segunda-feira, 8 de maio de 2017

HEMISFÉRIOS CEREBRAIS




Hemisfério Esquerdo
Hemisfério Direito
a) Verbal. Codificação e decodificação da fala, Matemática, notação musical.
a) Não-verbal, visão-espacial, musical
b) sequencial, temporal, digital.
b) simultâneo, espacial, relacionamentos, construtivo, busca regras.
c) lógico, analítico.
c) gestáltico, sintético, relacionamentos, construtivo, busca regras.
d) racional, interessado em partes componentes; detecta características.
d) intuitivo. Interessado em conjuntos e gestalts, integra partes componentes e as organiza em um todo.
e) Pensamento Ocidental.
e) Pensamento Oriental.

"Mediante um processo complexo em que intervém uma grande quantidade de neurônios, o cérebro gera os pensamentos. Quando se aprende algo, cria-se uma rede de neurônios que é reforçada pela repetição dessa informação ou experiência. Quando há uma experiência diferente, mas relacionada com a rede original, o cérebro automaticamente "reformula" o arquivo para levar em conta a nova entrada."

Fonte: 
PEÑA, Antonio Ontoria; GÓMEZ, Juan Pedro R.. Potencializar a capacidade de aprender e pensar: o que mudar para aprender e como aprender para mudar. São Paulo: Madras, 2004. 211 p. Tradução de Fulvio Lulsisco.

PENSAR / ACREDITAR

A nossa capacidade de aprender está relacionada à nossas crenças, ou seja, com o pensamento/opiniões que temos sobre o mundo, sobre os “outros” ou até mesmo sobre nós mesmos. E a crença de que temos a capacidade de aprender está intimamente relacionada na crença de que podemos alcançar nossos objetivos, no momento que acreditamos em nosso potencial damos suporte para que nossas crenças se tornem realidade. 
Então as crenças podem se desenvolver a partir de duas fontes a interna em que é aquela que identificamos/sentimos em que se torna imaginada/inspiradora quando acreditamos em nosso potencial. E podemos apontar uma outra fonte que é a externa, e que tem uma grande aplicação na sala de aula, que é a forma como a outra pessoa projeta sua visão sobre nós. Como quando o professor tem em seu imaginário que os alunos apresentam capacidade para desenvolver determinadas atividades, todas as suas ações serão determinadas para que todos realizem positivamente e mesmo aqueles alunos que não conseguem atingir prontamente todos os objetivos, o professor com certeza encontrará uma justificativa para a sua dificuldade como o contexto social, as preocupações da idade. 
Mesmo assim este professor empreenderá outras ações que promovam incentivo e metodologias diferenciadas para que estes alunos desenvolvam as habilidades para ultrapassar os desafios propostos, pois estará vivenciando esta realidade imaginada acreditando em suas capacidades.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

ROMPER OS "MUROS"

Um fator que veio a promover mudanças em nossa sociedade, não só em nossas relações mas também em nossa cultura e economia, é a tecnologia. Passamos de uma era industrial onde tínhamos uma mecanização da produção para uma era informacional em que os avanços tecnológicos estão promovendo mudanças em todas áreas de nossa sociedade a ponto de influir até mesmo na forma de pensarmos e nos relacionarmos com o conhecimento. 
Podemos ver essa transição na educação, no final do século XVIII, tínhamos um professor por aluno, e sua aprendizagem era individualizada e somente para uma parcela da sociedade que apresentava um poder aquisitivo considerável. Não podemos esquecer que neste momento histórico nossa economia era principalmente agrária.
Quando entramos na era da industrialização, houve a necessidade de que surgisse determinados locais de instrução para suprir a demanda que ocorria naquele momento, nestes locais encontraríamos um professor que este individuo significava o detentor do saber e deveria atender vários alunos, neste momento da história o perfil que se apresentavam era a de serem todos meninos e brancos. Já começa neste momento a inserção do controle do tempo e uma característica na aprendizagem, em que todos deveriam aprender da mesma forma e o mesmo conhecimento perfilando assim uma homogeneidade no saber. 

Em um terceiro momento temos a democratização e a universalização da escola, em que temos um número maior de alunos e principalmente que estes professores tendo que dar conta das diferenças das mais diversas como sociais, econômicas, psíquicas, físicas, culturais, religiosas, raciais, ideológicas e de gênero. E ainda não podemos esquecer que estas crianças até pouco tempo atrás não estavam habituadas a este universo do conhecimento e muito menos algum de seus familiares.
   



Já o momento em que nos encontramos atualmente, com a inserção das novas tecnologias, as modificações já começam a transformar a mentalidade da sociedade. Não podemos esquecer que a quantidade de informação que existe hoje é tão abundante, o acesso a essas informações se tornou muito mais dinâmico, com o avanço destas tecnologias cada vez mais dinâmico vem por influenciar novamente nossas formas de trabalho, nossas relações pessoais e até mesmo em nossa qualidade de vida. 
É imprescindível que estejamos atentos com essas mudanças, pois como qualquer profissional, o educador necessita renovar seu saber pedagógico trazendo para a sala de aula novas técnicas e metodologias, não significa que com isso devemos destruirmos o conhecimento já existente mas sim que estejamos abertos a complementarmos com outras dimensões e saberes.







domingo, 30 de abril de 2017

ADULTEZ

Os rituais que representam a passagem da adolescência para a fase adulta estão relacionados ao término da escola, a saída da casa dos pais, o trabalho e a formação de uma família. Entretanto a partir do final do século XX, algumas mudanças ocorreram em nossa sociedade fazendo com que ocorressem modificações nestes marcos e nas relações interpessoais.



