sexta-feira, 14 de julho de 2017

DEMOCRACIA

Na Gestão Patrimonialista temos o gestor como o detentor do poder e suas decisões são pelo seu interesse pessoal, já na Gestão Democrática tem-se como objetivo o interesse da sociedade em geral e o Estado como o detentor do poder, e para as instituições escolares que apresentam uma Gestão Democrática temos a participação da comunidade escolar nas decisões administrativa da instituição de uma forma que seja para o interessa da comunidade.
Em uma gestão democrática temos uma dinâmica constante, em que a participação coletiva de todos os segmentos da escola é imprescindíveis, tanto na participação como nas decisões respeitando as peculiaridades de cada instituição.
- Elaboração do projeto político pedagógico
- Participação nos conselhos escolares
 - Na escolha do dirigente
- Na definição da aplicação dos recursos recebidos pela escola


Temos que ver que a formação de nosso estado brasileiro na sua origem tem uma relação com a ordem oligárquica-patrimonial-burocrática, e assim vem por influenciar todo o aparato das instituições públicas, e se encontra intrínseca em todas as esferas políticas e organizativas da federação.
E a convivência entre os sujeitos pode ser de uma forma autoritária, que aí temos autoritarismo, ou pode ser de uma forma democrática. 
A Democracia então é muito mais do que simplesmente ter eleições, muito mais do que simplesmente a voz do povo, é tudo isso, mas também pode ser em essência como fundamento de princípio. 
A educação só se faz se ela for Democrática, a criança só aprende se ela quiser, primeira coisa que devemos fazer é propiciar condições para que ela queira, senão ela não irá querer aprender. Propiciar condições para que a criança queira é uma ação dialógica, democrata por isso arriscada, você não tem certeza que ela irá querer, você tem que correr o risco de ela não querer. 
  

quinta-feira, 13 de julho de 2017

LDB

Leis que regulamentam a educação no Brasil existem desde de 1824, entretanto como o nome LDB surgiu a partir da década de 60. A educação foi colocada como um fator de ligação e de integração para extensão de seu território, mas também é quando se identificou uma disparidade, é aí que se reconhece uma diferenciação entre a elite e os “outros”. A educação sempre esteve vinculada a políticas econômicas determinadas por interesses políticos, devemos ter em conta que a educação nunca foi um campo neutro, pois no momento que o cidadão percebe a diferença entre os padrões de vida e os direitos que os cercam tendem a exigir um avanço nas igualdades sociais e uma maior participação nas decisões nos espaços em que vivenciam.



ENSINO DA GEOGRAFIA

Sobre o ensino de Geografia, bem como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), referem-se que o objetivo da geografia escolar é formar cidadãos para pensar o espaço geográfico e nele atuar de modo que desenvolva a sua cidadania. 
O ensino da disciplina de Geografia deve contemplar conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, sendo estes: 
- Os conteúdos conceituais visam a desenvolver as competências relacionadas com os símbolos, expressões, idéias, imagens, representações e nexos, com os quais o aluno deve aprender e ressignificar o real. No qual se materializam através de reflexões de conteúdos que proporcionem situações problematizadoras, desafiadoras ao educando e na elaboração do conceito permita vivenciar o conhecimento, elaborando generalizações e busque ressignificá-lo. 
A dimensão procedimental envolve o processo ensino-aprendizagem, onde devemos articular a construção lógica do conceito, com a metodologia relacionando-se com uma área específica de conhecimento. Os conteúdos procedimentais expressam um saber fazer que envolve tomar decisões e realizar uma série de ações, de forma ordenada e não aleatória, para atingir uma meta. Os mesmos sempre estão presentes num projeto de ensino, pois uma pesquisa, um experimento, uma síntese, um festival, uma oficina, são ações presentes em sala de aula.
- A dimensão atitudinal são as ações do cotidiano escolar em que envolvendo valores, atitudes, normas, posturas que influem nas relações e interações entre professor/aluno, aluno/aluno de uma forma responsável. 




NOVA CLASSE SOCIAL


Precariado, quando escutei este termo no vídeo de Zygmunt Bauman me chamou muito atenção, como assim surgiu uma nova classe social?
Pelas pesquisas relacionadas ao termo, identifiquei que é uma camada da sociedade, constituída de jovens-adultos com escolarização e sem inserção nas relações de trabalho e vida social, ou seja, como muitos estudiosos já mencionaram em vários estudos sobre o mercado de trabalho, o grande contingente de reserva de mão de obra num mundo da globalização.
Devemos ter em mente em que a sociedade é composta por vários sistemas (político, cultural, econômico, jurídico, e educacional) e que se articulam entre si e que se influenciam e são influênciados e temos que ter a certeza com a inserção destes novos jovens com acesso a informação já estão contribuindo para essas novas demandas no sistema educacional, para esta ordem devemos estar atentos como nos apontou o texto lido na interdisciplina, "Organização da educação escolar no Brasil na perspectiva da gestão democrática: sistemas de ensino, órgãos deliberativos e executivos, regime de colaboração, programas, projetos e ações" para as três condições básicas para que haja um sistema de ensino equilibrado:

a) conhecimento dos problemas educacionais de uma dada situação histórico-geográfica
b) conhecimento das estruturas da realidade social, política, cultural, religiosa etc. e
c) uma teoria da educação para dar significado humano à tarefa de integrar os problemas e o conhecimento, indicando os objetivos e os meios para uma atividade coletiva intencional

