domingo, 29 de maio de 2016

Resposta à Tutora



        Sim, Betynha. 
       O observar contribui e muito em nossa prática pedagógica, pois sem conhecermos nossos alunos não teremos condições de saber em que ponto teremos que interferir em suas aprendizagens e quais as atitudes diferenciadas que devemos realizar. 
       Como realizo em minha prática, em todas as aulas, claro que muito me escapa pois são muitos alunos e a demanda muito grande lidando com 2 turmas de 9 ano e 5 turmas de 1ª ano de ensino médio, se torna bem cansativo. Mas não impossível várias interferências e mudanças nos meus planos de aula são realizados, novas estratégias são imprescindíveis para que ocorra uma aprendizagem eficaz. 
      Procuro primeiramente observar os alunos que são mais ativos e os mais tímidos, e tentar me aproximar e entende-los, para resolver quais as táticas mais eficazes, se incentivar a uma pesquisa, se uma explicação mais individual, se trabalhos em grupos, apresentações sobre algum tema individual para mim ou para a turma mas todas as interferências com o máximo de cuidado procurando ajuda-los a ultrapassar os desafios que são os limites que eles acham ter. 
        Para mim todos tem capacidade e a grande aprendizagem que a escola pode ensinar é se supere, não diga que não pode mas que vai tentar, pode demorar mais tente, busque seus sonhos. 
        E Betynha estar aqui escrevendo para você é minha forma de superar meus limites pois é um trabalho árduo, muitas leituras, muitas táticas e técnicas de aprendizagem foram empregadas para chegar até aqui neste estágio, mas estou superando a cada dia mais desafios e ultrapassando meus limites e é assim com esse exemplo que quero levar aos meus alunos que se eu consigo eles também podem.  
        
         

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Teoria do Brincar - Parte 1



        Muitos dos estudos foram realizados sobre o brincar e a sua influência no desenvolvimento infantil e por que a criança se motiva com esta atividade. Dentre essa gama de profissionais temos várias áreas tas como filósofos, biólogos, historiadores, psicólogos, psicopedagogos e muitos outros. 
       Um deles foi Lev Vygotsky, esse psicólogo procurou compreender o desenvolvimento dos processos psicológicos ao longo do desenvolvimento da criança e que esta necessita do outro para desenvolver-se, então o ser humano se constitui como um ser social. Todo educador deve ser um mediador e estar constantemente ampliando o repertório cultural, como propondo situações que façam está criança desenvolver solução para as dificuldades. Para Vygotsky também o desenvolvimento em que a criança se encontra é importante, pois tem relação com as motivações que ela as tem, já que na faixa pré-escolar apresenta sentimentos e emergências diferentes do que na adolescência.


Já para Donnnald Winnicott, acrescenta que o meio a qual está criança vive influência no seu desenvolvimento interno e na sua imaginação, conforme as experiências as quais ela vive, vai se criando zonas intermediárias e assim ela vai suprindo com objetos que se encontram em seu entorno com isso tende a aliviar suas angustias e faz com que controle seus sentimentos. 

Textos:
CARVALHO, Alysson [el at.] org. Brincar(es) Beo Horizonte: Ed. UFMG: Pró-reitoria de Extensão/UFMG, 2005. Texto Concepções do brincar na psicologia.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Brincar é importante? Por quê?

Brincar é a forma de comunicação pelo qual a criança reproduz o seu cotidiano, é a partir destas atividades que as aprendizagens como a criatividade, a reflexão, autonomia se estabelecem na infância. O ato de brincar faz com que se criem regras que serão seguidas pelo grupo a qual se está inserida e assim contribui para que o indivíduo no futuro se integre na sociedade auxiliando-o a compreender que existem pontos de vista diferentes de fazer-se entender e de demonstrar sua opinião em relação aos outros. Sendo as brincadeiras uma das formas mais complexas em que as crianças se comunicam com o mundo, já que é a partir dele que o conhecimento é criado e resguardado para a posteridade. Podemos exemplificar o brincar com o arco e a flecha, essa atividade em uma determinada época significava uma forma de se proteger e de conseguir o alimento através da caça e da pesca, no entanto hoje tem-se como uma simbologia que representa uma época e algumas culturas já que as técnicas vieram por transformar o significado desta atividade em nosso tempo.





