também proporcionou uma aprendizagem muito importante, pois não tinha nenhuma experiência e todas as dificuldades e acertos foram ótimos.
A minha aprendizagem de sala de aula foi se fazendo em várias leituras sobre didática, psicologia, metodologia de ensino, mas o marco importante para minha prática foi a vivencia da sala de aula, onde está a grande diferença, pois pude aliar a teoria com a prática e descobrir um pouco sobre o domínio de turma já que hoje em dia é bem importante.
Sou uma professora que não se mostra como a dona da verdade sempre a espera de que algum aluno me surpreenda, o conhecimento nos tempo de hoje é muito constante, e incentivo muito meus alunos a que participem das aulas com comentários e sugestões. Sou muito conteudista tenho plena consciência, mas também gosto de aliar o conteúdo a filmes, jogos na Internet e a pesquisa no ciberespaço, tenho um blog onde disponibilizo aos alunos materiais e filmes para estudo e meu maior prazer é quando os alunos participam em debates.
A minha opção por ser professora nunca foi por falta do que fazer, mas sim a busca de um sonho, gosto de estar em sala de aula, gosto de estudar, adoro ver meus alunos superando suas dificuldades. Permaneço na profissão, pois me da alegria ter esse contato com o aluno, o que faz de mim ser professor é mostrar que me importo que tenho afetividade e me preocupo com eles como indivíduos e como futuros profissionais.

A escola é o meio que me proporciona o contato com aluno e as várias realidades que envolve cada um, as dificuldades e como devemos superá-las. E por isso que voltei a estudar em uma Universidade para ter mais vivencias, me qualificar mais a minha gestão na sala de aula, o contato com outros profissionais nos traz muitas aprendizagens e esses conhecimentos que pode fazer o diferencial.