A corporeidade é a
forma como o nosso cérebro identificação o corpo no mundo em todas as suas
dimensões desde material, intelectual e espiritual. Nessa forma de
identificação temos os pensamentos que direcionam a construção de nosso
conhecimento pelo ato reflexivo de algo que identificamos. Nosso cérebro retém
o conhecimento muito mais a partir das experiências que somos suscetíveis.
Com a interação do ser
humano com seu meio externo ele identifica-se com as várias sensações
experimentadas como o amor, a angústia, a dor, o desespero, o apoio e todas
essas sensações é que vão construir o indivíduo de amanhã. Uma das coisas que
diferencia o ser humano dos outros animais é justamente essa constante
assimilação de conhecimento e sentimentos. Nesta interação para a construção da
aprendizagem podemos usar vários signos como a expressão corporal, a
delimitação do corpo, o movimento e a manipulação de objetos.
A forma de agir diante
de um conhecimento e sua apresentação demanda uma observação do professor de
formas de aplicação diferenciadas para cada turma. Como sou professora de
Ensino Fundamental II e Ensino Médio, minhas observações se direcionaram a
estes alunos. Nas várias interações que direcionei, nos anos anteriores, as
mais proveitosas foram as trabalhadas com a questão prática principalmente no
6º ano e no 1ª ano do EM, com a geografia física tem-se uma maior facilidade de
trabalhar a questão do aluno no mundo e as suas vivências, a fim de trabalhar
as questões de localização e orientação começo com a construção de desenhos e
depois com as maquetes da sala de aula onde se pode trabalhar a percepção do
indivíduo no local, sua construção de espaço, percepção de distância e de
proporção.
No EM, no conteúdo do
1ª ano, sempre procuro trazer para as aulas de cartografia a questão de
proporcionalidade e de localização do indivíduo dentro de um âmbito local,
regional e global. Trabalhamos a localização da nossa escola no bairro, do
bairro na cidade, da cidade no mundo e quando chegamos neste momento confecção
do globo e as dificuldades de transportar o real, com sua circunferência para o
plano.
Este ano como estou com
os segundos e terceiros anos do EM, as dinâmicas já se modificou a fim de o
aluno se perceber do local para o regional e por fim se inteirar com o global,
procuro trazer representações a partir de filmes, análise de gráficos de
produções energéticas e a sua influência no dia a dia, a análise e construção
de mapas, a representação teatral.
Mas essa reorganização
dos conceitos para um conhecimento corporalizado demanda um maior ato de
reflexão por minha parte, muitas vezes essa ressignificação tem um significado
para mim como educadora que não chega até meu aluno como esperado sendo assim
novas possibilidades devem ser usadas.
Como no texto “Corporeidade - uma complexa
trama disciplinar”, nos traz bem no início “A linguagem é uma dimensão
significativa para todo ser humano”, partindo dessa premissa devemos
reivindicar as várias formas de signos como imagens, filmes, HQ, desenho,
pintura, colagem para representar o conhecimento e incorporarmos a participação
do homem no mundo.
Referencia
Bibliográfica:
GONÇALVES; C.J.S. Corporeidade: Uma complexa trama transdisciplinar. Corporeidade. Revisão do
Conceito. Tese de Doutorado. UNIMEP. 2005.
REGO, Nelson; NUNES, Camila
X. As geografias do corpo e a Educação
(do) sensível no ensino de Geografia. Rev. Bras. Educ. Geog., Rio de
Janeiro, v. 1, n. 1, p. 86-107, jan./jun., 2011. 88. Disponível em: http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/17
Acesso em: 18 junh. 2015.

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