Fonte: LEAL, Telma Ferraz (Org.). Jogos de Alfabetização: Manual Didático. Ed. Universitária: UFPE, 2009.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Literatura

         
    A literatura só constrói significados quando o leitor compreende o texto e o relaciona com o mundo a sua volta, mas para isso esta deve ser agradável e que motive a imaginação. Em nosso cotidiano somos levados à leitura por diversas situações como de necessidade, obrigação, divertimento ou até o de passar o tempo. Mesmo assim quando construímos o hábito da leitura ampliamos o nosso imaginário e conseguimos refletir sobre diferentes situações como as que envolvem valores, sentimentos e comportamentos. Sendo esses conhecimentos assimilados que nos auxiliam no desenvolvimento intelectual, ético e estético como individuo. 




sexta-feira, 22 de abril de 2016

Ser Observador

Uma das técnicas para coleta de dados é a Observação, onde utilizamos nossos sentidos, normalmente esta estratégia de pesquisa de campo é utilizada nos estudos das Ciências da Antropologia e Sociologia. Todo pesquisador que se vale desta técnica deve desenvolver algumas habilidade como ser independente, autodisciplinado, persistente, capacidade de guardar informações, inspirar confiança, ser idôneo e paciencioso.
Mas para sermos um bom observador precisamos anteriormente ter um conhecimento teórico sobre os temas a qual está observando a fim que se possam identificar os aspectos que seja mais relevante e agreguem informações importantes durante a pesquisa, para chegamos a esse ponto todas as etapas devem ter um planejamento cuidadoso e rigoroso.
Além das etapas de trabalho anteriormente descritas para se desenvolver uma pesquisa não pode esquecer-se de fazer anotações constantes procurando separar os detalhes mais relevantes. A delimitação do objeto de estudo é importantíssima para que se tenha bem definido o foco da investigação a ser feita durante o desenvolvimento e que não se tenha sobressaltos.
  Outra questão que se torna importante na observação é o quanto quem está fazendo está trabalho pode interferir nas ações a qual se está sendo analisada e o seu papel no contexto. Conforme Buford Junker, citado em Lüdke (1986), ocorre quatro variações:
- O “Participante Total” o observador não revela sua verdadeira identidade nem o propósito de suas ações e se torna um participante dentro de um grupo.
- O “Participante como observador” nesta situação não oculta suas intenções mas revela parte de suas ações.
- O “Observador como participante”, as intenções são reveladas, muitas vezes há possibilidade de acessar várias informações sobre o projeto pesquisado mas deve-se estar preparado que o grupo boicote a divulgação ao público.

- O “Observador Total” mesmo estando presente o observador não estabelece relações interpessoais com o grupo pesquisado, ou seja, não é notado ou visto.


Referências Bibliográficas:

LÜDKE, M. ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo (SP): EPU; 1986.
MARCONI, Marina de Andrade & LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa: planejamento e execução de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 2006

