O cérebro humano é o
órgão do nosso corpo que mais gasta energia para funcionar, só ele consome um
quinto dos alimentos que ingerimos. Além disso, se compararmos o tamanho do
cérebro de um ser humano com o de um símio houve um aumento de três vezes
durante a sua evolução, além que o cérebro do símio era pequeno e apresentava
na média meio litro em seu volume. O tempo de evolução entre as gerações do
homem e do símio são de aproximadamente 2,5 milhões de anos, isso fez com que
ocorressem diferenças, uma delas foi ao aumento de velocidade dos neurônios que
chegou em 150 entre cada geração.
Nosso cérebro é o órgão
mais complexo que temos, possui a incrível quantidade de 100 bilhões de
neurônios. E estes neurônios são os blocos construtores do nosso cérebro e
também são a base para nossos pensamentos que são realizadas na forma de
impulsos elétricos, se agrupássemos todos os neurônios teríamos a possibilidade
de acender uma lâmpada.
Todas as nossas ações
são comandadas pelo funcionamento dos neurônios, uma forma de identificar essa
influência é quando se ingere bebida alcoólica começamos a sentir certo
desequilíbrio, dificuldade na fala, mudança no humor e na falta de
memória.
Já a parte do cérebro
que é responsável pela capacidade de aprendermos novas tarefas e executá-las
automaticamente é o cerebelo, ou pequeno cérebro. Neste ponto são armazenadas
as aprendizagens relacionadas com as atividades práticas como correr, andar,
brincar.
O cérebro apresenta relação
com várias outras funções do corpo, a retenção da memória de longo prazo que se
localiza no córtex, em outras regiões especificas localiza-se a linguagem e as
aptidões sociais. Mas o que nos diferencia das outras espécies é a consciência
o maior atributo do cérebro.
Na história vários
filósofos tiveram a mente como objeto de reflexão, um deles foi Aristóteles que
tinha como o cérebro e o coração uma intima relação entre a emoção e o
intelecto. Já na modernidade temos a teoria do conhecimento ou epistemologia
que principia com Kant e depois com Piaget o estudo da aprendizagem que chamou
de epistemologia genética, que descreve a formação do pensamento e do
conhecimento humano realizadas ao longo de sua existência.
Piaget era um psicólogo
e como tal sua preocupação se direcionava aos fenômenos psíquicos e de
comportamento, os neurologistas se ocupam dos distúrbios relacionados ao
cérebro e qual o pesquisador que se preocuparia sobre as várias possibilidades de
motivação para a aprendizagem?
Temos a Neuroeducação,
um campo recente de pesquisa, onde integram três áreas a psicologia, a educação
e a neurociência, seu estudo procura entender os comportamentos da aprendizagem
a partir de várias técnicas de captação de informações com a utilização de
vários recursos das novas tecnologias como vídeos, multimídia, games e outros. Essa
ciência busca compreender como as novas tecnologias da informação estão
influenciando na aprendizagem e como eles estão produzindo novos modelos
culturais.
Com a revolução
técnico-científico-informacional, os meios eletrônicos nos proporcionaram a
conhecer muitas regiões e problemas além dos nossos, mas para isso têm que se
estar conectados. Internet, multimídia, quadro digital esses novos modelos
tecnológicos continuam a promover mais exclusão já que a tecnologia é um
produto caro que não está ao alcance de todos.
Em
que aspecto a possibilidade de imaginar despertam novas formas de perceber a
própria corporeidade e sua diversidade cultural?
No filme Gênio
Indomável, podemos visualizar quando o Will é confrontado com o mundo em que
vive, com situações de violência na infância, atos de agressividade e rebeldia
contra a sociedade, mas no momento que ele se percebe como individuo
modificador de seu futuro toda a sua postura em relação a si e a sociedade em
que vive aparece em outra ótica.
Nós como professores
devemos abordar o conhecimento de uma forma que o aluno se perceba dentro da
realidade e que possa se sentir um agente modificador do mundo em que ele está
inserido. No momento em que abordamos o tema sobre os países desenvolvimentos e
a evolução de suas cidades e as várias realidades podemos descrever tanto os
bairros ricos, mas também os bairros pobres e ao mesmo tem relacionarmos com as
nossas cidades de países emergentes. Quando se mostra imagens do vale do
silício nos Estados Unidos onde tem um parque tecnológico de alta qualidade e logo
em seguida compararmos com fotos de trabalho escravo infantil separando peças
de computador para reciclagem na china.
Referencia
Bibliográfica:
Emergência da
Neuroeducação: a hora e a vez da neurociência para agregar valor à pesquisa
educacional. Ciências & Cognição 2010; Vol 15 (1): 199-210 http://www.cienciasecognicao.org
Menezes, José Eugenio
de Oliveira. As formas de percepção e as
mudanças culturais. In Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da
Mídia. PUC-SP http://www.cisc.org.br/portal/
Vídeo BBC – O corpo Humano – O Poder do Cérebro.
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