O que nos impede de sermos
criativos são os medos de sermos diferentes da grande maioria dos indivíduos em
sermos capaz de caminharmos por nossos próprios passos e ainda assim assumirmos
nossos erros e incertezas. Para sermos criativos temos a vontade de que nosso
mundo seja diferente e melhor, neste intuito desenvolvemos habilidades para
ousar mais e assim superarmos os desafios que encontramos pela frente.
Um individuo quando se empenha a superar
um determinado estigma tem em sua trajetória muita energia a ser ultrapassada e
isto muitas vezes transcorre dentro de em um meio que constantemente lhe impõem
medo em não ser aceito por suas ideias e ações trazendo assim uma insegurança
nos passos que se deve direcionar suas energias. Conforme Asthon (2016) nos
esclarece
“A parte desafiadora é que
não existe momento de criação mágico. Os criadores passam quase todo o tempo
perseverando, apesar da dúvida, do fracasso, do ridículo e da rejeição, até
conseguirem realizar algo novo e útil. Não existem truques, atalhos ou esquemas
para se tornar criativo de uma hora para outra. O processo é comum, ainda que o
resultado não seja. Criar não é magia; é trabalho.”
Não existe um momento exato em que
nosso ato será criativo, mas sim que o trabalho durante sua construção será
árduo e perseverante, só assim desenvolveremos aptidões que serão primordiais
para compreendermos o contexto tanto do todo como das partes em que se encerram
em nosso ato criativo.
Esse medo de sair da sua zona de
conforto, eu vejo constantemente nos alunos com que trabalho, mas sim uma
resistência a fazer parte de uma visibilidade onde suas ações estarão em uma
posição de serem julgadas e cobradas. Em que todo o esforço muitas vezes não
será visto, mas ao primeiro erro terá um julgamento. Mas para sairmos de nossa
zona de conforto necessitamos de algo imprescindível, que é
“Pensar é encontrar um modo
de chegar a um objetivo que não pode ser alcançado por meio de uma ação óbvia.
Queremos realizar alguma coisa, mas não sabemos como; assim, antes de agir
precisamos pensar.” (Kevin Asthon)
Na história da sociedade, muitos se
propuseram a que todo conhecimento fosse homogêneo entretanto hoje já temos o
entendimento que por mais que sejamos todos iguais, aprendemos e compreendemos
as informações de formas diferentes, nossas ações em resolver uma determinada
questão do cotidiano também não são iguais mas continuamos a impor um contingente
de informações para que todos ajam da mesma forma e assim possamos ser moldados
mais facilmente a um mesmo padrão.
Todos nós somos criativos, nossos
cérebros estão constantemente gerando pensamentos aleatórios que surgem em
nossos devaneios, isto não significa que todos serão ideias de valor mas apenas
que haverá uma certa intensão nela.
Fonte;
JOHNSON, Steven. De onde vêm as
boas ideias. Rio de Janeiro: Zahar, 2011