O professor é o profissional que está em continuo aprender e todo aquele que reflete sobre seu planejamento e de como atua em sala tem a possibilidade de apresentar ações mais eficazes. Para isso os registros que fazemos em sala de aula como áudio, fotos, diários de aula nos dão suporte para fazer uma análise do nosso trabalho e do desenvolvimento dos alunos. E este hábito quando inserido em nosso fazer diário incentiva ao desenvolvimento do caráter autoral a nossas produções.
sábado, 4 de março de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Multiplicação
Na Teoria dos Campos Conceituais, do psicólogo francês Gérard Vergnaud, existem particularidade que se aproximam entre o campo aditivo como do campo multiplicador. Ele ressalta que ambas as operações não são estanques, não podemos separar a adição da subtração, assim como não se separa a multiplicação da divisão, e o principal não há somente um caminho para solucionar os problemas matemáticos.
Assim como podemos desenvolver vários enunciados diferentes usando os mesmos elementos, cabe ao professor propor desafios de diversos níveis para que o aluno possam construir um conjunto de possibilidades para soluciona-los.
Fazendo uma conexão entre as disciplinas Matemática/Geografia, podemos fazer um planejamento com o conteúdo de Urbanização utilizando tabelas de épocas diferentes para mostrar a quantidade de habitantes de uma cidade e ao mesmo identificando questões relacionadas ao desenvolvimento industrial na região estudada e por que ocorreram nestes anos uma explosão demográfica. Para dar continuidade com estes mesmo tema podemos a partir de pesquisas montar outras tabelas, ampliando as dificuldades, sobre como ocorreu o aumento da população de várias regiões em períodos diferentes, o número de habitantes em espaços urbanos e rurais.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Trajetórias
Vivemos em uma sociedade multicultural e para isso precisar aprender/reaprender a respeitar o diferente, isso é viver em uma democracia. O nosso grande desafio como professores em primeiro lugar é despir de nossos preconceitos, só assim teremos condições de lutar contra a descriminação e o preconceito.
Aprender a lidar com o diferente é muito importante e faz com que consigamos promover a paz em um momento tão conturbado com o qual estamos passando em nossa sociedade.
E como podemos mudar ou contribuir com uma “Cultura de Paz”?
Para mim, demonstrando em nossas aulas como nosso país é tão grande, com uma diversidade cultural, no entanto somos tão iguais, da mesma forma como dentro da sala de aula, cada um de nós trazemos uma história de vida, nossos pais tiveram outras histórias e nossos avós, também não foram diferentes construíram suas histórias em um outro tempo e alguns em um outro lugar. No entanto, ao mesmo tempo temos que ver que como seres humanos somos tão iguais respiramos, vivemos em sociedade, convivemos uns com os outros. Aonde vemos nossas diferenças?
Nossas diferenças fazem parte de nós e ao mesmo tempo complementa um todo, são nossas marcas, é o que nos identifica como indivíduos e nos aproxima de outros que apresentam pensamentos próximos ao nosso. E são esses conhecimentos tão diversos que fazem com que nossa sociedade se transforme mas para molda-la de uma forma positiva devemos ser tolerante e aceitar pensamentos diferentes dos nossos por mais que não concordemos e assim poderemos construir uma sociedade mais justa.
Fonte: FREIRE, Paulo. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Como as ideias surgem?
Em algumas leituras em que estive fazendo sobre educação me deparei com uma reportagem da Revista Novaescola, na realidade é uma Série Especial na qual se discutia os vários Retratos da Exclusão (fevereiro/2014), neste texto o que mais me marcou foi que no Brasil temos 7,5% das crianças entre 4 e 17 anos que não frequentam à escola. Isso significa que no país encontramos um número aproximado de 3.366.299 de pessoas, conforme Pnad de 2012, que se encontram fora da escola.
Mas por que essas crianças e adolescentes não tem acesso à educação em pleno século XXI?
