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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Inclusão Social

“A pobreza é uma das realidades mais persistente na história da humanidade.”
Miguel G. Arroyo

A pobreza no Brasil abrange uma dimensão ampla, pois ela decorre em grande parte pela profunda desigualdade de renda em que podemos visualizar ao longo de nossa formação sócio-histórica e econômica. Onde que a acumulação de capital foi baseada na exploração da população, já que inicialmente foram pelos grandes latifundiários no meio rural e posteriormente pela especulação imobiliária nos meios urbanos.

Fazendo com que uma parcela da população se integre em um processo de exclusão dentro de nossa sociedade e neste contexto podemos incluir os negros, os indígenas, as mulheres, os deficientes físicos, os homossexuais, os favelados, os catadores de lixo, os indigentes e etc. Com este processo de exclusão podemos identificar desde a expulsão do mercado de trabalho por um longo período de tempo, do jovem de periferia que não consegue boas colocações de trabalho e até mesmo aqueles que não tem como apresentar um local de moradia fixa.
Desde a década de 80, se vê algumas politicas com alguns programas sociais direcionados à população muito empobrecida, entretanto são políticas descontinuas e insuficiente, pois a cada governo que se institui são modificadas ou extintas. Podemos observar que essas políticas se encontram em sua totalidade mais no caráter de assistencialismo do que propriamente de enfrentamento à pobreza.
É dentro deste contexto de vulnerabilidade que encontramos uma parcela dos alunos em escolas públicas, é na ausência de oportunidades e de escolhas que muitos entram no processo de marginalização, mas devemos ter um outro olhar para com o aluno ter uma visão mais realista das suas verdadeiras necessidades e assim a partir deste olhar diferenciado poder desenvolver nossas práticas pedagógicas.

Fonte:
ARRAYO, Miguel G. Curso de Especialização Educação, Pobreza e Desigualdade Social. Ministério da Educação (MEC). Brasília, 2014. Disponível em: <http://catalogo.egpbf.mec.gov.br/>. Acesso em: 22 nov. 2017
SILVA, Maria Ozanira da Silva e. Pobreza, desigualdade e políticas públicas: caracterizando e problematizando a realidade brasileira. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 13, n. 2, p. 155-163, mar. 2011. ISSN 1982-0259. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/katalysis/article/view/S1414-49802010000200002>. Acesso em: 22 nov. 2017.

Outros Significativos

O relacionamento vertical se caracterizam por serem complementares tais como os dos pais, professores, irmão mais velho e que trazem segurança e proteção. Esse tipo de relacionamento cria modelos internos e básicos e desenvolvem habilidades sociais fundamentais.
Já os relacionamentos horizontais são os recíprocos e igualitários que envolvem companheiros da mesma idade que vem por influencias a cooperação, competição e a intimidade para isso exigem negociações interpessoais, discussão entre as partes para assim surgir a resolução dos conflitos. Com isso vamos construindo nossa competência relacionada as habilidades sociais, ou seja, a qualidade que cada individuo desenvolve em sua performance/atuação em usar os recursos que o meio oferece e assim chegarmos a um bom resultado.
Então podemos ver que o desenvolvimento da competência social é inseparável das relações interpessoais.  
Entretanto crianças que são rejeitadas apresentam uma maior dificuldade em desenvolver relações socioemocionais entre seus pares.
Não podemos negar que a escola apresenta um papel fundamental nestas relações pois é partir das experiências que se apresentam na sala de aula que as crianças podem ultrapassar seus limites, a partir das interferências que o professor estipula como na aprendizagem da socialização entre seus pares e assim permitindo com que desenvolvam novos conhecimento e comportamentos. E não podemos esquecer que em se tratando de alguns casos de crianças em situações de vulnerabilidade este espaço se torna o único para o desenvolvimento de sua capacidade em se adaptar a viver em sociedade.   
      
         E ao refletir sobre essas leituras e comparar com minha semana de final de ano, onde me deparo com abraços de despedida por parte deles, os alunos problema na escola, vou ser sincera me emocionei realmente por essas demonstrações de carinho. Saber que fez a diferença em suas vidas é o maior prêmio que eu recebo, pois a sala de aula não é feita apenas de desenvolvimento de conhecimento é feito também de trocas em que não é apenas o aluno aprendendo mas nós professores também. 


Fonte:
HÖHER CAMARGO, S. P.; BOSA, C. A. Competência social, inclusão escolar e autismo: revisão crítica da literatura. Psicologia & Sociedade, Florianópolis, v.21, n.1, p.65-74, 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/psoc/v21n1/08.pdf>. Acessado em 01 nov. 2017.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Inclusão

"Inclusão não significa apenas poder estar junto com os outros e não ser discriminado, mas também poder sentir-se aceito e conviver em um ambiente onde o ser humano seja tratado com respeito e dignidade."

                   Imagem relacionada
Fonte:
Corrêa, Maria Angela Monteiro. Educação especial v.1. Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2010.  Disponível em: <http://nead.uesc.br/arquivos/pedagogia/educacao-inclusiva/educacao-especial.pdf>. Acessado em: 15 out. 2017.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Saber pedagógico

Para Maria Mantessori, médica italiana, em sua obra ela chegou a concluir que todo o sucesso ao lidar com os mais diversos alunos seria que o educador em um primeiro momento deveria despertar o interesse de seu aluno, ter uma voz agradável e que encantasse ao falar. Ter cuidado com seus gestos de forma que conquistasse as crianças e que despertasse em si sua alma infantil, tudo isso para se ter um início para seu exito pedagógico, além de algumas outras regras básicas (Corrêa, 2010), como:   
"1. As crianças são diferentes dos adultos e necessitam ser tratadas de modo diferente.
2. A aprendizagem vem de dentro e é espontânea; a criança deve estar interessada numa atividade para se sentir motivada.
3. As crianças têm necessidade de ambiente infantil que possibilite brincar livremente, jogar e manusear materiais coloridos.
4. As crianças amam a ordem.
5. As crianças devem ter liberdade de escolha, por isso necessitam de material suficiente para que possam passar de uma atividade para a outra, conforme o índice de interesse e de atenção o exijam.
6. As crianças amam o silêncio.
7. As crianças preferem trabalhar a brincar.
8. As crianças amam a repetição.
9. As crianças têm senso de dignidade pessoal; assim não podemos esperar que façam exatamente o que mandamos.
10. As crianças utilizam o meio que as cercam para se aperfeiçoar,
enquanto os adultos usam a si mesmos para aperfeiçoar o meio."

                                     Resultado de imagem para criança pedagogia científica

Fonte:
CORRÊA, Maria Angela Monteiro. Educação especial v.1 Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2010. Disponível em http://nead.uesc.br/arquivos/pedagogia/educacao-inclusiva/educacao-especial.pdf acessado em 21/10/2017

A diferença

Nós devemos entender que a visão sobre deficiência é social e historicamente construída, em cada momento a deficiência foi vista de uma forma determinada. Entretanto o preconceito com o diferente sempre foi visto de uma forma preconceituosa como se o certo seria que todos fossem homogêneos.
Ao longo da história da humanidade, as pessoas com necessidades especiais foram vistos por diversos sentimento como o de extermínio, exploração, abandono, perseguição, proteção com o intuito de esconde-los, o cuidado como uma caridade cristã que marcaram conforme o período histórico, mas nunca longe do preconceito e da discriminação por sua característica de ser diferente.

                                  Resultado de imagem para deficiencia antiguidade