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A Escola dos meus Sonhos

Frei Betto

Na escola dos meus sonhos, os alunos aprendem a cozinhar, costurar, consertar eletrodomésticos, a fazer pequenos reparos de eletricidade e de instalações hidráulicas, a conhecer mecânica de automóvel e de geladeira e algo de construção civil. Trabalham em horta, marcenaria e oficinas de escultura, desenho, pintura e música. Cantam no coro e tocam na orquestra. Uma semana ao ano integram-se, na cidade, ao trabalho de lixeiros, enfermeiras, carteiros, guardas de trânsito, policiais, repórteres, feirantes e cozinheiros profissionais. Assim aprendem como a cidade se articula por baixo, mergulhando em suas conexões que, à superfície, nos asseguram limpeza urbana, socorro de saúde, segurança, informação e alimentação.
Não há temas tabus. Todas as situações-limite da vida são tratadas com abertura e profundidade: dor, perda, falência, parto, morte, enfermidade, sexualidade e espiritualidade. Ali os alunos aprendem o texto dentro do contexto: a Matemática busca exemplos na corrupção dos precatórios e nos leilões das privatizações; o Português, na fala dos apresentadores de TV e nos textos de jornais; a Geografia, nos suplementos de turismo e nos conflitos internacionais; a Física, nas corridas de Fórmula-1 e nas pesquisas do supertelescópio Huble; a Química, na qualidade dos cosméticos e na culinária; a História, na violência de policiais contra cidadãos, para mostrar os antecedentes na relação colonizadores - índios, senhores - escravos, Exército - Canudos, etc.
Na escola dos meus sonhos, a interdisciplinaridade permite que os professores de Biologia e de Educação Física se complementem; a multidisciplinaridade faz com que a História do livro seja estudada a partir da análise de textos bíblicos; a transdisciplinaridade introduz aulas de meditação e dança e associa a história da arte à história das ideologias e das expressões litúrgicas. Se a escola for laica, o ensino religioso é plural: o rabino fala do judaísmo, o pai-de-santo, do candomblé; o padre, do catolicismo; o médium, do espiritismo; o pastor, do protestantismo; o guru, do budismo, etc. Se for católica, há periódicos retiros espirituais e adequação do currículo ao calendário litúrgico da Igreja. Na escola dos meus sonhos, os professores são obrigados a fazer periódicos treinamentos e cursos de capacitação e só são admitidos se, além da competência, comungam os princípios fundamentais da proposta pedagógica e didática. Porque é uma escola com ideologia, visão de mundo e perfil definido do que sejam democracia e cidadania. Essa escola não forma consumidores, mas cidadãos.
Ela não briga com a TV, mas leva-a para a sala de aula: são exibidos vídeos de anúncios e programas e, em seguida, analisados criticamente. A publicidade do iogurte é debatida; o produto adquirido; sua química, analisada e comparada com a fórmula declarada pelo fabricante; as incompatibilidades denunciadas, bem como os fatores porventura nocivos à saúde. O programa de auditório de domingo é destrinchado: a proposta de vida subjacente, a visão de felicidade, a relação animador-platéia, os tabus e preconceitos reforçados, etc. Em suma, não se fecham os olhos à realidade, muda-se a ótica de encará-la. Há uma integração entre escola, família e sociedade. A Política, com P maiúsculo, é disciplina obrigatória. As eleições para o grêmio ou diretório estudantil são levadas a sério e, um mês por ano, setores não vitais da instituição são administrados pelos próprios alunos. Os políticos e candidatos são convidados para debates e seus discursos analisados e comparados às suas práticas.
Não há provas baseadas no prodígio da memória nem na sorte da múltipla escolha. Como fazia meu velho mestre Geraldo França de Lima, professor de História (hoje romancista e membro da Academia Brasileira de Letras), no dia da prova sobre a Independência do Brasil, os alunos traziam para a classe a bibliografia pertinente e, dadas as questões, consultavam os textos, aprendendo a pesquisar. Não há coincidência entre o calendário gregoriano e o curricular. João pode cursar a 5ª série em seis meses ou em seis anos, dependendo de sua disponibilidade, aptidão e seus recursos. É mais importante educar do que instruir; formar pessoas que profissionais; ensinar a mudar o mundo que ascender à elite. Dentro de uma concepção holística, ali a ecologia vai do meio ambiente aos cuidados com nossa unidade corpo-espírito e o enfoque curricular estabelece conexões com o noticiário da mídia.
Na escola dos meus sonhos, os professores são bem pagos e não precisam pular de colégio em colégio para se poderem manter. Pois é a escola de uma sociedade em que educação não é privilégio, mas direito universal, e o acesso a ela, dever obrigatório.

domingo, 27 de março de 2016

"Que conteúdo(s) postar? como argumentar?"


A escrita foi um dos maiores inventos que a humanidade pode produzir, pois é a partir desta combinação de símbolos que podemos expressar nossas descobertas e com a inserção da tecnologia em nosso mundo atual conseguimos difundir nossos saberes para um número maior de leitores. Entretanto para que nossas reflexões possam se sustentar devemos apresentar provas verdadeiras e consistentes em nossas argumentações.
Como o escritor Weston (2009) descreve devemos ter sempre em pensamento “O que queremos provar?”, ou seja, “Quais as provas que podemos oferecer para nossas conclusões?”. Este é um trabalho um tanto árduo, pois para defendermos nossas conclusões antes de tudo nossa pesquisa deverá ter um caráter “diplomático” já que devemos reconhecer os lados positivos e negativos do que estamos refletindo, mesmo não concordando com um dos pontos em questão.
Nossos argumentos devem ser sempre concretos, não podemos colocar questões que sejam ambíguas, se for difícil defendermos um ponto de vista então devemos começar novamente nossa pesquisa, pois nossas conclusões não serão concretas e precisas e será difícil convencer alguém sobre nossos resultados. Nosso conhecimento ou argumento para uma reflexão deve-se apresentar de uma forma linear, ou seja, em uma construção crescente apresentando seu desenvolvimento de pensamento a fim de demonstrar como chegamos aos insights.