segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Alfabetização


Ao reler os texto da interdisciplina de alfabetização e ver as postagens anteriores, ainda penso que muito das dificuldades encontradas pelas crianças nas escolas públicas no quesito da leitura, escrita e interpretação é muitas vezes por elas não encontrarem um ambiente em que lhes proporcionem o contato com objetos que as levem a identificar as letras desde cedo ou até mesmo a falta de alguém que as motivem com leituras em voz alta.  Sendo que essas situações se apresentam na grande maioria por dificuldades de acesso em casa e neste caso fica ao cargo da escola lhes aproximar mais, sendo que o professor alfabetizador deverá prover, ao identificar alunos com dificuldades, os momentos de leitura e o contato com a escrita com mais intensidade e com linguagens diferenciadas. A aprendizagem da leitura/escrita é gradual em que cada salto cognitivo depende da assimilação e de uma reacomodação dos esquemas internos que a criança interpreta do ensino recebido.   
Alfabetizar não é uma tarefa de apenas um professor de um determinado nível, mas sim de todos os professores em todos os níveis escolares ao longo da educação básica, e cabe a cada profissional explorar os diferentes métodos de estudo para incentivar aos alunos a cada vez mais ultrapassar seus limites. Estas ações devem ser um projeto dentro da escola onde seus profissionais que devem trabalhar em equipe, compartilhando ideias, desenvolvendo projetos, reformulando ações procurando com isso influenciar transformações nas realidades de muitos de seus alunos para um futuro melhor.  



            https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2015/12/alfabetizar-alfabetizacao.html

https://jaquelineteixeiradarosa.blogspot.com/2015/08/a-pratica-i.html
Construção da escrita - Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Site Revista Nova Escola http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/alfabetizacao-video-profa-construcao-escrita-parte-3-545609.shtml acessado em 02/12/2015.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Escolarização


Em toda intervenção pedagógica temos um antes, durante e um depois, que podemos assim identificar como o planejamento, a aplicação e a avaliação dos processos docentes. E neste caso sem entendermos a realidade em que se encontra a comunidade escolar, a qual estamos inseridos, possivelmente não estaremos aptos a contribuirmos como profissionais da educação. 
É em nossa prática pedagógica, quando valorizamos o conhecimento do aluno e permitimos que este seja um protagonista de seu espaço, é quando identificamos as possíveis trocas entre educando/educador ou vice-versa, é nesta circulação de conhecimento que poderão surgir novas produções para que possam ocorrer mudanças nos espaços de vivências sempre no foco da qualidade de vida e da consciência de seu papel dentro da sociedade.
Para isso devemos estar em dialogo, nos comunicando, para aproximarmos o máximo nossa linguagem dentro de nosso tempo onde a tecnologia se tornou mais usual, em muitos níveis, e faz com que surja novos significados sobre os conceitos de espaço/tempo e sua relação com o meio circundante. 
Como seres humanos, somos seres sociais e históricos que estamos em constante renovação e é ao nos darmos conta desta nossa incompletude que faz nos mover a procurar constantemente mais, a procurar o entendimento das relações no mundo. Para tanto só aceitamos as rupturas do querer algo mais quando elas nos ensinam alguma coisa além, como o respeitar, o sermos diferentes e o entendermos que os outros também podem nos ensinar algo que não conhecemos e assim transporta-los para nossas ações cotidianas.
Para isso o educador atualmente deve estar disposto a aceitar-se também inacabado, sempre refletindo que na sua incompletude tem-se a esperança de se melhorar e que ao compreender o mundo, ele também interage na sua construção podendo assim transforma-lo.
O currículo também apresenta uma questão de poder, destacando entre as múltiplas possibilidades, uma identidade ou subjetividade como sendo ideal. Tendo a necessidade de se garantir o consenso, para se obter uma hegemonia. Cada um de nós apresenta um papel dentro da sociedade, entretanto todos nós somos influenciados pelos movimentos externos a nós como a cultura, as relações interpessoais, a histórica, o espaço vivencial. Nesta subjetividade é a forma como o eu se molda a partir das experiências externas, podemos exemplificar em uma sala de aula onde se apresenta uma diversidade onde todos recebem influências do professor que constantemente está a demonstra valores aos poucos esses alunos classificam e identificam para si reconfigurando o seu eu.
Ao pensar na comunidade a qual atuo encontramos uma diversidade de situações, a sala de aula é um microcosmos que representa nossa sociedade, na qual encontramos desde crianças de baixa renda em que procuram a escola como um local aonde encontrar uma alimentação ou por até mesmo morarem em moradias precária a escola se torna um local de oportunidades. Como também encontramos crianças com dificuldades de aprendizagem e alguns com problemas clínicos como autismo, hiperatividade, déficit de atenção, bipolaridade e esquizofrenia que necessitam de um olhar muito especial. Como também encontramos alunos que não apresentam nenhuma dificuldade em suas aprendizagem e tem a família constantemente presente na educação escolar de seus filhos. 
Devemos ver que nossas escolas atualmente necessitam de um olhar especifico para as demandas da realidade da comunidade e que possam garantir uma melhor qualidade de vida para nossas crianças.

