Uma das técnicas para coleta
de dados é a Observação, onde utilizamos nossos sentidos, normalmente esta
estratégia de pesquisa de campo é utilizada nos estudos das Ciências da
Antropologia e Sociologia. Todo pesquisador que se vale desta técnica deve
desenvolver algumas habilidade como ser independente, autodisciplinado, persistente,
capacidade de guardar informações, inspirar confiança, ser idôneo e paciencioso.
Mas para sermos um bom
observador precisamos anteriormente ter um conhecimento teórico sobre os temas a
qual está observando a fim que se possam identificar os aspectos que seja mais
relevante e agreguem informações importantes durante a pesquisa, para chegamos
a esse ponto todas as etapas devem ter um planejamento cuidadoso e rigoroso.
Além das etapas de trabalho
anteriormente descritas para se desenvolver uma pesquisa não pode esquecer-se
de fazer anotações constantes procurando separar os detalhes mais relevantes. A
delimitação do objeto de estudo é importantíssima para que se tenha bem definido
o foco da investigação a ser feita durante o desenvolvimento e que não se tenha
sobressaltos.
Outra
questão que se torna importante na observação é o quanto quem está fazendo está
trabalho pode interferir nas ações a qual se está sendo analisada e o seu papel
no contexto. Conforme Buford Junker, citado em Lüdke (1986), ocorre quatro
variações:
- O “Participante Total” o
observador não revela sua verdadeira identidade nem o propósito de suas ações e
se torna um participante dentro de um grupo.
- O “Participante como
observador” nesta situação não oculta suas intenções mas revela parte de suas
ações.
- O “Observador como
participante”, as intenções são reveladas, muitas vezes há possibilidade de
acessar várias informações sobre o projeto pesquisado mas deve-se estar
preparado que o grupo boicote a divulgação ao público.
- O “Observador Total” mesmo
estando presente o observador não estabelece relações interpessoais com o grupo
pesquisado, ou seja, não é notado ou visto.
Referências Bibliográficas:
LÜDKE, M. ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens
qualitativas. São Paulo (SP): EPU; 1986.
MARCONI, Marina de Andrade
& LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de
Pesquisa: planejamento e execução de pesquisa, elaboração, análise e
interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 2006

Olá Jacqueline. Pois então, ... gostaria de pensar contigo: O que a habilidade de observar contribui para nossa prática pedagógica? Tu acreditas que contribui? Podes deixar exemplos práticos? Podemos falar mais sobre isso? Posta aí nos comentários ou façã nova postagem e me avisa aí a comunicação fica mais dinâmica. Abraço, Betynha (Tutora PEAD2/UFRGS)
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