Uma delas é por questões financeiras que faz com prolongue a dependência familiar e assim postergue a saída da casa dos país, favorecendo com que tenham influências nas suas relações afetivas, proporciona uma falta de experiência em lidar com os problemas diários em função de muitas vezes os pais tomarem para si a resolução, tendência a idealizar as relações internalizando as figuras de seus pais.
A falta de um projeto de vida, onde estabelecemos fronteiras claras entre o que almejamos e o que é passageiro. São as dificuldades enfrentadas que nos colocam a prova ou até mesmo faz com que modifiquemos nosso plano de vida, essas experiências promovem uma maturação em nosso desenvolvimento até chegarmos a nossa almejada sensação de autonomia e responsabilidade plena de nossas conquistas.  
E com a inserção da mulher no mercado de trabalho temos modificações na divisão de trabalho, muitas mulheres já ocupam cargos onde antes eram exclusivas dos homens. Em função desta dupla jornada de trabalho, muita das mulheres ainda apresenta um sentimento de culpa por delegar os cuidados de seus filhos a outros como creche e avós. Mesmo que ocorra um comum acordo entre o casal para a criação dos filhos, a mãe ainda assim toma para si o encargo de cuidar e resolver os problemas aumentando sua carga de responsabilidade ao invés de compartilhar com o outro.

Mesmo com tantas modificações em nossa sociedade, ao refletir sobre como nos tornarmos adultos, ainda vejo que são estas experiências próprias de cada um, é que fazem amadurecermos mais cedo ou tardiamente. No entanto, continuamos ainda ligados aos fenômenos sociais como o nível social, o percurso escolar, as oportunidades e as condições de emprego e as nossas relações afetivas, enfim mudamos mas não tanto assim.  

Fonte:
COBO, Barbara; SABOIA, Ana Lucia. A “geração canguru” no Brasil. In: XVII ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, Caxambú: MG - Brasil, 2010. Disponível em: <http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2010/docs_pdf/tema_12/abep2010_2645.pdf> . Acesso em: 25 abr. 2017.


FERREIRA, Berta Weil; RIES, Bruno Edgar; (Org.). Psicologia e Educação: Desenvolvimento Humano - Adolescência e Vida Adulta. 2. ed. Porto Alegre: Edipucrs, 2003. 165 p.

TEMPO

Ao fazer as pesquisas sobre Sindrome de Peter Pan, que seriam o ponto inicial de nosso semestre me vi com uma questão que já vinhamos trabalhando anteriormente que é a questão do tempo.
Mas este tempo em que estamos analisando é tempo das vivências em que passa igualmente para todos os seres humanos, ainda que para alguns pareça passar mais rápido que a outros. Da mesma forma são as relações, elas transcorrem de forma e em tempos iguais. Entretanto o que fazemos com o tempo é de total responsabilidade nossa, fruto de nossa liberdade e determinado por um espaço e a um momento histórico específico.



O tempo humano biologicamente transcorre desde seu nascimento até sua morte e ela passa por unidade de igual valor sendo estipulada em minutos, dias, meses, anos, décadas e que não retornam. No entanto as fases de desenvolvimento psicológico de cada indivíduo não estão ligadas a uma linearidade, pois ocorrem com influencias externas como seu contexto histórico, cultural e social. E ainda a particularidade de que cada um vivencia as experiências de maneira diferente.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

EIXO V

Mais um semestre se inicia e novos projetos estão surgindo para nos desafiar. Em Seminário Integrador nos foi proposto a pensar sobre como ser um professor reflexivo, em projeto pedagógico em ação a construirmos um projeto em nossa sala de uma forma coletiva, em psicologia da vida adulta teremos que produzir uma pesquisa de forma coletiva e em Seminário Integrador teremos que avaliarmos as postagens de um colega.
Então para começarmos, deixo um paragrafo que me deixou muito pensativa e acho que tem muito a ver com as questões com as quais estamos a trabalhar neste semestre:

"É possível ser um bom professor sem ter qualquer conhecimento da história da educação, do mesmo modo que um cidadão leal pode não conhecer a história de seu país. Este pode ser um especialista político, mas não será um estadista. Aquele pode ser um professor, mas não será um educador."   (Kichle, 1901)

sábado, 18 de março de 2017

Aprendizagem

Como desenvolver uma aprendizagem significativa?
"A aprendizagem Significativa é um processo de desenvolvimento de insights ou estruturas significativas." (Peña, 2005) 
Ou seja, são as construções que realizamos para relacionar as informações recente com as já pré-conhecidas por nós, quando realizamos essa inter-relação o assunto se torna mais interessante e nos determinamos à aprender, com isso os novos significados se tornam permanentes.
E na sala de aula cabe ao professor, como profissional especializado, à desenvolver as várias possibilidades de diferenciação do ambiente para que se torne motivador a reflexão destas construções pois sem um envolvimento do aluno essas aprendizagens serão mecânicas, repetitivas e passageiras.