quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Processar informações


     A sala de aula se perfaz em um campo de inúmeras possibilidades, onde temos o construir pedagógico do professor, das políticas públicas, na administração de uma instituição e das inúmeras situações diferentes que o educador cria e das que seus educandos proporcionam. 
      E pensando nisso, que hoje com a inserção da tecnologia em nosso dia a dia, temos inúmeras possibilidades para que a educação se torne uma das mais desafiadora, sendo que temos um repertório de possibilidades muito maior a nossa disposição para usar na construção de ações que proporcionem novos desafios e assim novas respostas possam surgir transformando em aprendizagens significativas. 
      Ao conviver com os alunos das séries iniciais, em que pude observar e participar de suas interações me fez refletir e questionar constantemente sobre minha prática pedagógica, foi neste pensar que me deparei com meus limites e insucessos, mas mesmo assim tentando pensar em outras formas de ação a fim de modificar meu saber pedagógico. 
         Entretanto esta mesma tecnologia trouxe uma sociedade mais consumista, individualista, em que as mídias estão constantemente nos bombardeando com apelos comerciais em todos os veículos possíveis fazendo com que ocorram influência em nossos valores e visões de mundo também. Mesmo com toda transformação que a tecnologia veem nos trazendo a escola ainda é um espaço de encontros, de convivência, de descobertas de si e dos outros, e de possibilidades pois muitos destes alunos buscam na escola um meio de serem vistos e ouvidos sendo em muitos casos o único espaço em que possam sair do anonimato e solicitarem um auxílio ou um a compreensão de seu papel dentro da sociedade.


sábado, 2 de fevereiro de 2019

Corpo/Mente


Nós como educadores do Século XXI, devemos estar atentos pois não podemos mais olhar nossos educandos com as visões do passado, mas sim pensa-los como sujeitos formados por várias dimensões além da cognitiva. Onde este sujeito apresenta um corpo, emoção, sentimento e cognição e que experiencia em sentir, pensar, correr e agir. E tudo isso se inicia no complexo sistema que são nossos corpos/mente e se propaga nas ações envolvidas com o meio. Para isso precisamos trazer para nossas aulas não a mera transmissão de conteúdo, mas que abarque o estudo, a pesquisa as críticas, os debates e que estes tragam a vivência do educando a fim de que ele possa refletir sobre si próprio e o seu papel como um indivíduo de uma sociedade.
E assim ao revisitar os vários textos de corporeidade, as reflexões realizadas na época e em conjunto com as experiências e trocas com os alunos de meu estágio curricular, novas compreensões fui adquirindo, e como salienta Paulo Freire (1996, p. 47), “Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou a sua construção.” Em que temos que pensar que ensinar não meramente transmissão de conhecimentos, mas que somos meros mediadores de ações em que se propõem aprendizagens, atitudes, e comportamentos perante o mundo. E que todo está construção é um processo em que vai se construindo no cotidiano do nosso saber pedagógico.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2014.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Saberes


O estudo da História procura-se aproximar com outras ciências, como a antropologia ou a sociologia entre outras, a fim de se chegar a um entendimento sobre o conhecimento dos vários povos existentes e assim nos mostrando esta multiplicidade de culturas que existem de tempos e espaços diferentes, com está ação faz com que se articule ao longo do tempo um respeito mútuo entre os indivíduos.
Ao reler a postagem que realizei no Eixo IV, para a disciplina “Representação do mundo pelos Estudos Sociais” tinha se visto, em que para se fazer o estudo do conhecimento histórico necessitamos antes de mais nada de várias fontes de conhecimento, como fontes diversas e neste conjunto temos documentos, história oral, imagens, esculturas, música, ritmos, objetos ... e assim vamos nos apropriados de conhecimentos acadêmicos e os reelaborando conforme os objetivos e as intencionalidades necessárias para os anos escolares e este cuidado se torna cada vez mais cuidadoso a fim de que se possa mostrar as diferenças e semelhanças em uma sociedade, suas permanecias ou continuidade como os valores que construímos em nossa vivência em comunidade, em sociedade.
Nas séries iniciais tem-se uma preocupação maior com o entendimento do significado do conceito de identidade, propondo-se a uma análise sobre o papel de algum personagem histórico e seu momento histórico e ao mesmo tempo propondo reflexões sobre qual seria as atitudes dos indivíduos em nossa sociedade atual. E assim vamos aprendendo que a partir de nossas atitude diante de nossas vivências temos limites e possibilidades de atuação no mundo do qual estamos inseridos.