Várias são as situações, mas com certeza os mais atingidas são as populações que se encontram em mais vulnerabilidade, como: as negras, as indígenas, quilombolas, pobres, sob risco de violência, exploradas e com deficiências de aprendizagens. No texto, se identificava várias medidas que poderiam ser realizadas para reverter esse quadro como o aumento do número de escolas, escolas com acessibilidade para alunos com deficiência, reforma das escolas já existentes, transporte escolar, profissionais especialistas, valorização de seus profissionais docentes, enfim n situações demonstrando que é complexa a questão, entretanto o que os vários setores fazem na realidade é burocratizar ainda mais o conhecimento em prol de uma eficiência produtividade para o mercado.
Sabemos que não são questões fáceis de serem respondida e de serem solucionadas, tanto que temos em nossa sala de aula uma diversidade muito grande de realidades e nós professores necessitamos ensina-los dentro destas incertezas.
Mas afinal devemos prepara-los para o que?
Foi quando me lembrei de uma passagem no livro do Paulo Freire, Por uma Pedagogia da pergunta, em que Antonio Faundez descrevia uma de suas férias escolares na qual ele trabalhava junto com uma família araucana e refletiu sobre qual seria o sentido e a importância do saber ler e fazer contas para aqueles camponeses?
Sua conclusão naquele momento foi que a importância maior era o de lutar contra a injustiça e para isso teve que respeitar o cotidiano daquela realidade e a partir do entendimento das marcas culturais daquela família poder criar caminhos de mudanças, será que ai não está uma das respostas para os problemas encontrados atualmente, acharmos os caminhos contextualizados para que nossos alunos possam fazer as mudanças e desta forma poderem reorganizar a sociedade de uma forma mais justa.
"Na medida em que as massas não detêm o saber que o intelectual possui, elas não detêm o poder. E esse desprezo pelo saber popular afasta o intelectual das massas." (Freire, 1985)
“Saímos para o exterior, não para descobrir o segredo dos outros, mas para descobrir o segredo de nós mesmos.” (Mariátegui)
Fonte:
Retratos da exclusão - Revista Novaescola
FREIRE, Paulo. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
domingo, 29 de janeiro de 2017
Campo Aditivo
Ao procurar compreender sobre Campo Aditivo na interdisciplina da representação do mundo da matemática, me deparei com um artigo sobre Gerard Vergnaud, um dos discípulos de Piaget, que tinha como campo de estudo as dificuldades encontrados pelos alunos nas áreas das estruturas aditivas e multiplicativas e partir deste desenvolveu sua teoria do campo conceitual. Gerard ao encontrar resistência destes temas em suas salas de aula, se obrigou a pesquisar sobre o assunto a fim de suprir as dificuldades dos alunos e assim chegarem a aprendizagens significativas.
Desde inicio da atividade desta interdisciplina me veio a dificuldade de como conciliar conteúdos geográficos com o campo aditivo da matemática, foi quando relacionei aos conteúdos de Fuso Horário e Coordenadas Geográficas, ambos trabalhados no 1ª ano do ensino médio e que muitas vezes demonstram trazer uma grande dificuldade no entendimento por parte dos alunos. Uma forma de exemplificar uma das questões com as quais trabalhamos é sobre o nosso planeta, ele apresenta uma forma esférica e um de seus movimentos é o de rotação, onde como consequência deste movimento enquanto uma área está sendo iluminada a outra logo em seguida vai perdendo sua luminosidade, diante disto o homem dividiu a Terra em 360°(fatias) e dividiu em 24 horas, resultando em fatias de 15° em que a cada 1 hora avança ou diminui a luminosidade dependendo de seu deslocamento sobre a Terra, e a cada 1° corresponderia no espaço real 111 km. Quanto trabalhamos com estas reflexões sobre o deslocamento na Terra e a diferença de horário de um lugar para o outro é que proporciona uma grande dificuldade de assimilação por parte do aluno, pois temos que acrescentar, ou seja, avançar(adição) ou retroceder(subtração) as horas dependo do sentido do deslocamento sobre a Terra. Para o aluno este conteúdo se torna um pouco complexo pois necessita de uma determinada abstração para a compreensão dos problemas apresentados.
