Os rituais que
representam a passagem da adolescência para a fase adulta estão relacionados ao
término da escola, a saída da casa dos pais, o trabalho e a formação de uma família.
Entretanto a partir do final do século XX, algumas mudanças ocorreram em nossa
sociedade fazendo com que ocorressem modificações nestes marcos e nas relações interpessoais.
Uma delas é por questões financeiras que faz com prolongue a dependência familiar e assim postergue a saída da casa dos país, favorecendo com que tenham influências nas suas relações afetivas, proporciona uma falta de experiência em lidar com os problemas diários em função de muitas vezes os pais tomarem para si a resolução, tendência a idealizar as relações internalizando as figuras de seus pais.
A falta de um
projeto de vida, onde estabelecemos fronteiras claras entre o que almejamos e o
que é passageiro. São as dificuldades enfrentadas que nos colocam a prova ou
até mesmo faz com que modifiquemos nosso plano de vida, essas experiências promovem
uma maturação em nosso desenvolvimento até chegarmos a nossa almejada sensação
de autonomia e responsabilidade plena de nossas conquistas.
E com a
inserção da mulher no mercado de trabalho temos modificações na divisão de
trabalho, muitas mulheres já ocupam cargos onde antes eram exclusivas dos
homens. Em função desta dupla jornada de trabalho, muita das mulheres ainda
apresenta um sentimento de culpa por delegar os cuidados de seus filhos a
outros como creche e avós. Mesmo que ocorra um comum acordo entre o casal para
a criação dos filhos, a mãe ainda assim toma para si o encargo de cuidar e resolver
os problemas aumentando sua carga de responsabilidade ao invés de compartilhar
com o outro.
Mesmo com
tantas modificações em nossa sociedade, ao refletir sobre como nos tornarmos
adultos, ainda vejo que são estas experiências próprias de cada um, é que fazem amadurecermos
mais cedo ou tardiamente. No entanto, continuamos ainda ligados aos fenômenos sociais
como o nível social, o percurso escolar, as oportunidades e as condições de
emprego e as nossas relações afetivas, enfim mudamos mas não tanto assim.
Fonte:
Fonte:
COBO, Barbara;
SABOIA, Ana Lucia. A “geração canguru” no Brasil. In: XVII ENCONTRO NACIONAL DE
ESTUDOS POPULACIONAIS, Caxambú: MG - Brasil, 2010. Disponível em: <http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2010/docs_pdf/tema_12/abep2010_2645.pdf> . Acesso em: 25 abr.
2017.
FERREIRA, Berta Weil; RIES, Bruno Edgar; (Org.). Psicologia
e Educação: Desenvolvimento
Humano - Adolescência e Vida Adulta. 2. ed. Porto Alegre: Edipucrs, 2003. 165
p.