Fonte:
https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2016/10/historia-e-suas-trajetorias.html
https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2016/10/quando-trabalhamos-conceitos-referentes.html  

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Diversificar


Na fase do ensino fundamental I, temos como grande ajuda para narrar ou descrever um fato os desenhos, estes podem ser produzidos pelos alunos, pelo professor ou até mesmo pesquisados nas diversas formas como livros, internet ... não só os desenhos mas temos que procurar utilizar outras formas de linguagem como pequenos textos, tabelas, listas, materiais que se prestem para diversificar o tema ao qual o professor pretende trabalhar com uma turma.
E a partir das comparações de ambientes diferentes vistos nas paisagens em que o aluno vivencia e na comparação com outras de regiões diferentes, que o professor procura orientar o aluno a coletar informações para identificar a diversidade no meio ambiente e assim vai construindo o seu repertório de conceitos referente a cada ciência.

Fonte:
Como as ideias surgem. Disponível em: <https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/02/como-as-ideias-surgem.html> Acesso em 17 jan. 2019  

Trajetórias. Disponível em: <https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/02/trajetorias.html> Acesso em 17 jan. 2019. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Planejar


A escola é vista como um espaço privilegiado onde desenvolve-se a leitura e a escrita, sendo que em muitos casos é a partir desta que o aluno irá ter acesso ao ler e ao escrever. Entretanto temos que ter em conta que a trajetória deste educando nem sempre será bem traçada podendo apresentar alguns percalços, mas cabe a este profissional da educação, independente de qual história tem este aluno, de proporcionar aprendizagens que possibilite ao seu desenvolvimento intelectual a compreender sua posição como cidadão e como individuo participante de uma sociedade.  Em nossa sociedade em que há uma influência crescente da tecnologia no seu dia-a-dia, se faz necessário que se desenvolva um indivíduo reflexivo referente as informações aos quais é bombardeado constantemente e assim termos capacidade real de avaliar como devemos interferir em nosso meio a fim de chegarmos a uma consenso de como iremos utilizar nossos recursos.

Fonte:
Aprendizagem. Disponível em: <https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/03/projetos-de-aprendizagem.html> Acesso em 17 jan. 2019
Ser Docente. Disponível em: <https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/03/ser-docente.html> Acesso em 17 jan. 2019.
Como as ideias surgem. Disponível em: <https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/02/como-as-ideias-surgem.html> Acesso em 17 jan. 2019  
Trajetórias. Disponível em: <https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/02/trajetorias.html> Acesso em 17 jan. 2019.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