Quando Vergnaud desenvolve sua teoria dos campos conceituais propõem que alguns fatores são primordiais para que o aluno possa construir esquemas cognitivos e ocorra a apropriação do conhecimento, tais como a interação social, a linguagem e a simbolismo do conhecimento. Como campo conceitual, ele entende como sendo um conjunto de problemas, situações e operações de pensamento ligados a um processo de aquisição/resignificação do conhecimento que este processo pode levar de meses a anos no desenvolvimento do educando. Então é através das experiências, maturidade e aprendizagens que os alunos desenvolvem as aprendizagens significativas. Sendo assim cabe aos professores ao longo da vida escolar e nas diversas disciplinas tanto individual como interligadas propor desafios que incentivem o desenvolvimento dos alunos e que os conhecimento possam ser interligados pelos professores para que essa aprendizagem se concretize.
domingo, 8 de janeiro de 2017
Encantamento
Quando a
criança se identifica com o seu espaço e se integra a ele, se sente instigada a
desvenda-lo, é essa inter-relação com seu meio que a motiva a explora-lo a fim
de identificar possíveis respostas as suas indagações. É instigando a curiosidade que iremos despertar a vontade de desvendar o mistério dos fenômenos que nos cercam, sobre como eles funcionam e qual a relação com nossa vida diária.
São os vários ramos das ciências que veem a nos dar base cientifica para propor respostas a estas indagações, mas depende do professor com formação adequada saber como direcionar essas motivações conforme sua faixa etária e seu nível de desenvolvimento, são a partir dessas reflexões que iremos desenvolvemos um raciocínio
crítico, o pensamento lógico e a sua capacidade intelectual.
Para isso o profissional docente saberá quando deve ser inseridos os questionamentos pertinente a cada classe e conduzir à situações que sejam de
observação, a como deve ser desenvolvida a pesquisa e por fim como deve ser o registro deste saber nas mais
diversas formas de linguagem a fim de que sua aprendizagem seja fixada.
Fonte:
Programa Tudo se transforma. Disponível em: História da Tabela Periódica acesso em 07/01/2016.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Ver/Olhar
Este mosaico demonstra
bem o quanto o ver se distância do olhar, em um primeiro momento identificamos
apenas o espaço como um todo, mas quando aprofundamos nossos olhares eles se
diferenciam e identificam-se particularidades as quais não eram compreendidas, para conhecermos nosso espaço de vivência e entende-lo necessitamos identificar como ele
foi sendo estruturado ao longo do tempo e como a sociedade foi influenciando essas transformações.
Nos trabalhos realizados para amostra de final de ano, cada aluno
demonstrou as suas visões sobre soluções de problemas encontrados dentro de seus espaços de vivência. Cada grupo procurou ver em um primeiro instante as dificuldades encontradas na
comunidade e que influenciavam para a precarização dos serviços como a falta de segurança,
áreas inutilizadas na escola, falta de acessibilidade na escola, a precariedade
de atendimento do hospital do bairro, salas de aula precarizadas, biblioteca
desatualizada, laboratório de informática desativado, bullying, oficinas de
aprendizagem e outros.
Com o transcorrer das
pesquisas cada grupo foi modificando suas visões e as reflexões foram sendo
aprimoradas para uma contemplação mais atento deixando de se restringir a
apenas ver os problemas para um olhar em busca de soluções mais plausíveis e
coerentes com nossa comunidade.
Como por exemplo, o trabalho que se referia a construção de um ginásio na escola, em um primeiro instante tinha a ideia de se construir um prédio no espaço da quadra de futebol, mas com a pesquisa se identificou que não tínhamos espaço para a construção de um prédio com todas as normas necessárias, como paredes a prova de som, vestiário, sala para guardar os matérias das diversas modalidades esportivas. Entretanto uma área coberta, uma reforma no piso com material específico, telas de proteção e reforma na arquibancada era uma situação mais viável e econômica, pois até a própria comunidade poderia fazer um mutirão para ajudar, já que as verbas direcionadas pelo estado não consegue suprir todas as necessidades que a escola precisa para ter um bom funcionamento.
