Ensinar
não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua construção,
propondo sempre uma reflexão crítica sobre o conteúdo e seu exemplo no mundo no
cotidiano mais palpável deste aluno. Em minha prática procuro sempre instigar
que meus alunos sejam curiosos, que pesquisem e persistem ante as dificuldades
para entender o conteúdo e este conhecimento no mundo, no nosso país, na nossa
cidade, no nosso bairro. Sendo que por mais que eu seja o professor e tenha
mais tempo de leitura e pesquisa que eles, não sou a detentora do saber
absoluto por que eles não poderiam trazer conhecimento para trocar comigo e com
os colegas, instiga-los sempre.
Uma
das tarefas que hoje é muito difícil é propor que os alunos estudem, mas como
vou cobrar algo que nunca foi ensinado e explicado então como vou cobrar
pesquisa se não ensino como pesquisar. E porque não ensinar aos alunos de
periferia “Não iram entender?”, “Não tem capacidade?”, é estas palavras que
muitas vezes escuto de professores, mas se eu como professor não pesquiso, não
estudo, e principalmente odeio ler, o porquê de estar nesta profissão?
Como
vou cobrar algo de meu aluno se não faço eu mesmo na minha prática, isto não
seria ético, como Paulo Freire escreve “faça o que mando e não o que eu faço” (pag.
35). Em minha sala sempre cobro estudo, mas minhas dúvidas são sempre como vou
cobrar sem que seja cansativo e agressivo, mas uma das últimas atividades que
fiz foi realizar uma prova com consulta de uma cola individual e que seria
anexada à prova, não sei se fui correta, mas estou adorando os resultados e as
falas dos alunos já que no final ninguém consultou sua cola, aqueles que a
fizeram, pois já tinham estudado e não precisavam deste recurso. E os
resultados estão bem pontuais aqueles que fizeram tiveram um maior número de
questões acertadas e souberam construir reflexões nas questões discursivas
sobre o conteúdo muito melhor que aqueles que não se esforçaram.
Ser
professor é ser assim hoje em dia, não ensinar somente o conteúdo este já se
encontra na Internet, mas sim motiva-los a estudar a ser curiosos a instigarem
sempre nas suas dúvidas motiva-los a ir enfrente e resolver suas dificuldades.
E minha responsabilidade ensina-los a ser ético a partir de meus exemplos, não
excluir a nenhum aluno por mais que ele seja um bagunceiro, ou que destrói o
colégio mas sim conquistar sua aceitação, o seu respeito, e sua afetividade
para que entenda que mudanças devem ser feitas nas suas atitudes com a escola.
Mas
não quer dizer que eu não erre procuro sempre mostrar com meus atos diários que
não estou ali apenas como profissional mas que me importo com todos os alunos
tenho afetividade. Sendo que é meu papel repreender quando for necessário, se
vou ou não receber um trabalho de aluno fora da data estipulada, é tomando
decisões como de orientar atividades, estabelecer tarefas, cobrando as
produções de cada um.
Desta
maneira o professor tem o dever de estar sempre se preparando se atualizando e
as escola com seus gestores sempre cobrando e averiguando o andamento de seus
profissionais como suas atitudes para com seus alunos, o andamento da gestão da
sala de aula, as formações dos professores, o momento de reuniões entre os
professores, a manutenção da estrutura física enfim o funcionamento da
instituição de ensino em um todo para assim ter como ajudar seus alunos a
superar os seus obstáculos nas suas aprendizagens e assim estar mais preparado
para lidar com as dificuldades que é viver em uma sociedade moderna e
globalizada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário