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domingo, 16 de julho de 2017

QUE ESCOLA QUEREMOS?

Devemos repensar a educação que queremos e qual cidadão que iremos forma. Estamos em uma educação em que a sua lógica está intrinsecamente ligada a lógica industrial, investem em sistemas e economiza-se em mão de obra. Nossa educação não pode ser vista como apenas um treinamento, desvinculada das relações humanas e da individualidade dos alunos e das capacidades dos professores. 
Qualidade na educação não significa que os alunos deveriam ter aprendido tudo que está no currículo, mas sim devemos incorporar o conceito de igualdade em que todos aprendem e todos tem direito de aprender. 
Nossa sala de aula é uma fração da sociedade em que vivenciamos e é pensando nisso que quando realizo meus planejamentos sempre penso que aluno tenho, qual sua realidade, como posso aproximar o conteúdo a ser trabalhado naquela aula para a realidade dele, não posso falar uma linguagem totalmente fora de seu nível, quais as relações que tenho com eles. Não sei se minhas aulas são as melhores, mas procuro me empenhar o máximo e entender como é meu aluno, fazer com que nossa relação seja a mais harmoniosa possível. Com todas as dificuldades que muitos deles enfrentam ainda muito cedo, quando os vejo todos empenhados em uma atividade que proponho me realizo no esforço de cada um dentro de suas possibilidades.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

NOVA CLASSE SOCIAL


Precariado, quando escutei este termo no vídeo de Zygmunt Bauman me chamou muito atenção, como assim surgiu uma nova classe social?
Pelas pesquisas relacionadas ao termo, identifiquei que é uma camada da sociedade, constituída de jovens-adultos com escolarização e sem inserção nas relações de trabalho e vida social, ou seja, como muitos estudiosos já mencionaram em vários estudos sobre o mercado de trabalho, o grande contingente de reserva de mão de obra num mundo da globalização.
Devemos ter em mente em que a sociedade é composta por vários sistemas (político, cultural, econômico, jurídico, e educacional) e que se articulam entre si e que se influenciam e são influênciados e temos que ter a certeza com a inserção destes novos jovens com acesso a informação já estão contribuindo para essas novas demandas no sistema educacional, para esta ordem devemos estar atentos como nos apontou o texto lido na interdisciplina, "Organização da educação escolar no Brasil na perspectiva da gestão democrática: sistemas de ensino, órgãos deliberativos e executivos, regime de colaboração, programas, projetos e ações" para as três condições básicas para que haja um sistema de ensino equilibrado:

a) conhecimento dos problemas educacionais de uma dada situação histórico-geográfica
b) conhecimento das estruturas da realidade social, política, cultural, religiosa etc. e
c) uma teoria da educação para dar significado humano à tarefa de integrar os problemas e o conhecimento, indicando os objetivos e os meios para uma atividade coletiva intencional

Fonte:
DOURADO, Luiz Fernandes; OLIVEIRA, João Ferreira de; MORAIS, Karine Nunes de; Organização da educação escolar no Brasil na perspectiva da gestão democrática: sistemas de ensino, órgãos deliberativos e executivos, regime de colaboração, programas, projetos e ações. Brasília, DF: INEP, 2007. Disponível em: http://escoladegestores.mec.gov.br/site/4-sala_politica_gestao_escolar/pdf/texto2_2.pdf acessado em 18/06/2017.