Fonte:
DOURADO, Luiz Fernandes; OLIVEIRA, João Ferreira de; MORAIS, Karine Nunes de; Organização da educação escolar no Brasil na perspectiva da gestão democrática: sistemas de ensino, órgãos deliberativos e executivos, regime de colaboração, programas, projetos e ações. Brasília, DF: INEP, 2007. Disponível em: http://escoladegestores.mec.gov.br/site/4-sala_politica_gestao_escolar/pdf/texto2_2.pdf acessado em 18/06/2017.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

HEMISFÉRIOS CEREBRAIS




Hemisfério Esquerdo
Hemisfério Direito
a) Verbal. Codificação e decodificação da fala, Matemática, notação musical.
a) Não-verbal, visão-espacial, musical
b) sequencial, temporal, digital.
b) simultâneo, espacial, relacionamentos, construtivo, busca regras.
c) lógico, analítico.
c) gestáltico, sintético, relacionamentos, construtivo, busca regras.
d) racional, interessado em partes componentes; detecta características.
d) intuitivo. Interessado em conjuntos e gestalts, integra partes componentes e as organiza em um todo.
e) Pensamento Ocidental.
e) Pensamento Oriental.

"Mediante um processo complexo em que intervém uma grande quantidade de neurônios, o cérebro gera os pensamentos. Quando se aprende algo, cria-se uma rede de neurônios que é reforçada pela repetição dessa informação ou experiência. Quando há uma experiência diferente, mas relacionada com a rede original, o cérebro automaticamente "reformula" o arquivo para levar em conta a nova entrada."

Fonte: 
PEÑA, Antonio Ontoria; GÓMEZ, Juan Pedro R.. Potencializar a capacidade de aprender e pensar: o que mudar para aprender e como aprender para mudar. São Paulo: Madras, 2004. 211 p. Tradução de Fulvio Lulsisco.

PENSAR / ACREDITAR

A nossa capacidade de aprender está relacionada à nossas crenças, ou seja, com o pensamento/opiniões que temos sobre o mundo, sobre os “outros” ou até mesmo sobre nós mesmos. E a crença de que temos a capacidade de aprender está intimamente relacionada na crença de que podemos alcançar nossos objetivos, no momento que acreditamos em nosso potencial damos suporte para que nossas crenças se tornem realidade. 
Então as crenças podem se desenvolver a partir de duas fontes a interna em que é aquela que identificamos/sentimos em que se torna imaginada/inspiradora quando acreditamos em nosso potencial. E podemos apontar uma outra fonte que é a externa, e que tem uma grande aplicação na sala de aula, que é a forma como a outra pessoa projeta sua visão sobre nós. Como quando o professor tem em seu imaginário que os alunos apresentam capacidade para desenvolver determinadas atividades, todas as suas ações serão determinadas para que todos realizem positivamente e mesmo aqueles alunos que não conseguem atingir prontamente todos os objetivos, o professor com certeza encontrará uma justificativa para a sua dificuldade como o contexto social, as preocupações da idade. 
Mesmo assim este professor empreenderá outras ações que promovam incentivo e metodologias diferenciadas para que estes alunos desenvolvam as habilidades para ultrapassar os desafios propostos, pois estará vivenciando esta realidade imaginada acreditando em suas capacidades.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

ROMPER OS "MUROS"

Um fator que veio a promover mudanças em nossa sociedade, não só em nossas relações mas também em nossa cultura e economia, é a tecnologia. Passamos de uma era industrial onde tínhamos uma mecanização da produção para uma era informacional em que os avanços tecnológicos estão promovendo mudanças em todas áreas de nossa sociedade a ponto de influir até mesmo na forma de pensarmos e nos relacionarmos com o conhecimento. 
Podemos ver essa transição na educação, no final do século XVIII, tínhamos um professor por aluno, e sua aprendizagem era individualizada e somente para uma parcela da sociedade que apresentava um poder aquisitivo considerável. Não podemos esquecer que neste momento histórico nossa economia era principalmente agrária.
Quando entramos na era da industrialização, houve a necessidade de que surgisse determinados locais de instrução para suprir a demanda que ocorria naquele momento, nestes locais encontraríamos um professor que este individuo significava o detentor do saber e deveria atender vários alunos, neste momento da história o perfil que se apresentavam era a de serem todos meninos e brancos. Já começa neste momento a inserção do controle do tempo e uma característica na aprendizagem, em que todos deveriam aprender da mesma forma e o mesmo conhecimento perfilando assim uma homogeneidade no saber. 

Em um terceiro momento temos a democratização e a universalização da escola, em que temos um número maior de alunos e principalmente que estes professores tendo que dar conta das diferenças das mais diversas como sociais, econômicas, psíquicas, físicas, culturais, religiosas, raciais, ideológicas e de gênero. E ainda não podemos esquecer que estas crianças até pouco tempo atrás não estavam habituadas a este universo do conhecimento e muito menos algum de seus familiares.
   



Já o momento em que nos encontramos atualmente, com a inserção das novas tecnologias, as modificações já começam a transformar a mentalidade da sociedade. Não podemos esquecer que a quantidade de informação que existe hoje é tão abundante, o acesso a essas informações se tornou muito mais dinâmico, com o avanço destas tecnologias cada vez mais dinâmico vem por influenciar novamente nossas formas de trabalho, nossas relações pessoais e até mesmo em nossa qualidade de vida. 
É imprescindível que estejamos atentos com essas mudanças, pois como qualquer profissional, o educador necessita renovar seu saber pedagógico trazendo para a sala de aula novas técnicas e metodologias, não significa que com isso devemos destruirmos o conhecimento já existente mas sim que estejamos abertos a complementarmos com outras dimensões e saberes.