Fonte:
FISCHER, Rosa Maria. Dispositivo pedagógico da mídia: formas de educar na (e pela) TV. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 151-162, jan./jun. 2002. Texto completo disponível em:

Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.


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     A sala de aula se perfaz em um campo de inúmeras possibilidades, onde temos o construir pedagógico do professor, das políticas públicas, na administração de uma instituição e das inúmeras situações diferentes que o educador cria e das que seus educandos proporcionam. 
      E pensando nisso, que hoje com a inserção da tecnologia em nosso dia a dia, temos inúmeras possibilidades para que a educação se torne uma das mais desafiadora, sendo que temos um repertório de possibilidades muito maior a nossa disposição para usar na construção de ações que proporcionem novos desafios e assim novas respostas possam surgir transformando em aprendizagens significativas. 
      Ao conviver com os alunos das séries iniciais, em que pude observar e participar de suas interações me fez refletir e questionar constantemente sobre minha prática pedagógica, foi neste pensar que me deparei com meus limites e insucessos, mas mesmo assim tentando pensar em outras formas de ação a fim de modificar meu saber pedagógico. 
         Entretanto esta mesma tecnologia trouxe uma sociedade mais consumista, individualista, em que as mídias estão constantemente nos bombardeando com apelos comerciais em todos os veículos possíveis fazendo com que ocorram influência em nossos valores e visões de mundo também. Mesmo com toda transformação que a tecnologia veem nos trazendo a escola ainda é um espaço de encontros, de convivência, de descobertas de si e dos outros, e de possibilidades pois muitos destes alunos buscam na escola um meio de serem vistos e ouvidos sendo em muitos casos o único espaço em que possam sair do anonimato e solicitarem um auxílio ou um a compreensão de seu papel dentro da sociedade.


sábado, 2 de fevereiro de 2019

Corpo/Mente


Nós como educadores do Século XXI, devemos estar atentos pois não podemos mais olhar nossos educandos com as visões do passado, mas sim pensa-los como sujeitos formados por várias dimensões além da cognitiva. Onde este sujeito apresenta um corpo, emoção, sentimento e cognição e que experiencia em sentir, pensar, correr e agir. E tudo isso se inicia no complexo sistema que são nossos corpos/mente e se propaga nas ações envolvidas com o meio. Para isso precisamos trazer para nossas aulas não a mera transmissão de conteúdo, mas que abarque o estudo, a pesquisa as críticas, os debates e que estes tragam a vivência do educando a fim de que ele possa refletir sobre si próprio e o seu papel como um indivíduo de uma sociedade.
E assim ao revisitar os vários textos de corporeidade, as reflexões realizadas na época e em conjunto com as experiências e trocas com os alunos de meu estágio curricular, novas compreensões fui adquirindo, e como salienta Paulo Freire (1996, p. 47), “Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou a sua construção.” Em que temos que pensar que ensinar não meramente transmissão de conhecimentos, mas que somos meros mediadores de ações em que se propõem aprendizagens, atitudes, e comportamentos perante o mundo. E que todo está construção é um processo em que vai se construindo no cotidiano do nosso saber pedagógico.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2014.