RACIOCÍNIO



Ao longo do estágio pude constatar que normalmente os alunos adoram e gostam de realizar as operações básicas, entretanto a compreensão das quatro operações fundamentais é um trabalho que se torna constante. Para que ocorra a compreensão do conhecimento lógico-matemático é necessário que alguns fatores estejam presentes para que os alunos possam construir seus esquemas cognitivos e ocorra a apropriação do conhecimento, tais como a interação social, a linguagem e a simbolismo do conhecimento. Para a formação dos conhecimentos matemáticos é necessário que ocorram experiências/aprendizagens que promovam desafios constantes a fim de que se possa interligar o conteúdo ao cotidiano.
Ao trazer problemas, situações e operações relacionados ao pensamento matemático devemos ter em conta que este processo poderá levará meses ou até anos para que o aluno desenvolva aprendizagens matemáticas. Sendo assim cabe a nós professores, promover experiencias matemáticas ao longo de sua vida escolar e nas diversas disciplinas tanto individuais como interligadas motivadoras a fim de incentivar o seu desenvolvimento em uma aprendizagem significativa. E no anos iniciais podemos influir que o ensino as noções da lógica-matemática está inserida na alfabetização dentro de todo um contexto, como podemos ver no texto de Lourenço (2012) estudado na interdisciplina no eixo 4 na interdisciplina “Representação do Mundo pela Matemática”, em que coloca que a “alfabetização matemática pode acontecer junto com o processo de leitura e escrita, uma vez que ser alfabetizado em Matemática significa “compreender o que se lê e escrever o que se compreende”.”

Fonte:
Competência Matemática Disponível em:<https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2016/11/competencia-matematica.htmlAcesso em 25 dez 2018
Multiplicação Disponível em: <https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2017/02/multiplicacao.html> Acesso em 25 dez. 2018.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

O que nos impede de sermos criativos?


O que nos impede de sermos criativos são os medos de sermos diferentes da grande maioria dos indivíduos em sermos capaz de caminharmos por nossos próprios passos e ainda assim assumirmos nossos erros e incertezas. Para sermos criativos temos a vontade de que nosso mundo seja diferente e melhor, neste intuito desenvolvemos habilidades para ousar mais e assim superarmos os desafios que encontramos pela frente.
Um individuo quando se empenha a superar um determinado estigma tem em sua trajetória muita energia a ser ultrapassada e isto muitas vezes transcorre dentro de em um meio que constantemente lhe impõem medo em não ser aceito por suas ideias e ações trazendo assim uma insegurança nos passos que se deve direcionar suas energias. Conforme Asthon (2016) nos esclarece
“A parte desafiadora é que não existe momento de criação mágico. Os criadores passam quase todo o tempo perseverando, apesar da dúvida, do fracasso, do ridículo e da rejeição, até conseguirem realizar algo novo e útil. Não existem truques, atalhos ou esquemas para se tornar criativo de uma hora para outra. O processo é comum, ainda que o resultado não seja. Criar não é magia; é trabalho.”

Não existe um momento exato em que nosso ato será criativo, mas sim que o trabalho durante sua construção será árduo e perseverante, só assim desenvolveremos aptidões que serão primordiais para compreendermos o contexto tanto do todo como das partes em que se encerram em nosso ato criativo. 
Esse medo de sair da sua zona de conforto, eu vejo constantemente nos alunos com que trabalho, mas sim uma resistência a fazer parte de uma visibilidade onde suas ações estarão em uma posição de serem julgadas e cobradas. Em que todo o esforço muitas vezes não será visto, mas ao primeiro erro terá um julgamento. Mas para sairmos de nossa zona de conforto necessitamos de algo imprescindível, que é
“Pensar é encontrar um modo de chegar a um objetivo que não pode ser alcançado por meio de uma ação óbvia. Queremos realizar alguma coisa, mas não sabemos como; assim, antes de agir precisamos pensar.” (Kevin Asthon)
  
Na história da sociedade, muitos se propuseram a que todo conhecimento fosse homogêneo entretanto hoje já temos o entendimento que por mais que sejamos todos iguais, aprendemos e compreendemos as informações de formas diferentes, nossas ações em resolver uma determinada questão do cotidiano também não são iguais mas continuamos a impor um contingente de informações para que todos ajam da mesma forma e assim possamos ser moldados mais facilmente a um mesmo padrão.  
Todos nós somos criativos, nossos cérebros estão constantemente gerando pensamentos aleatórios que surgem em nossos devaneios, isto não significa que todos serão ideias de valor mas apenas que haverá uma certa intensão nela.

Fonte;
JOHNSON, Steven. De onde vêm as boas ideias. Rio de Janeiro: Zahar, 2011