sexta-feira, 16 de novembro de 2018

O que nos impede de sermos criativos?


O que nos impede de sermos criativos são os medos de sermos diferentes da grande maioria dos indivíduos em sermos capaz de caminharmos por nossos próprios passos e ainda assim assumirmos nossos erros e incertezas. Para sermos criativos temos a vontade de que nosso mundo seja diferente e melhor, neste intuito desenvolvemos habilidades para ousar mais e assim superarmos os desafios que encontramos pela frente.
Um individuo quando se empenha a superar um determinado estigma tem em sua trajetória muita energia a ser ultrapassada e isto muitas vezes transcorre dentro de em um meio que constantemente lhe impõem medo em não ser aceito por suas ideias e ações trazendo assim uma insegurança nos passos que se deve direcionar suas energias. Conforme Asthon (2016) nos esclarece
“A parte desafiadora é que não existe momento de criação mágico. Os criadores passam quase todo o tempo perseverando, apesar da dúvida, do fracasso, do ridículo e da rejeição, até conseguirem realizar algo novo e útil. Não existem truques, atalhos ou esquemas para se tornar criativo de uma hora para outra. O processo é comum, ainda que o resultado não seja. Criar não é magia; é trabalho.”

Não existe um momento exato em que nosso ato será criativo, mas sim que o trabalho durante sua construção será árduo e perseverante, só assim desenvolveremos aptidões que serão primordiais para compreendermos o contexto tanto do todo como das partes em que se encerram em nosso ato criativo. 
Esse medo de sair da sua zona de conforto, eu vejo constantemente nos alunos com que trabalho, mas sim uma resistência a fazer parte de uma visibilidade onde suas ações estarão em uma posição de serem julgadas e cobradas. Em que todo o esforço muitas vezes não será visto, mas ao primeiro erro terá um julgamento. Mas para sairmos de nossa zona de conforto necessitamos de algo imprescindível, que é
“Pensar é encontrar um modo de chegar a um objetivo que não pode ser alcançado por meio de uma ação óbvia. Queremos realizar alguma coisa, mas não sabemos como; assim, antes de agir precisamos pensar.” (Kevin Asthon)
  
Na história da sociedade, muitos se propuseram a que todo conhecimento fosse homogêneo entretanto hoje já temos o entendimento que por mais que sejamos todos iguais, aprendemos e compreendemos as informações de formas diferentes, nossas ações em resolver uma determinada questão do cotidiano também não são iguais mas continuamos a impor um contingente de informações para que todos ajam da mesma forma e assim possamos ser moldados mais facilmente a um mesmo padrão.  
Todos nós somos criativos, nossos cérebros estão constantemente gerando pensamentos aleatórios que surgem em nossos devaneios, isto não significa que todos serão ideias de valor mas apenas que haverá uma certa intensão nela.

Fonte;
JOHNSON, Steven. De onde vêm as boas ideias. Rio de Janeiro: Zahar, 2011