Em um outro trabalho bem interessante pelo seu desdobramento de como foi conduzido e pelo empenho com que a aluna apresentou seu projeto, foi sobre "Como desenvolver uma horta na escola", em um primeiro instante seria a realização em uma área vazia em que está se transformando em um lixão nos fundos da escola. Ao longo das pesquisas e com ajuda da professora de química, foi se constatando que o solo não era propicio pois o arroio que passa nos fundos da escola é poluído e já influencia na contaminação do solo pela sua proximidade, sendo assim os alimento que se plantasse nessa área não seriam próprios para consumo, no entanto poderiam ser plantadas árvores não frutíferas para fazer sombra e amenizar o calor principalmente no verão para as salas de aulas que se encontram próximas a este espaço e onde principalmente a tarde são insuportáveis. E para solucionar o problema inicial que era o da horta, faze-la suspensa em caixotes, vasos ou garrafas pet sem contato direto com o solo onde poderiam ser realizados o monitoramento do Ph do solo e de pragas e ainda com os restos dos alimentos do refeitório poderia-se fazer compostagem para ser utilizada.
Como por exemplo, o trabalho que se referia a construção de um ginásio na escola, em um primeiro instante tinha a ideia de se construir um prédio no espaço da quadra de futebol, mas com a pesquisa se identificou que não tínhamos espaço para a construção de um prédio com todas as normas necessárias, como paredes a prova de som, vestiário, sala para guardar os matérias das diversas modalidades esportivas. Entretanto uma área coberta, uma reforma no piso com material específico, telas de proteção e reforma na arquibancada era uma situação mais viável e econômica, pois até a própria comunidade poderia fazer um mutirão para ajudar, já que as verbas direcionadas pelo estado não consegue suprir todas as necessidades que a escola precisa para ter um bom funcionamento.
Em um outro trabalho bem interessante pelo seu desdobramento de como foi conduzido e pelo empenho com que a aluna apresentou seu projeto, foi sobre "Como desenvolver uma horta na escola", em um primeiro instante seria a realização em uma área vazia em que está se transformando em um lixão nos fundos da escola. Ao longo das pesquisas e com ajuda da professora de química, foi se constatando que o solo não era propicio pois o arroio que passa nos fundos da escola é poluído e já influencia na contaminação do solo pela sua proximidade, sendo assim os alimento que se plantasse nessa área não seriam próprios para consumo, no entanto poderiam ser plantadas árvores não frutíferas para fazer sombra e amenizar o calor principalmente no verão para as salas de aulas que se encontram próximas a este espaço e onde principalmente a tarde são insuportáveis. E para solucionar o problema inicial que era o da horta, faze-la suspensa em caixotes, vasos ou garrafas pet sem contato direto com o solo onde poderiam ser realizados o monitoramento do Ph do solo e de pragas e ainda com os restos dos alimentos do refeitório poderia-se fazer compostagem para ser utilizada.
Durante a realização dos vários temas identifiquei, em um primeiro instante, o que era visto no espaço pelos alunos estava em uma dimensão mais extensa, até de uma
forma um tanto desatenta aos detalhes, entretanto com as indagações propicias foi se construindo um olhar mais direcionada aos
elementos contidos nos espaços a suas preocupações iniciais e assim foi se transformando em experiências mais reflexivas levando os alunos durante o processo a ressignificar suas aprendizagens.
Referência
CASTROGIOVANNI, Antonio;
COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma
relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA,
Emilia. La investigación e innovación en
la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26.
NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória
e perspectiva. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.13, n.25/26,
p.143-162, set.92/ago.93.
TIBURI, Márcia. Aprender
a pensar é descobrir o olhar. Disponível em: <www.escolaprojeto21.com.br/site/_09_nanico/_imgs/_20131116/marcia_tiburi.pdf>
Acessado em:
30/11/2016.
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