Conforme
as leituras realizadas constatei que, quando as crianças tem contato com diversos jogos ela
tem a possibilidade de ver várias realidades e assim transformando-as em novos
significados. São através das brincadeiras que as crianças procuram outras que
lhe proporcionem afinidades, desenvolvendo os contatos sociais e várias outras
habilidades. Uma dessas habilidades é a de descentrar, ou seja, quando a
criança começa a visualizar que existem outros pontos de vista, além do seu.
Desenvolver o senso de responsabilidades sobre seus atos e construindo ações de
autonomia como tomando decisões, fazendo escolhas e refletindo a sua realidade.
A
partir destas reflexões associei a situações de minha infância, faz tempo por
sinal, recordei das várias brincadeiras que participava como pega-pega, sapata,
escolinha, passa-anel, vôlei, casinha, bicicleta, subir no muro e muitas outras,
e como o acesso a espaços específicos para realização delas e a socialização
eram bem maiores do que os encontrados atualmente. Em frente a minha casa, na
qual moro desde a infância até hoje, sempre teve uma praça enorme com árvores,
quadra para jogar futebol e vôlei, andar de bicicleta e muitos amigos sempre brincávamos
soltos sem ter um adulto nos regrando e acompanhando e assim constantemente tramávamos
várias traquinagens como tocar a campainhas das casas e sair correndo, e também
brigávamos uns com os outros e resolvíamos nossas diferenças sem mediação de alguém
....
O
mais comum nas brincadeiras era pega-pega, caçador, policia e ladrão, quanto
maior o número, mais regras tínhamos que inventar para comportar todos, neste
jogo pode-se notar o desenvolvimento na agilidade da criança, sua rapidez, a noção
de equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade. O jogo fortalece as relações
sócia-afetivas, o respeito entre os colegas, explora aspectos como autocontrole,
cooperação e negociações. Outro também bem conhecido é a “Sapata” mais
conhecido como Amarelinha, jogo onde se que estimula a observação dos movimentos
dos outros, o desempenho, equilíbrio e movimentos corporais, a memorização das
sequências numéricas.
Mas
o que eu mais gostava na infância era brincar de professora, achava muito
divertido e já na infância me mostravam como além de meus pais outro adulto de
referência, sendo que pode ser realizada tanto com amigos, como personagens
invisíveis ou até mesmo com as bonecas, mas eu gostava mesmo era quando minha
mãe brincava comigo e eu mostrava a ela como tinha que ler e escrever, mas fui péssima
alfabetizadora com aquela idade, ela continuou não sabendo mas me ensinou
técnicas de aprendizagens que levei para a idade adulta sem perceber. E fazendo
uma retrospectiva esses momentos também eram realizados com minha irmã, que é
11 anos mais nova, nossa mãe também brincava tentando aprender mas na realidade
reforçando conhecimentos que nos trazíamos da escola. No entanto nenhuma das
duas conseguiram alfabetiza-la mas as duas quando encaminharam suas
qualificações se direcionaram para o magistério, com certeza a influência
desses ensinamento nos proporcionaram um direcionamento que com certeza Freud e
outros pesquisadores podem explicar.
Já
na fase da adolescência foi o Vôlei foi meu maior encanto, jogava todos os dias,
participava de todos os eventos que havia na escola, nos fim de semana íamos ao
Parque Marinha do Brasil jogar nas quadras e ainda tinha uma vizinha em que o
pai havia feito uma quadra no pátio, não faltávamos a nenhum evento. O Voleibol
promove o desenvolvimento da socialização, aumento da autonomia, cooperação,
reflexão e da criatividade, desenvolve ainda de regras a serem seguidas,
exercício do autocontrole, trabalho em equipe habilidades que iram ser
importantes para a fase adulta e o mundo do trabalho.

Muito legal tua postagem e a reflexão a partir da teoria estudada com as lembranças de tua infância. Realmente é muito prazeroso retomar momentos que vivemos a partir de uma visão diferenciada e aprofundada no marco teórico.
ResponderExcluirBom ver teu desenvolvimento e dedicação!
Katielle
Tutora Ludicidade